{"id":6,"date":"2004-08-25T00:06:12","date_gmt":"2004-08-25T00:06:12","guid":{"rendered":"https:\/\/cih.org.br\/?p=6"},"modified":"2013-02-09T04:30:31","modified_gmt":"2013-02-09T04:30:31","slug":"o-graal-a-suprema-iniciacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cih.org.br\/?p=6","title":{"rendered":"O Graal: a Suprema Inicia\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #666666;\">O homem est\u00e1 eternamente questionando sua exist\u00eancia, mas, s\u00e3o in\u00fameras as coisas que est\u00e3o fora da compreens\u00e3o humana. Este \u00e9 um dos motivos que nos leva a utilizar termos simb\u00f3licos que representam conceitos que n\u00e3o podemos definir ou, ainda, compreender integralmente.<\/span><\/p>\n<p>Somos limitados pelos nossos sentidos. Equipamentos cient\u00edficos podem nos auxiliar mas h\u00e1 um limite, que nosso conhecimento consciente n\u00e3o consegue ultrapassar. H\u00e1 outros aspectos que devem ser considerados. Mesmo quando nossos sentidos reagem a fen\u00f4menos reais, todas as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o passadas da realidade objetiva para a realidade da mente. Na mente, esses fen\u00f4menos s\u00e3o transformados em acontecimentos ps\u00edquicos, com &#8220;N&#8221; fatores desconhecidos, cuja natureza nos \u00e9 desconhecida pois, segundo o Dr. Jung, a psique n\u00e3o pode conhecer sua pr\u00f3pria subst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Mesmo estando num n\u00edvel aparente adiantado de civiliza\u00e7\u00e3o, a mente humana ainda n\u00e3o est\u00e1 razoavelmente integrada. Ainda \u00e9 vulner\u00e1vel e fragment\u00e1ria. A unidade de consci\u00eancia ainda \u00e9 prec\u00e1ria e esta pode ser facilmente fragmentada.<\/p>\n<p>H\u00e1 alguns s\u00edmbolos que prov\u00eam daquilo que o Dr. Jung chamou de &#8220;o inconsciente coletivo&#8221; (parte da psique que ret\u00e9m e transmite a heran\u00e7a psicol\u00f3gica da humanidade). S\u00e3o s\u00edmbolos t\u00e3o antigos que os homens de hoje n\u00e3o s\u00e3o capazes de compreend\u00ea-los diretamente. A partir desses elementos, vamos analisar um mito que representa toda a ang\u00fastia do homem de todas as \u00e9pocas. O mito do Graal.<\/p>\n<p>Artur e sua corte nada mais representam que a sociedade. S\u00e3o homens comuns, que vestimos com roupagens m\u00e1gicas (ou ainda, simb\u00f3licas), nos quais a partir de um determinado momento, surge a necessidade de uma restaura\u00e7\u00e3o. Mas que tipo de restaura\u00e7\u00e3o \u00e9 essa? Trata-se da restaura\u00e7\u00e3o da personalidade fragmentada do homem. Onde o misticismo contribui substancialmente.<\/p>\n<p>Quando \u00e9 que um homem volta-se para o misticismo? Quando sua vida social e econ\u00f4mica j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o equilibrada. A partir do momento em que seu mundo objetivo deixa de oferecer respostas satisfat\u00f3rias \u00e0 sua exist\u00eancia. Dentro do mito, h\u00e1 um certo estado de involu\u00e7\u00e3o no reino de Artur e na decad\u00eancia dos seus representantes, tornando-se necess\u00e1ria uma restaura\u00e7\u00e3o. \u00c9 a partir deste ponto que os Cavaleiros da T\u00e1vola Redonda se p\u00f5e a procura do Santo Graal.<\/p>\n<p>Mas o que \u00e9 o Santo Graal, e o que ele representa ? O Graal \u00e9 o c\u00e1lice no qual Cristo bebeu na Santa Ceia e no qual Jos\u00e9 de Arimat\u00e9ia colheu seu sangue na cruz. Ap\u00f3s a morte de Jesus Cristo, Jos\u00e9 de Arimat\u00e9ia teria levado o Santo Graal para Gr\u00e3-Bretanha. Entre as virtudes mais comuns do Santo Graal, poder\u00edamos citar:<\/p>\n<p>1) Inicialmente a virtude da Luz. Do Graal emana uma Luz Sobrenatural, capaz de iluminar todos os caminhos e afastar a escurid\u00e3o;<\/p>\n<p>2) O Graal proporciona a vida, d\u00e1 alimento, e os alimentos do Graal s\u00e3o inesgot\u00e1veis e proporcionam a prorroga\u00e7\u00e3o da vida, ou restaura\u00e7\u00e3o em sentido transcendental;<\/p>\n<p>3) O Graal tamb\u00e9m pode cegar, pode fulminar aqueles que dele fazem mau uso, os que n\u00e3o est\u00e3o preparados.<\/p>\n<p>4) O Graal deve ser &#8220;conquistado&#8221;. Ele n\u00e3o \u00e9 &#8220;dado&#8221; gratuitamente.<\/p>\n<p>Na T\u00e1vola Redonda, h\u00e1 o d\u00e9cimo terceiro lugar, que \u00e9 o lugar da fun\u00e7\u00e3o de &#8220;Chefe Supremo da Cavalaria da T\u00e1vola Redonda&#8221; ou o &#8220;Lugar Polar&#8221;. \u00c9 reservado a um cavaleiro especial e predestinado, superior aos outros. Nesse local se abre um abismo, que fulmina o indigno e o n\u00e3o eleito. Nas lendas cristianizadas, pode ser comparado ao lugar do Cristo, mas conv\u00e9m lembrar que este simbolismo \u00e9 anterior ao Cristianismo. E nesse lugar perigoso, sentar-se-\u00e1 o her\u00f3i restaurador.<\/p>\n<p>O her\u00f3i restaurador dever\u00e1 possuir a espada perdida de Artur, que de tempos em tempos volta a emergir, reluzindo das \u00e1guas, \u00e0 espera daquele que enfim voltar\u00e1 a empunh\u00e1-la. Aparece tamb\u00e9m em algumas lendas uma segunda espada que \u00e9 dividida em duas: a espada partida.<\/p>\n<p>A espada partida representa: o reino em decad\u00eancia e o her\u00f3i restaurador. Aquele que unir as duas partes chegar\u00e1 \u00e0 s\u00edntese da restaura\u00e7\u00e3o. Representa o rei primitivo que ressurge atrav\u00e9s do her\u00f3i, ou ainda, o vigor restaurado do homem moderno, que consegue unir seus pr\u00f3prios fragmentos de consci\u00eancia para chegar ao &#8220;SELF&#8221;.<\/p>\n<p>O pr\u00eamio definitivo, ou o Graal, \u00e9 o Self, ou seja, &#8220;a Totalidade do Ser&#8221;. Ap\u00f3s enfrentar todos os perigos desta conquista, que est\u00e3o presentes tamb\u00e9m na vida daquele que se lan\u00e7ou \u00e0 busca do seu lado mais profundo, o her\u00f3i restaurador \u00e9 admitido dentro do castelo do Graal e por este \u00e9 alimentado e mantido vivo por tempo indeterminado.<\/p>\n<p>Resta aos homens buscarem dentro de si elementos para compreender essa busca. Temos de aprender a interpretar o que est\u00e1 oculto nos mitos e nas lendas e, quem sabe, conseguir atingir um n\u00edvel de consci\u00eancia integrada. Para aqueles que desejam iniciar a busca do Santo Graal, fica um s\u00e1bio conselho: &#8220;Conhece-te a ti mesmo&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O homem est\u00e1 eternamente questionando sua exist\u00eancia, mas, s\u00e3o in\u00fameras as coisas que est\u00e3o fora da compreens\u00e3o humana. Este \u00e9 um dos motivos que nos leva a utilizar termos simb\u00f3licos que representam conceitos que n\u00e3o podemos definir ou, ainda, compreender integralmente. Somos limitados pelos nossos sentidos. Equipamentos cient\u00edficos podem nos auxiliar mas h\u00e1 um limite, &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/cih.org.br\/?p=6\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":9691,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[80,235,60,84,85,243,65,43,102,246,35,239,83,86,78,77,79,81,59,103,101,82,76,241,104],"class_list":["post-6","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","tag-80","tag-abramelin","tag-aleister-crowley","tag-arcanos-maiores","tag-arcanos-menores","tag-astrologia","tag-aurora-dourada","tag-baralho","tag-cavalaria","tag-enochiano","tag-frater-goya","tag-golden-dawn","tag-i-ching","tag-liber-al-vel-legis","tag-livro-da-lei","tag-livro-de-thoththelema","tag-magia","tag-magia-sexual","tag-mcgregor-mathers","tag-rei-arthur","tag-santo-graal","tag-tantra","tag-taro","tag-tarot","tag-tavola-redonda","nodate","item-wrap"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/9691"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}