{"id":351,"date":"2012-04-19T15:48:17","date_gmt":"2012-04-19T15:48:17","guid":{"rendered":"https:\/\/cih.org.br\/?p=351"},"modified":"2013-02-09T04:25:02","modified_gmt":"2013-02-09T04:25:02","slug":"aula-11-a-sacerdotisa-arcano-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cih.org.br\/?p=351","title":{"rendered":"Aula 11 \u2013 A Sacerdotisa (Arcano II)"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por:<\/strong>Frater Goya (Anderson Rosa)<\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Nosso objetivo nessa aula \u00e9 trabalhar com a Sacerdotisa, umas das cartas mais interessantes do Tarot. Esta carta \u00e9 atribu\u00edda \u00e0 letra Gimel e \u00e0 Lua.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Na m\u00e1xima ocultista \u201cquerer, ousar, saber, calar\u201d, O Diabo (Arc. XI) \u00e9 o querer, a Lux\u00faria (Arc.XI) o ousar, O Mago (Arc. I) o saber, e a Sacerdotisa (Arc. II) o calar. Alguns perguntar\u00e3o porque coloco o Mago ao inv\u00e9s do Hierofante no Saber. Isso \u00e9 f\u00e1cil de explicar, pois o Mago representa muito mais a conquista do aprendizado, enquanto o Hierofante representa o tempo envolvido na busca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">A Sacerdotisa por sua vez, representa a deusa \u00cdsis coberta por um v\u00e9u representando os Mist\u00e9rios superiores da Alma. Em especial no Tarot de Crowley, ele substitui a figura de \u00cdsis por \u00c1rtemis\/Diana, e ao inv\u00e9s do L\u00edber Mundi que aparece na maioria dos Tarots, ela carrega um arco.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Existe um acalorado debate que se mant\u00e9m vivo at\u00e9 os dias de hoje na ma\u00e7onaria, que \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o das colunas do templo. Ao lado da Sacerdotisa e mais ao fundo, podemos ver a presen\u00e7a de ambas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">No Tarot Rider Waite aparecem inclusive as letras J e B, Jaquim e Boaz (Beleza e Severidade respectivamente). Essas colunas representam os pilares da \u00c1rvore das Vidas, e a Sacerdotisa estaria bem no meio delas, correspondendo \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o pela distribui\u00e7\u00e3o das letras hebraicas na \u00c1rvore da Vida segundo o Hermetismo. Onde o caminho de Gimel est\u00e1 entre Kether e Tiphareth, unindo a trindade Superna com aquilo que est\u00e1 abaixo do Abismo. Logo, entre outras coisas, a Sacerdotisa representaria tamb\u00e9m a passagem pelo Abismo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">A citada discuss\u00e3o \u00e9 justamente se J fica \u00e0 esquerda ou direita de quem entra no templo. Explicaremos aqui o posicionamento correto. Se observarmos em especial a carta de Waite, veremos que Boaz est\u00e1 \u00e0 direita da Sacerdotisa, e que Jaquim est\u00e1 \u00e0 esquerda. Lembramos que a mesma est\u00e1 no fundo do templo e voltada para a entrada. Logo, Boaz corresponde \u00e0 posi\u00e7\u00e3o dos Aprendizes no Templo Ma\u00e7on (Coluna da Severidade) e Jaquim \u00e0 coluna dos Companheiros e Mestres (Coluna da Beleza). Chamamos aten\u00e7\u00e3o ainda que esses nomes (Severidade e Beleza) s\u00e3o os nomes dados aos pilares da \u00c1rvore da Vida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Seu v\u00e9u indica a incapacidade de ver adiante e de ocultar. Quando est\u00e1 mal aspectada (com cartas ruins a seu redor), ela representa algu\u00e9m enganando, ocultando algo de outro algu\u00e9m. Normalmente, s\u00e3o aquelas informa\u00e7\u00f5es importantes que virariam o jogo e que s\u00e3o ocultadas para induzir ao erro. N\u00e3o \u00e9 portanto uma carta da mentira, mas da oculta\u00e7\u00e3o e da indu\u00e7\u00e3o ao erro quando mal aspectada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">A Sacerdotisa, possuindo um atributo Lunar, tornar-se interessante objeto de estudo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">A Lua \u00e9 na verdade s\u00edmbolo da mem\u00f3ria em todas as suas manifesta\u00e7\u00f5es: escrita, falada, gravada. Essa qualidade \u00e9 que d\u00e1 a C\u00e2ncer a caracter\u00edstica da Tradi\u00e7\u00e3o, conforme ensina a Qabalah, como sendo aquilo que se transmite, aquilo que se d\u00e1 \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Dessa forma, a Lua \u00e9 o representante zodiacal do folclore, a mem\u00f3ria do povo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">A Luz nada deduz, mas tudo aprende. A sua luz, embora brilhante no c\u00e9u, n\u00e3o \u00e9 sua, mas emprestada do Sol. Portanto, tudo aquilo que precisa ser aprendido, \u00e9 de natureza Lunar. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">O camelo que aparece nessa carta, pr\u00f3ximo \u00e0s imagens de cristais (estes s\u00e3o clara refer\u00eancia ao Brilho Cegante de Kether, da\u00ed a necessidade do V\u00e9u). O camelo, por sua capacidade de armazenar \u00e1gua mant\u00ea-la por grande tempo enquanto atravessa grandes dist\u00e2ncias, representa a capacidade de reter e armazenar, al\u00e9m da determina\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para se atravessar o deserto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Ainda algumas palavras sobre o V\u00e9u da Sacerdotisa. Durante a semana final da opera\u00e7\u00e3o de Magia Sagrada de Abramelin (veja-se os artigos na se\u00e7\u00e3o L\u00edber Mundi da nossa p\u00e1gina sobre isso), \u00e9 necess\u00e1rio que o magista cubra seu rosto com um v\u00e9u especialmente preparado, para que n\u00e3o olhe o Sagrado Anjo Guardi\u00e3o diretamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">E um pouco mais sobre os cristais. Al\u00e9m de representarem fisicamente \u00e0 Kether, os cristais fazem men\u00e7\u00e3o ao saber cristalizado, estabelecido. Por isso, o saber institucionalizado. Pois quem \u00e9 sacerdotisa \u00e9 a sacerdotisa de alguma cren\u00e7a estabelecida. Haja visto que n\u00e3o existem sacerdotes ateus&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">Outro detalhe que nos chama a aten\u00e7\u00e3o, \u00e9 o fato de o Mago (Arc. I) estar de p\u00e9 na maioria das suas representa\u00e7\u00f5es e a Sacerdotisa estar sentada. Ora, o ato do Mago exige uma a\u00e7\u00e3o f\u00edsica, enquanto que o ato da Sacerdotisa \u00e9 uma postura. Um \u00e9 o ato externo, o outro, o ato interno.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">O arco que ela mant\u00e9m sobre pernas masculinas (um hermafrodita talvez?), \u00e9 s\u00edmbolo da atividade da alma. Podemos tamb\u00e9m nos perguntar se esse arco n\u00e3o \u00e9 aquele que atira a flecha que aparece na carta da Arte (Arc. XIV). Mas sobre o arco devemos considerar aquilo que \u00e9 indicado nos Upanixades, onde o arco \u00e9 atribu\u00eddo ao OM. Essa palavra, OM \u00e9 conhecida como o som primordial. Por outros, \u00e9 definida como o nome do primeiro sacerdote do Alt\u00edssimo na Terra, Melkitsedeq, o Rei do Mundo. \u00c9 aquilo que leva a flecha at\u00e9 o alvo. Talvez aqui caiba a troca do L\u00edber Mundi que era carregado noutros Tarots pelo arco. Pois n\u00e3o basta \u201cSABER\u201d, \u00e9 preciso que esse saber \u201cLEVE A ALGUM LUGAR\u201d. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">A imagem que temos da M\u00e3e, e em especial da M\u00e3e do Mundo ou da Grande-M\u00e3e, \u00e9 uma imagem Lunar. Da\u00ed que sempre dizemos que a Lua \u00e9 a imagem que temos do que \u00e9 uma M\u00e3e. E V\u00eanus, veremos na carta seguinte (a Imperatriz \u2013 Arc. III), \u00e9 enquanto isso, a M\u00e3e de fato, aquela que traz \u00e0 luz a crian\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">O ch\u00e1 de artem\u00edsia (planta dedicada \u00e0 \u00c1rtemis) abre as portas da percep\u00e7\u00e3o, ou dito de outro modo, leva nossa vis\u00e3o para tr\u00e1s do v\u00e9u de oculta\u00e7\u00e3o da deusa. Esse ch\u00e1 n\u00e3o deve ser tomado se houver suspeita de gravidez, pois induz ao aborto, assim como a maioria das plantas medicinais come\u00e7adas com \u201cA\u201d.\u00a0 <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Continua na pr\u00f3xima aula&#8230;<\/p>\n<p>Em L.L.L.L.,<br \/>\nFr. Goya<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por:Frater Goya (Anderson Rosa) Nosso objetivo nessa aula \u00e9 trabalhar com a Sacerdotisa, umas das cartas mais interessantes do Tarot. Esta carta \u00e9 atribu\u00edda \u00e0 letra Gimel e \u00e0 Lua. Na m\u00e1xima ocultista \u201cquerer, ousar, saber, calar\u201d, O Diabo (Arc. XI) \u00e9 o querer, a Lux\u00faria (Arc.XI) o ousar, O Mago (Arc. I) o saber, &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/cih.org.br\/?p=351\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":9691,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[80,235,60,84,85,243,65,43,246,35,239,83,86,78,77,79,81,59,82,76,241],"class_list":["post-351","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-tarot","tag-80","tag-abramelin","tag-aleister-crowley","tag-arcanos-maiores","tag-arcanos-menores","tag-astrologia","tag-aurora-dourada","tag-baralho","tag-enochiano","tag-frater-goya","tag-golden-dawn","tag-i-ching","tag-liber-al-vel-legis","tag-livro-da-lei","tag-livro-de-thoththelema","tag-magia","tag-magia-sexual","tag-mcgregor-mathers","tag-tantra","tag-taro","tag-tarot","nodate","item-wrap"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/351","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/9691"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=351"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/351\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=351"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=351"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=351"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}