{"id":62,"date":"2012-01-30T17:05:46","date_gmt":"2012-01-30T17:05:46","guid":{"rendered":"https:\/\/cih.org.br\/?p=62"},"modified":"2012-01-30T17:05:46","modified_gmt":"2012-01-30T17:05:46","slug":"a-grande-escola-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cih.org.br\/?p=62","title":{"rendered":"A Grande Escola da Vida"},"content":{"rendered":"<div>Por: <strong>Frater Amduscias<\/strong> (Marcel Luiz Pabst)<\/div>\n<div><\/div>\n<div><em>&#8220;Lembra-te sempre de que s\u00f3 vieste ao mundo, e s\u00f3 dele tamb\u00e9m partir\u00e1s&#8221;.<\/em><br \/>\n<em><\/em><br \/>\nTodos n\u00f3s enfrentamos revezes durante nosso <em>percurso<\/em> aqui neste mundo. A prova\u00e7\u00e3o n\u00e3o se restringe apenas \u00e0 alguns: mesmo os mais abastados, os que aparentam ser mais fortes ou at\u00e9 &#8220;imbat\u00edveis&#8221;, tamb\u00e9m enfrentam dificuldades. Mas, porque estas pessoas parecem n\u00e3o ser afetadas pelas dificuldades? De onde tiram energia e disposi\u00e7\u00e3o para vencer os desafios da <strong>vida<\/strong>?<\/p>\n<p>O segredo est\u00e1 na forma como encaram o <strong>Mundo<\/strong>. Um grande amigo me disse certa vez: &#8220;Existem dois tipo de pessoas: as que <em>fazem<\/em> poeira, e as que <em>comem<\/em> poeira. Qual delas \u00e9 voc\u00ea?&#8221;.<br \/>\nO <strong>Mundo<\/strong> \u00e9 um lugar belo, cheio de maravilhas, \u00e9 a <em>&#8216;escola do Esp\u00edrito&#8217;<\/em>. Em tese, aqui tudo podemos, aqui nossos desejos podem se tornar realidade.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, por que sofremos? Por que s\u00e3o tantas as adversidades que enfrentamos? Por que os sonhos da grande maioria n\u00e3o se tornam realidade?<\/p>\n<p>\u00c9 pura ilus\u00e3o acreditar existam pessoas que <em>n\u00e3o sofrem<\/em>. Todos sofremos, e assim ser\u00e1 sempre, at\u00e9 o fim dos nossos dias. O grande problema \u00e9 que na maioria das vezes nos colocamos na posi\u00e7\u00e3o de <strong>v\u00edtimas das circunst\u00e2ncias<\/strong>. Isso, via de regra, \u00e9 um dos primeiros desafios que devemos <em>vencer<\/em> a fim de obter o m\u00ednimo preparo, para que possamos encarar o <strong>Mundo<\/strong> de frente.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, a palavra <strong>sofrimento<\/strong> j\u00e1 \u00e9 usada no ocidente com uma certa <em>entona\u00e7\u00e3o vitimista<\/em>. Que tal mudarmos um pouco esta vis\u00e3o? Peguemos o par\u00e1grafo imediatemente acima, e troquemos a palavra <strong>SOFRER<\/strong> por <strong>APRENDER<\/strong>. Fica mais ou menos assim:<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 pura ilus\u00e3o acreditar existam pessoas que n\u00e3o <strong>aprendem<\/strong>. Todos <strong>aprendemos<\/strong>, e assim ser\u00e1 sempre, at\u00e9 o fim dos nossos dias&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>O <strong>aprendizado<\/strong> est\u00e1 atrelado ao <strong>sofrimento<\/strong>, e vice-versa. Ningu\u00e9m aprende sem se doar, e ningu\u00e9m sofre de gra\u00e7a. S<em>ofrimento \u00e9 aprendizado<\/em>.<\/p>\n<p>A este ponto, alguns diriam: &#8220;Minha nossa, ent\u00e3o passei a vida toda <em>aprendendo<\/em>&#8230;!&#8221;. Para estes, eu pergunto: <strong>quem tem melhor aproveitamento e n\u00e3o reprova: um aluno aplicado estudioso, ou um aluno desatento, bagunceiro e pregui\u00e7oso? <\/strong>A resposta \u00e9 \u00f3bvia e imediata.<\/p>\n<p>Da mesma forma devemos encarar o <strong>Mundo<\/strong>. Afinal, n\u00e3o podemos nos esquecer de que <em>o <strong>Mundo<\/strong> \u00e9 a grande escola da <strong>Vida<\/strong><\/em>. Alguns <em>alunos<\/em> tem maior facilidade em aprender, outros, sequer precisam estudar. Casos excepcionais \u00e0 parte, a grande maioria \u00e9 normal e <strong>precisa estudar<\/strong>, <strong>precisa de dedica\u00e7\u00e3o<\/strong>, e <strong>n\u00e3o \u00e9 excelente em todas as <em>mat\u00e9rias <\/em><\/strong>(por outro lado, TODOS n\u00f3s tamb\u00e9m temos nossas <em>facilidades<\/em>, uma certa desenvoltura em alguma determinada \u00e1rea*).<\/p>\n<p>Assim, tal como alunos <strong>pregui\u00e7osos<\/strong> vemos as pessoas em lam\u00faria: <em>&#8220;n\u00e3o consigo isso, n\u00e3o posso aquilo; ningu\u00e9m me ajuda, ningu\u00e9m me ama&#8221;<\/em>, ou ent\u00e3o, como um aluno <strong>disperso, <\/strong>vemos a pessoa que leva uma vida no estilo <em>dia-ap\u00f3s-dia, <\/em>sem qualquer preocupa\u00e7\u00e3o em satisfazer seus anseios, <strong>sem buscar valores que norteiem sua exist\u00eancia<\/strong>, em uma <em>rotina viciosa<\/em> que nada acrescentar\u00e1 exceto <em>vazio<\/em>. Ainda podemos citar aqueles que <strong>vivem em uma eterna boemia<\/strong>, entregando-se a uma exist\u00eancia pobre e sem sentido, onde tudo \u00e9 festa e brincadeira, nada \u00e9 s\u00e9rio.<\/p>\n<p>\u00c9 importante salientar que ainda existe um tipo que aparentemente \u00e9 o <strong>ideal<\/strong>, mas na pr\u00e1tica mostra-se t\u00e3o ruim quanto, ou quem sabe at\u00e9 <em>pior<\/em> do que os modelos descritos acima: \u00e9 <em>chato<\/em>, o <em>CDF<\/em>, aquele que <strong>estuda tanto que n\u00e3o vive<\/strong>; aquele de quem at\u00e9 o <strong>professor<\/strong> foge. Este tipo \u00e9 aspectado no <strong>Mundo<\/strong> pelo fanatismo, extremismo, sectarismo e tantos outros <em>&#8220;ismos&#8221;<\/em> que est\u00e3o presentes na <strong>pol\u00edtica<\/strong>, <strong>religi\u00e3o<\/strong> ou na <strong>conviv\u00eancia social<\/strong> (racismo, por exemplo).<\/p>\n<p>O <strong>chato<\/strong> n\u00e3o respeita os demais como <em>indiv\u00edduos<\/em>; a sua palavra \u00e9 <em>verdade absoluta<\/em> e os que n\u00e3o comungam da sua vis\u00e3o s\u00e3o considerados <em>p\u00e1rias<\/em>. Considera-se melhor do que a maioria pelo simples fato de <em>decorar<\/em> a mat\u00e9ria. O problema \u00e9 que ele n\u00e3o a <strong>entende<\/strong>, e jamais poder\u00e1 utiliz\u00e1-la de forma <strong>pr\u00e1tica<\/strong> no seu dia-a-dia, pois o seu <strong>ego<\/strong> est\u00e1 t\u00e3o inflado que lhe cai por cima dos olhos e <em>obstrui a sua vis\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<p>Lembremo-nos, portanto, do <strong>caminho do equil\u00edbrio<\/strong>: \u00e9 s\u00f3 este, e apenas este que nos trar\u00e1 a <em>aprova\u00e7\u00e3o final<\/em>. Na <strong>Grande Escola da Vida<\/strong>, nossas <em>notas<\/em> s\u00e3o medidas pelo <strong>retorno<\/strong> que nossas a\u00e7\u00f5es geram, e o <em>aprendizado<\/em> \u00e9 garantido pelo melhor de todos os mestres: o <strong>Infinito<\/strong>.<\/p>\n<p>*Mais a respeito \u00e9 explicado no meu <em>post <\/em>anterior: <strong>Magia &amp; Perseveran\u00e7a: um V\u00f4o para o Horizonte.<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Frater Amduscias (Marcel Luiz Pabst) &#8220;Lembra-te sempre de que s\u00f3 vieste ao mundo, e s\u00f3 dele tamb\u00e9m partir\u00e1s&#8221;. Todos n\u00f3s enfrentamos revezes durante nosso percurso aqui neste mundo. A prova\u00e7\u00e3o n\u00e3o se restringe apenas \u00e0 alguns: mesmo os mais abastados, os que aparentam ser mais fortes ou at\u00e9 &#8220;imbat\u00edveis&#8221;, tamb\u00e9m enfrentam dificuldades. 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