{"id":321,"date":"2012-04-19T11:30:13","date_gmt":"2012-04-19T11:30:13","guid":{"rendered":"https:\/\/cih.org.br\/?p=321"},"modified":"2012-04-19T11:33:08","modified_gmt":"2012-04-19T11:33:08","slug":"liberdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cih.org.br\/?p=321","title":{"rendered":"Liberdade"},"content":{"rendered":"<p>Por: Cabalista Rabbi Yehuda Ashlag<br \/>\nFonte: http:\/\/www.kabbalah.info\/brazilkab\/liberdade.htm<\/p>\n<p>&#8220;Para mostrar que eles est\u00e3o livres do anjo da morte.&#8221;<br \/>\n(<em>Midrash Shmot Raba, 41<\/em>)<\/p>\n<p>Essas palavras precisam ser explicadas. Porque qual \u00e9 o tema da recep\u00e7\u00e3o da Torah relacionado com a liberta\u00e7\u00e3o da morte? Al\u00e9m disso, uma vez que eles tenham atingido um corpo eterno que n\u00e3o pode morrer, atrav\u00e9s da recep\u00e7\u00e3o da Torah, como eles poderiam perd\u00ea-lo novamente? O eterno pode tornar-se ausente?<\/p>\n<h3>Liberdade da Vontade<\/h3>\n<p>Para entender esse conceito sublime \u2013 `liberta\u00e7\u00e3o do anjo da morte&#8217;, devemos primeiro entender o conceito como ele normalmente \u00e9 compreendido pela humanidade.<\/p>\n<p>\u00c9 um ponto de vista comum que a liberdade seja uma lei natural, que se aplica a todos os seres vivos. Ent\u00e3o, podemos ver que animais que caem em cativeiro morrem quando sua liberdade lhes \u00e9 tirada. E isso \u00e9 uma prova de que a Provid\u00eancia n\u00e3o aceita a escravid\u00e3o de nenhuma criatura. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que a humanidade lutou, nos \u00faltimos s\u00e9culos, antes que tivesse atingido uma certa por\u00e7\u00e3o de liberdade individual.<\/p>\n<p>Ainda assim, o conceito expresso pela palavra `liberdade&#8217;, permanece obscuro. E se n\u00f3s nos aprofundarmos na ess\u00eancia dessa palavra, n\u00e3o sobrar\u00e1 quase nada. Porque antes que voc\u00ea procure pela liberdade individual, \u00e9 preciso considerar que qualquer indiv\u00edduo, por si mesmo, tem essa qualidade chamada liberdade, o que significa que ele pode agir de acordo com sua livre escolha.<\/p>\n<h3>Prazer e Dor.<\/h3>\n<p>Por\u00e9m, quando examinamos os atos de um indiv\u00edduo, somos levados a consider\u00e1-los compuls\u00f3rios. Ele \u00e9 compelido a pratic\u00e1-los, sem liberdade de escolha. De um certo modo, ele \u00e9 como um ensopado, cozinhando no fog\u00e3o; ele n\u00e3o tem outra escolha al\u00e9m de cozinhar. A Provid\u00eancia atrelou a vida com duas correntes: prazer e dor. Os seres vivos n\u00e3o t\u00eam liberdade de escolha entre prazer e dor, e a \u00fanica vantagem do homem sobre os animais \u00e9 que ele pode almejar por um objetivo long\u00ednquo. Ou seja, ele pode aceitar uma certa por\u00e7\u00e3o de dor, em prol de um futuro benef\u00edcio ou prazer, a ser atingido ap\u00f3s algum tempo.<\/p>\n<p>Mas na realidade, aqui n\u00e3o h\u00e1 mais do que um c\u00e1lculo aparentemente comercial. Isso significa que o futuro benef\u00edcio ou prazer parece maior do que a dor ou agonia atual, que a pessoa sente neste momento. Trata-se apenas de dedu\u00e7\u00e3o, aqui: que a dor seja deduzida do prazer a que se aspira, e ainda sobre algum extra.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, somente o prazer \u00e9 planejado. E assim, pode acontecer que a pessoa se sinta atormentada, porque n\u00e3o encontrou o prazer que esperava, o extra que esperava, por compara\u00e7\u00e3o \u00e0 agonia que sofreu, e por isso, est\u00e1 em d\u00e9ficit. Isso \u00e9 calculado como os comerciantes fazem.<\/p>\n<p>E ap\u00f3s tudo, n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a entre o homem e o animal. E assim sendo, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma liberdade de escolha, mas somente uma for\u00e7a impulsionadora, atraindo em dire\u00e7\u00e3o a qualquer prazer transit\u00f3rio, e rejeitando circunst\u00e2ncias dolorosas. E a Provid\u00eancia conduz as pessoas a cada lugar que ela escolhe por meio dessas duas for\u00e7as, sem perguntar sua opini\u00e3o sobre o assunto.<\/p>\n<p>Mesmo a determina\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie de prazer ou benef\u00edcio s\u00e3o inteiramente alheias \u00e0 livre escolha individual, mas sim, seguem o desejo de outros. Por exemplo: eu me sento, visto, falo, como. Eu n\u00e3o fa\u00e7o tudo isso porque quero sentar desse modo, ou falar desse modo, ou me vestir desse modo, ou comer desse modo. Eu fa\u00e7o assim porque outros querem que eu me sente, vista, fale ou coma desse modo; isto \u00e9, de acordo com os desejos da sociedade, e n\u00e3o por minha pr\u00f3pria livre escolha.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, na maioria dos casos, eu fa\u00e7o essas coisas contra minha vontade. Pois eu me sentiria muito mais confort\u00e1vel se me comportasse de um modo simples, sem carregar nenhum fardo. Mas eu estou acorrentado, em cada movimento, aos sabores e maneiras dos outros, que comp\u00f5em a sociedade.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, digam-me, onde est\u00e1 a liberdade de escolha? Por outro lado, se eu partir do pressuposto de que n\u00e3o h\u00e1 liberdade, ent\u00e3o n\u00f3s somos como m\u00e1quinas, criadas e operadas por for\u00e7as externas, que as fazem agir como agem. Isso significa que n\u00f3s todos estamos encarcerados na pris\u00e3o da Provid\u00eancia, a qual, usando essas duas correntes, nos empurra e puxa conforme sua vontade, para onde ache melhor.<\/p>\n<p>Resulta que aparentemente, n\u00e3o existe uma coisa tal como o ego\u00edsmo neste mundo, j\u00e1 que ningu\u00e9m \u00e9 livre e nem se sustenta nos pr\u00f3prios p\u00e9s. Eu n\u00e3o sou o dono dos meus atos, e eu n\u00e3o sou quem os pratica conforme minha vontade, mas eu sou manipulado pelo alto, de um modo compuls\u00f3rio, sem que minha pr\u00f3pria opini\u00e3o seja considerada. Assim, extinguem-se a recompensa e o castigo.<\/p>\n<p>E isso \u00e9 muito estranho para os ortodoxos, que acreditam na Sua Provid\u00eancia, e podem confiar n&#8217;Ele e acreditam que Ele deseja apenas o bem em cada ato. \u00c9 ainda mais estranho para aqueles que acreditam na natureza, pois como foi dito, todos n\u00f3s estamos encarcerados pelas correntes da natureza cega, sem consci\u00eancia ou c\u00e1lculo. E n\u00f3s, a esp\u00e9cie escolhida, \u00fanicos em mente e conhecimento, tornamo-nos um brinquedo nas m\u00e3os da natureza cega, que nos desvia, quem sabe para onde?<\/p>\n<h3>A Lei da Causalidade<\/h3>\n<p>Vale a pena tomar algum tempo para compreender algo t\u00e3o importante, ou seja, como n\u00f3s existimos no mundo, em termos `ego\u00edstas&#8217;, de modo que cada um de n\u00f3s olhe para si mesmo como um ser \u00fanico, agindo de acordo com sua pr\u00f3pria vontade, independentemente de for\u00e7as exteriores, estranhas e desconhecidas. E como esse ser, ego\u00edsta, revela-se diante de n\u00f3s?<\/p>\n<p>Sabe-se que h\u00e1 um v\u00ednculo geral entre todos os itens da realidade, que se re\u00fanem sob a lei da causa e efeito. E como o total, assim \u00e9 cada item, por si mesmo. Isso significa que cada criatura no mundo, dos quatro tipos \u2013 inanimado, vegetativo, animado ou falante, est\u00e1 subjugada pela lei da causa e efeito.<\/p>\n<p>E al\u00e9m disso, cada forma particular de um particular comportamento, que uma criatura assume enquanto est\u00e1 neste mundo, \u00e9 impulsionada por causas antigas, obrigando-a a fazer essa espec\u00edfica mudan\u00e7a de comportamento, e n\u00e3o outra. E isso \u00e9 evidente para todos os que examinam o comportamento da natureza, sob um ponto de vista puramente cient\u00edfico, sem sombra de d\u00favida. De fato, precisamos analisar isso, de modo a que possamos examinar a quest\u00e3o por todos os aspectos.<\/p>\n<h3>Quatro Fatores.<\/h3>\n<p>Tenham em mente que tudo aquilo que se manifesta nos seres do mundo, precisa ser compreendido n\u00e3o como exist\u00eancia que surja da aus\u00eancia, mas como exist\u00eancia que surge da exist\u00eancia, ou seja, que um ente tenha sido extra\u00eddo de sua forma anterior e tenha assumido sua forma atual.<\/p>\n<p>Assim, precisamos compreender que em cada manifesta\u00e7\u00e3o no mundo h\u00e1 quatro fatores, que juntos, causam essa manifesta\u00e7\u00e3o. S\u00e3o eles:<\/p>\n<ol>\n<li>O leito.<\/li>\n<li>O condutor de causa e efeito, relacionado com os pr\u00f3prios atributos do leito, que permanecem inalterados.<\/li>\n<li>A causa e efeito internos, que mudam como resultado do contato com for\u00e7as exteriores.<\/li>\n<li>A causa e efeito das for\u00e7as externas, agindo sobre elas, desde o exterior.<\/li>\n<\/ol>\n<p>E eu vou explicar um por um.<\/p>\n<ol>\n<ol>\n<li>O primeiro fator: o leito; o primeiro tema.O `leito&#8217;, ou seja, o primeiro tema, relativo a esse ser. Pois `n\u00e3o h\u00e1 nada novo sob o sol&#8217;, e qualquer evento que ocorra no nosso mundo, n\u00e3o \u00e9 exist\u00eancia surgida da aus\u00eancia, mas sim, exist\u00eancia surgida da exist\u00eancia. Isto \u00e9 uma entidade que foi extra\u00edda de sua forma anterior, e assumiu outra, diferente da primeira, e essa entidade \u00e9 descrita como `leito&#8217;. Nisto reside a for\u00e7a destinada a ser revelada e determinada no fim da forma\u00e7\u00e3o dessa manifesta\u00e7\u00e3o. Assim, isto certamente \u00e9 visto como sua a causa prim\u00e1ria.<\/li>\n<\/ol>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<ol>\n<li>O segundo fator: a causa e efeito que se vinculam a si mesmos.Este \u00e9 um condutor de causa e efeito, que se relaciona ao pr\u00f3prio atributo do leito, que n\u00e3o se modifica. Tome por exemplo uma espiga de trigo que apodrece no ch\u00e3o, e como resultado disso, crescem v\u00e1rias outras espigas de trigo. Ent\u00e3o, essa fase de apodrecimento \u00e9 considerada `o leito&#8217;. Isso significa que a ess\u00eancia do trigo foi extra\u00edda de sua forma anterior, que \u00e9 a forma de trigo, e tomou a forma de trigo apodrecido, que \u00e9 a semente, que n\u00f3s chamamos `leito&#8217;, que agora foi privada de qualquer forma. Agora, ap\u00f3s apodrecer no solo, ela merece revestir-se de outra forma, que \u00e9 a forma de v\u00e1rias espigas de trigo, destinadas a crescer desse `leito&#8217;, que \u00e9 a semente. E todos sabem que esse leito n\u00e3o est\u00e1 destinado a tornar-se outro cereal, ou aveia, mas somente pode ser comparado \u00e0 sua forma anterior, que n\u00e3o lhe foi retirada, sendo a mesma espiga de trigo. E embora ela se modifique em certo grau, tanto em qualidade como em quantidade, pois na forma anterior havia somente uma espiga, e agora h\u00e1 dez ou vinte espigas, e em sabor e em apar\u00eancia tamb\u00e9m, a ess\u00eancia da forma de trigo permanece inalterada. Ent\u00e3o, h\u00e1 um condutor de causa e efeito, ligado ao pr\u00f3prio atributo do `leito&#8217;, que nunca muda, pois outro cereal nunca vai emergir de trigo, como dissemos. Isso \u00e9 chamado o segundo fator.<\/li>\n<\/ol>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<ol>\n<li>O terceiro fator: a causa e efeito internos.Trata-se do condutor da causa e efeito do leito que se modifica sob o encontro de for\u00e7as externas de seu ambiente. Ou seja, conclu\u00edmos que de uma espiga de trigo, que apodrece no solo, emergir\u00e3o v\u00e1rias espigas, talvez maiores e melhores do que antes da semeadura. Assim, \u00e9 preciso que haja mais alguns fatores envolvidos aqui, que tenham colaborado com a for\u00e7a oculta do ambiente, chamada \u2018o leito&#8217;. E por causa disto, as adi\u00e7\u00f5es em qualidade e quantidade, que estavam ausentes na forma anterior de trigo, agora se tornaram aparentes. Esses s\u00e3o os minerais e os materiais no solo, a chuva e o sol. Tudo isso funciona sobre o \u2018leito&#8217;, transferindo de suas for\u00e7as e acrescentando \u00e0 for\u00e7a do pr\u00f3prio leito, pois atrav\u00e9s da causa e efeito, produziram a multiplica\u00e7\u00e3o da quantidade e a qualidade nessa manifesta\u00e7\u00e3o. Precisamos compreender que esse terceiro fator vai ao encontro do interior do leito, porque a for\u00e7a oculta no leito os controla. Pois em \u00faltima an\u00e1lise todas essas modifica\u00e7\u00f5es pertencem ao trigo e n\u00e3o a outra planta. Assim, n\u00f3s as determinamos como fatores internos. Por\u00e9m, elas diferem do segundo fator, que \u00e9 imut\u00e1vel, em todos os aspectos, enquanto o terceiro fator muda tanto em qualidade quanto em quantidade.<\/li>\n<\/ol>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>O quarto fator: causa e efeito atrav\u00e9s de for\u00e7as exteriores.Este \u00e9 um condutor de causa e efeito atrav\u00e9s de fatores externos, que agem desde o exterior. Isso significa que eles n\u00e3o t\u00eam rela\u00e7\u00e3o direta com o trigo, tal como os minerais, a chuva, ou o sol, mas sim, s\u00e3o fatores que s\u00e3o estranhos a isto, assim como plantas pr\u00f3ximas, ou eventos externos tais como granizo, vento etc. E voc\u00ea encontra quatro fatores que se combinam ao trigo durante seu crescimento. E cada situa\u00e7\u00e3o particular a que o trigo \u00e9 submetido durante esse tempo, est\u00e1 condicionada aos quatro fatores; a qualidade e a quantidade de cada estado \u00e9 determinada por eles. E assim como retratamos quanto ao trigo, acontece em cada manifesta\u00e7\u00e3o no mundo, mesmo no que se refere a pensamentos e id\u00e9ias.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Se por exemplo, imaginarmos algum estado conceitual em um certo indiv\u00edduo, tal como o estado da pessoa ser ou n\u00e3o religiosa, ou extremamente ortodoxa, ou n\u00e3o t\u00e3o extrema, ou intermedi\u00e1ria, n\u00f3s compreenderemos que esse estado \u00e9 determinado no homem pelos quatro fatores acima.<\/p>\n<h3>Posses heredit\u00e1rias.<\/h3>\n<p>O primeiro fator \u00e9 o leito, que \u00e9 a primeira subst\u00e2ncia. Pois o homem foi criado como exist\u00eancia da exist\u00eancia, o que significa, desde as mentes dos progenitores. Resulta assim que em uma certa extens\u00e3o, ele \u00e9 como uma c\u00f3pia de um livro, o que significa que quase todos os assuntos que foram aceitos e alcan\u00e7ados pelos antepassados tamb\u00e9m s\u00e3o copiados.<\/p>\n<p>Mas a diferen\u00e7a \u00e9 que isso \u00e9 uma forma abstrata &#8211; assim como o trigo semeado, que \u00e9 considerado uma semente at\u00e9 que tenha apodrecido e perca sua forma anterior. Assim \u00e9 o caso da gota de s\u00eamen, da qual o homem nasce: n\u00e3o h\u00e1 nada nela da forma de seus antepassados, mas sim uma for\u00e7a abstrata.<\/p>\n<p>Pois as mesmas id\u00e9ias que eram concebidas por seus antepassados, tornaram-se meras tend\u00eancias nele, chamadas instintos ou h\u00e1bitos, mesmo que ele n\u00e3o saiba por que ele faz o que faz. Pois elas s\u00e3o de fato for\u00e7as ocultas que ele herdou de seus antepassados, e assim, desse modo, n\u00e3o apenas as posses materiais v\u00eam a n\u00f3s atrav\u00e9s da heran\u00e7a de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E daqui emergem v\u00e1rias tend\u00eancias que encontramos nas pessoas, tais como a tend\u00eancia a acreditar, ou criticar, a tend\u00eancia a se apegar \u00e0 vida material, ou o desejo por ideais, levar uma vida sem exig\u00eancias, ser mesquinho, cordato, insolente ou t\u00edmido.<\/p>\n<p>Pois todos esses aspectos que aparecem nas pessoas n\u00e3o s\u00e3o sua propriedade, que eles tenham adquirido, mas mera heran\u00e7a que lhes foi dada por seus ancestrais. Sabe-se que na mente do homem h\u00e1 um lugar especial, onde residem essas tend\u00eancias. Ele \u00e9 chamado a \u2018medula oblongata\u2019(o c\u00e9rebro estendido), ou o subconsciente, e todas as tend\u00eancias encontram-se ali.<\/p>\n<p>Mas porque os conceitos de nossos ancestrais, adquiridos atrav\u00e9s de suas experi\u00eancias, tornaram-se meras tend\u00eancias em n\u00f3s, eles s\u00e3o vistos como o trigo semeado, tendo sido despojados de sua forma anterior, permanecendo apenas for\u00e7as potenciais, destinadas a tomar novas formas. No que se refere ao nosso assunto, essas tend\u00eancias est\u00e3o destinadas a tomar a forma de id\u00e9ias, que s\u00e3o assim consideradas a primeira subst\u00e2ncia, e esse \u00e9 o fator prim\u00e1rio, chamado leito. Nele residem todas as for\u00e7as das tend\u00eancias \u00fanicas que o homem herda de seus progenitores, definidas como heran\u00e7a ancestral.<\/p>\n<p>Tenham em mente que algumas dessas tend\u00eancias v\u00eam numa forma negativa, o que significa o oposto daquelas que estiveram em nossos ancestrais. \u00c9 por isso que dizem: \u2018tudo o que est\u00e1 oculto no cora\u00e7\u00e3o do pai torna-se evidente no filho&#8217;.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o para isto \u00e9 que o \u2018leito\u2019 despe-se de sua forma anterior para adquirir uma nova. Assim ele est\u00e1 pr\u00f3ximo a negar as formas dos conceitos de seus ancestrais, como o trigo que apodrece no solo despe-se da forma que existiu no trigo. Por\u00e9m, ele ainda depende dos outros tr\u00eas fatores.<\/p>\n<h3>A Influ\u00eancia do Ambiente.<\/h3>\n<p>O segundo fator \u00e9 um condutor direto de causa e efeito, relacionado com o pr\u00f3prio atributo do leito, que n\u00e3o muda. Isso significa que, como esclarecemos quanto ao trigo que apodrece no solo, o ambiente no qual o leito repousa &#8211; compreendendo o solo, minerais, chuva, o ar e o sol, &#8211; age sobre a semeadura, como dissemos, numa longa cadeia de causa e efeito, atrav\u00e9s de um longo e gradual processo, passo a passo, at\u00e9 que ele amadure\u00e7a.<\/p>\n<p>E o leito retomou sua forma anterior, ou seja, a forma do trigo, mas em qualidade e quantidade diferentes. E seu aspecto geral permanece completamente inalterado, pois nem cereal nem aveia crescer\u00e3o dele. Ele muda em seu aspecto particular em quantidade, pois de uma espiga, resulta uma d\u00fazia ou duas d\u00fazias de espigas, e em qualidade, que \u00e9 melhor ou pior do que a forma anterior do trigo.<\/p>\n<p>O mesmo acontece com o homem, pois ele, como um \u2018leito&#8217;, \u00e9 colocado em um ambiente, ou seja, a sociedade. E ele \u00e9 compelido a ser influenciado por ela, assim como o trigo por seu ambiente, mas o leito n\u00e3o \u00e9 nada al\u00e9m de uma forma crua. Ent\u00e3o, como resultado de seu contato com o meio circundante e o ambiente, ele \u00e9 influenciado por esses fatores atrav\u00e9s de um processo gradual, ou uma cadeia de situa\u00e7\u00f5es, uma a uma, como causa e efeito.<\/p>\n<p>Por essa ocasi\u00e3o, as tend\u00eancias inclu\u00eddas em seu leito tomam a forma de conceitos. Se por exemplo, algu\u00e9m herda de seus ancestrais a tend\u00eancia a ser mesquinho, quando ele crescer construir\u00e1 para si mesmo conceitos e id\u00e9ias, que concluem decisivamente que \u00e9 bom ser mesquinho. Ent\u00e3o, embora seu pai fosse generoso, ele pode herdar dele a tend\u00eancia negativa para a mesquinharia, pois a aus\u00eancia \u00e9 t\u00e3o heredit\u00e1ria quanto a presen\u00e7a.<\/p>\n<p>Ou algu\u00e9m pode herdar de seus ancestrais a tend\u00eancia para ter a mente aberta. Ele constr\u00f3i para si mesmo id\u00e9ias e extrai delas a conclus\u00e3o de que \u00e9 bom ter a mente aberta. Mas onde ele encontra essas frases e raz\u00f5es? Ele as toma do ambiente, inconscientemente, pois essas opini\u00f5es e gostos foram implantados nele em um processo de causa e efeito.<\/p>\n<p>E isso acontece de modo que o homem veja essas opini\u00f5es e gostos como dele mesmo, como se ele os tivesse adquirido atrav\u00e9s de seu pr\u00f3prio racioc\u00ednio. Aqui tamb\u00e9m, assim como acontece com o trigo, h\u00e1 uma parte inalter\u00e1vel do leito que \u00e9 aquela em que as tend\u00eancias heredit\u00e1rias permanecem assim como eram nos antepassados. Este \u00e9 o segundo fator.<\/p>\n<h3>O H\u00e1bito torna-se uma Segunda Natureza.<\/h3>\n<p>O terceiro fator \u00e9 um condutor direto de causa e efeito, que o leito atravessa sofrendo modifica\u00e7\u00f5es. Pois como as tend\u00eancias heredit\u00e1rias tornaram-se, no homem, como conceitos, por causa do ambiente, elas tiveram que operar nas dire\u00e7\u00f5es definidas por esses conceitos. Por exemplo, um homem mesquinho por natureza, no qual essa tend\u00eancia, por influ\u00eancia da sociedade, tenha-se tornado um conceito, pode entender a mesquinharia atrav\u00e9s de alguma defini\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel.<\/p>\n<p>Vamos supor que ele se defenda desse comportamento e assim, n\u00e3o ter\u00e1 necessidade de outras pessoas. Resulta que ele atingiu uma escala de mesquinharia, por algum tempo, quando esse temor estava ausente, mas que ele ser\u00e1 capaz de abandonar esse tra\u00e7o. Resulta que ele melhorou a tend\u00eancia original que ele herdou de seus antepassados. E \u00e0s vezes, algu\u00e9m \u00e9 capaz de extirpar completamente uma m\u00e1 tend\u00eancia. Isso se faz pelo h\u00e1bito, que tem a virtualidade de se tornar uma segunda natureza.<\/p>\n<p>Nisso, a for\u00e7a do homem \u00e9 maior do que a de uma planta. Pois o trigo s\u00f3 pode mudar em sua parte privada, enquanto o homem tem a capacidade de mudar atrav\u00e9s do poder das causas e efeitos ambientais, mesmo nas partes gen\u00e9ricas, ou seja, extirpar inteiramente uma tend\u00eancia e transform\u00e1-la no seu oposto.<\/p>\n<h3>Fatores externos.<\/h3>\n<p>O quarto fator \u00e9 um condutor direto de causa e efeito que afeta o leito, por for\u00e7as completamente alheias a ele, e opera sobre o leito desde o exterior. Isso significa que essas for\u00e7as n\u00e3o est\u00e3o relacionadas com o comportamento do crescimento do leito, ou que ajam diretamente sobre ele, mas sim, que operam indiretamente. Por exemplo, assuntos monet\u00e1rios, tarefas di\u00e1rias, ou os ventos etc., que por si mesmos t\u00eam uma ordem de situa\u00e7\u00f5es completa, lenta e gradual, ao modo de \u2018causa e efeito&#8217;, que modificam os conceitos do homem para melhor ou para pior.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, estabeleci os quatro fatores naturais, de modo que cada um dos pensamentos e id\u00e9ias, que v\u00eam \u00e0 nossa mente, n\u00e3o \u00e9 nada al\u00e9m de seus produtos. E mesmo que a pessoa sente e medite o dia todo, n\u00e3o ser\u00e1 capaz de adicionar ou talvez alterar o que esses quatro fatores lhe d\u00e3o. Qualquer adi\u00e7\u00e3o que ela possa fazer ser\u00e1 em quantidade: se uma grande mente, ou uma pequena, mas em qualidade ela n\u00e3o pode acrescentar coisa alguma. Pois esses fatores determinam o car\u00e1ter, a forma da id\u00e9ia e a conclus\u00e3o obrigat\u00f3ria, sem perguntar nossa opini\u00e3o. Assim, estamos nas m\u00e3os desses quatro fatores, como barro nas m\u00e3os do oleiro.<\/p>\n<h3>Livre escolha.<\/h3>\n<p>Por\u00e9m, quando examinamos esses quatro fatores, conclu\u00edmos que embora nossa for\u00e7a n\u00e3o seja suficiente para enfrentar o primeiro fator, que \u00e9 o \u2018leito&#8217;, n\u00f3s ainda temos a capacidade e a livre escolha para nos defendermos contra os outros tr\u00eas fatores pelos quais o leito muda em suas partes individuais. \u00c0s vezes, ele se modifica em sua parte gen\u00e9rica tamb\u00e9m, o que lhe d\u00e1 uma segunda natureza.<\/p>\n<h3>O Ambiente como um Fator.<\/h3>\n<p>Essa prote\u00e7\u00e3o significa que n\u00f3s sempre podemos melhorar, no que se refere \u00e0 escolha de nosso ambiente, que s\u00e3o os amigos, os livros, os professores e assim por diante. Como uma pessoa que tenha herdado de seu pai algumas espigas de trigo: ela pode fazer crescer, dessa pequena quantidade de espigas, d\u00fazias de espigas, atrav\u00e9s de sua escolha do ambiente para o \u2018leito\u2019, que ser\u00e1 um solo f\u00e9rtil, com todos os minerais necess\u00e1rios e o material que nutre o trigo abundantemente.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m a quest\u00e3o do labor na melhoria das condi\u00e7\u00f5es ambientais, para servir \u00e0s necessidades da planta em seu crescimento, pois o s\u00e1bio escolher\u00e1 as melhores condi\u00e7\u00f5es e encontrar\u00e1 b\u00ean\u00e7\u00e3o em seu trabalho, enquanto o tolo aceitar\u00e1 o que quer que veja adiante, e poder\u00e1 tornar a semeadura uma maldi\u00e7\u00e3o, no lugar de uma b\u00ean\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Portanto, todo o seu agradecimento e seu esp\u00edrito dependem do ambiente no qual ele semeie o trigo. Mas uma vez que ele tenha semeado no local escolhido, sua forma \u00e9 absolutamente determinada pela medida em que o ambiente seja capaz de ajudar.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o caso de nosso t\u00f3pico, pois \u00e9 verdade que o desejo n\u00e3o tem liberdade, mas \u00e9 condicionado pelos quatro fatores acima. E o desejo \u00e9 obrigado a pensar e a examinar como eles sugerem, privado de qualquer for\u00e7a de an\u00e1lise ou de mudan\u00e7a, assim como o trigo em seu ambiente.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, h\u00e1 liberdade para o desejo, para que escolha inicialmente um ambiente tal como livros e guias, que lhe tragam bons conceitos. E se a pessoa n\u00e3o fizer isso, mas se quiser, ao contr\u00e1rio, entrar em qualquer ambiente e ler qualquer livro que lhe caia nas m\u00e3os, ela estar\u00e1 propensa a cair em um mau ambiente, ou a perder seu tempo com livros sem valor, que s\u00e3o abundantes e f\u00e1ceis de encontrar, e que lhe conduzem a concep\u00e7\u00f5es tolas, a fazem pecar e ser condenada. Ela certamente ser\u00e1 punida, n\u00e3o por causa de seus maus pensamentos e atos, sobre os quais ela n\u00e3o tem escolha, mas porque ela n\u00e3o escolheu um bom ambiente, pois como vimos, nisto h\u00e1 definitivamente uma escolha.<\/p>\n<p>Assim, aquele que se esfor\u00e7a para escolher continuamente um ambiente melhor torna-se merecedor de b\u00ean\u00e7\u00e3o e recompensa. Mas aqui tamb\u00e9m, n\u00e3o por causa de suas boas a\u00e7\u00f5es ou pensamentos, que v\u00eam a ele sem que ele tenha escolhido, mas por causa de seu esfor\u00e7o para adquirir um bom ambiente, que lhe traz esses bons pensamentos e a\u00e7\u00f5es. Como disse o Rabbi Yehoshua Ben Prehya: \u2018Constitua um Rabino e compre um amigo para si mesmo\u2019.<\/p>\n<h3>A Necessidade de Escolher um Bom Ambiente.<\/h3>\n<p>Assim voc\u00eas podem entender as palavras do Rabbi Yossi Ben Kasma (Avot 86), que em resposta a uma oferta para viver em outra cidade, sendo pago por centenas de moedas de ouro, respondeu: \u2018Mesmo que voc\u00eas me dessem todo o ouro e prata e j\u00f3ias do mundo, eu s\u00f3 viveria em um lugar de Cabala\u2019.<\/p>\n<p>Essas palavras parecem ser sublimes para a compreens\u00e3o de nossas mentes simples, pois como pode ser que ele tenha desistido de centenas de moedas de ouro que lhe seriam pagas por uma coisa t\u00e3o simples, tal como viver em um lugar em que n\u00e3o havia disc\u00edpulos de Cabala, enquanto ele mesmo era um grande s\u00e1bio que n\u00e3o precisava aprender de ningu\u00e9m? De fato, um grande mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Mas como vimos, isto \u00e9 algo simples que precisa ser observado por todos n\u00f3s. Pois embora todos tenham \u2018seu pr\u00f3prio leito\u2019, as for\u00e7as n\u00e3o se revelam abertamente, mas sim, atrav\u00e9s do ambiente em que a pessoa est\u00e1, de modo semelhante ao trigo semeado no solo, cujas for\u00e7as s\u00f3 se tornam aparentes atrav\u00e9s do ambiente, que \u00e9 o solo, a chuva e a luz do sol.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o Rabbi Yossi Ben Kasma concluiu corretamente que se ele deixasse o bom ambiente que ele havia escolhido e penetrasse em um ambiente potencialmente nocivo, ou seja, um lugar sem disc\u00edpulos de Cabala, n\u00e3o somente seus conceitos anteriores seriam comprometidos, mas todas as for\u00e7as, contidas em seu leito, que ainda n\u00e3o se haviam revelado em a\u00e7\u00e3o, permaneceriam ocultas. Isso, porque elas n\u00e3o estariam sujeitas ao ambiente correto, capaz de ativ\u00e1-las.<\/p>\n<p>E como esclarecemos acima, somente no que se refere \u00e0 escolha da pessoa pelo ambiente, seu dom\u00ednio sobre si mesma pode ser medido, e por isso ela merece prazer ou puni\u00e7\u00e3o. Assim, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o estranho que um homem s\u00e1bio como o Rabbi Yossi Ben Kasma tenha escolhido o bem e rejeitado o mal, e n\u00e3o tenha sido tentado por coisas materiais e corp\u00f3reas, como se deduz daqui: \u2018quando uma pessoa morre ela n\u00e3o leva consigo nem ouro, nem j\u00f3ias, mas apenas boas a\u00e7\u00f5es e Cabala\u2019. E assim advertiram nossos s\u00e1bios: \u2018Constitua um Rabino e compre um amigo para si mesmo\u2019, no que se inclui a escolha dos livros, como mencionamos. Pois somente nisso a pessoa pode ser repreendida ou recompensada, ou seja, em sua escolha pelo ambiente. Mas uma vez que ela tenha escolhido esse ambiente, ela est\u00e1 em suas m\u00e3os, assim como barro nas m\u00e3os do oleiro.<\/p>\n<h3>O controle da mente sobre o corpo.<\/h3>\n<p>Alguns s\u00e1bios contempor\u00e2neos, ap\u00f3s meditar sobre o tema acima, e tendo visto que a mente humana n\u00e3o \u00e9 mais que um fruto que se desenvolve a partir dos eventos da vida, chegaram \u00e0 conclus\u00e3o de que a mente n\u00e3o tem controle sobre o corpo, mas somente os eventos da vida, impressos nos tend\u00f5es f\u00edsicos do controle cerebral, que ativam o homem. E a mente humana \u00e9 como um espelho que assume as formas \u00e0 sua frente, de modo que embora o espelho seja o ve\u00edculo dessas formas, ele n\u00e3o pode ativar ou mover as formas que se refletem nele.<\/p>\n<p>Assim \u00e9 a mente. Embora os eventos da vida, em todos os seus fatores de causa e efeito, sejam vistos e reconhecidos pela mente, a mente \u00e9 completamente incapaz de controlar o corpo, de coloca-lo em movimento, ou seja, de aproxima-lo do bem ou afasta-lo do mal, porque o espiritual e o f\u00edsico s\u00e3o absolutamente distanciados um do outro. E n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que haja uma ferramenta intermedi\u00e1ria entre eles, que torne a mente capaz de ativar e operar o corpo material, como discutimos extensamente.<\/p>\n<p>Mas quando eles se combinam, eles tamb\u00e9m s\u00e3o capazes de romper com o exterior. Porque a imagina\u00e7\u00e3o do homem lhe serve como um microsc\u00f3pio serve ao olho, sem o qual ele n\u00e3o pode ver nada nocivo por causa de sua propor\u00e7\u00e3o min\u00fascula. Mas uma vez que ele tenha visto o fator nocivo atrav\u00e9s do microsc\u00f3pio, o homem pode se distanciar dele.<\/p>\n<p>Resulta que \u00e9 o microsc\u00f3pio que leva o homem \u00e0 a\u00e7\u00e3o, para que se distancie do fator nocivo, e n\u00e3o o sentido, pois o sentido n\u00e3o \u00e9 capaz de detectar esse fator. E nessa medida a mente controla completamente o corpo do homem, para distanci\u00e1-lo do mal, e aproxima-lo do bem. Isto \u00e9, em todos os lugares em que o atributo do corpo falha em reconhecer o fator como ben\u00e9fico ou nocivo, ele precisa da intelig\u00eancia da mente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, j\u00e1 que o homem conhece sua mente, como uma conclus\u00e3o verdadeira tirada das experi\u00eancias da vida, assim ele pode aceitar a mente e o conhecimento de uma pessoa confi\u00e1vel, e aceitar isto como lei, embora os eventos de sua vida ainda n\u00e3o tenham revelado a ele essas concep\u00e7\u00f5es. \u00c9 como uma pessoa que pede conselho a um m\u00e9dico e o obedece, embora n\u00e3o entenda nada com sua pr\u00f3pria mente. Ent\u00e3o, a pessoa usa as mentes das outras pessoas, assim como usa a sua pr\u00f3pria. Como esclarecemos acima, h\u00e1 dois modos pelos quais a Provid\u00eancia assegura que o homem chegue a um objetivo bom e firme; s\u00e3o eles:<\/p>\n<h3>O caminho da agonia, e O caminho da Cabala.<\/h3>\n<p>Toda a clareza no caminho da Cabala est\u00e1 vinculada a isto. Pois essas claras concep\u00e7\u00f5es que foram reveladas e reconhecidas ap\u00f3s uma longa cadeia de eventos nas vidas dos profetas e outros homens de Deus, v\u00eam ao homem que as utiliza plenamente, e se beneficia delas como se esses conceitos viessem dos eventos de sua pr\u00f3pria vida. Ent\u00e3o, voc\u00eas podem ver que a pessoa se libera de todos os sofrimentos que precisa experimentar antes de desenvolver uma mente clara, por si mesmo. Assim ela se poupa tanto do tempo quanto do sofrimento.<\/p>\n<p>Isso pode ser comparado a um homem doente que n\u00e3o obede\u00e7a \u00e0s ordens do m\u00e9dico, antes de entender por si mesmo como esses conselhos poderiam cur\u00e1-lo, e assim come\u00e7a a estudar medicina. Ele morrer\u00e1 de sua doen\u00e7a antes que aprenda a sabedoria da medicina.<\/p>\n<p>Assim \u00e9 o caminho da agonia, versus o caminho da Cabala. Pois aquele que n\u00e3o acredita nos conceitos que a Cabala e a profecia o aconselham a adotar, mesmo que n\u00e3o compreenda por si mesmo, precisa chegar a essas concep\u00e7\u00f5es por si mesmo &#8211; ou seja, seguindo somente a cadeia de causa e efeito dos eventos da vida, que s\u00e3o experi\u00eancias muito r\u00e1pidas, de modo a desenvolver o sentido de reconhecimento do mal nelas, como vimos, sem a possibilidade de escolha; mas se a pessoa trabalha em adquirir um bom ambiente, ele pode gui\u00e1-la para esses bons pensamentos e a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3>A Liberdade do Indiv\u00edduo.<\/h3>\n<p>Agora chegamos a um entendimento abrangente da liberdade do indiv\u00edduo. Por\u00e9m, isso se refere somente ao primeiro fator, o \u2018leito\u2019, que \u00e9 a primeira subst\u00e2ncia de todo ser humano, isto \u00e9, todas as caracter\u00edsticas que herdamos de nossos ancestrais, pelas quais diferimos uns dos outros.<\/p>\n<p>Pois mesmo quando centenas de pessoas partilham o mesmo ambiente, de um modo que os outros tr\u00eas fatores ajam igualmente sobre elas, n\u00e3o se encontrar\u00e3o duas pessoas que partilhem o mesmo atributo. Isso \u00e9 porque cada uma delas tem seu pr\u00f3prio leito. \u00c9 como o leito do trigo, que embora mude consideravelmente em raz\u00e3o do poder dos tr\u00eas outros fatores, ainda ret\u00e9m a forma preliminar do trigo e nunca assumir\u00e1 outra forma.<\/p>\n<h3>A Forma Geral do Progenitor Nunca se Perde.<\/h3>\n<p>Assim \u00e9 que cada \u2018leito\u2019, que tome a forma preliminar do progenitor e assuma uma nova forma como resultado dos tr\u00eas fatores que lhe foram adicionados, e que, como resultado disto tenha se modificado substancialmente, ainda ret\u00e9m a forma geral do progenitor e nunca adotar\u00e1 a forma de outra pessoa que seja parecida, assim como a cevada nunca parecer\u00e1 com o trigo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, cada leito representa uma longa cadeia em si mesma, formada por centenas de gera\u00e7\u00f5es, e o leito inclui as concep\u00e7\u00f5es de todas elas. Mas elas n\u00e3o se revelam nele do mesmo modo como apareceram em seus ancestrais, ou seja, na forma de id\u00e9ias, mas somente como formas abstratas. Assim, elas existem nele na forma de for\u00e7as abstratas, chamadas \u2018tend\u00eancias\u2019 ou \u2018instintos\u2019, sem que ele saiba suas raz\u00f5es ou por que ele faz o que faz. Ent\u00e3o, nunca haver\u00e1 duas pessoas com o mesmo atributo.<\/p>\n<h3>A Necessidade de Preservar a Liberdade do Indiv\u00edduo.<\/h3>\n<p>Saibam que est\u00e1 \u00e9 a \u00fanica verdadeira posse do indiv\u00edduo, que n\u00e3o pode ser prejudicada ou alterada. Pois afinal, essas tend\u00eancias no leito v\u00e3o se materializar e tomar a forma de conceitos, quando cada indiv\u00edduo se desenvolver e atingir uma mente pr\u00f3pria &#8211; como resultado da lei da evolu\u00e7\u00e3o que controla essa cadeia e a empurra adiante. Aprendemos, al\u00e9m disso, que cada tend\u00eancia emerge para se transformar em um conceito sublime, e valor imensur\u00e1vel.<\/p>\n<p>Assim, aquele que elimina uma tend\u00eancia de um indiv\u00edduo e a erradica, causa para o mundo a perda desse conceito sublime e maravilhoso, que est\u00e1 destinado a se materializar no fim da cadeia, pois essa tend\u00eancia nunca mais estar\u00e1 em nenhum outro corpo, mas somente naquele, em particular.<\/p>\n<p>Assim n\u00f3s compreendemos que quando uma tend\u00eancia particular toma a forma de um conceito, ela n\u00e3o pode mais ser definida como boa ou m\u00e1. Mas essas distin\u00e7\u00f5es podem apenas existir enquanto s\u00e3o ainda tend\u00eancias, ou conceitos imaturos, e de modo algum elas podem ser reconhecidas quando tomam a forma de verdadeiros conceitos.<\/p>\n<p>Do que foi dito, aprendemos o qu\u00e3o terr\u00edvel \u00e9 o erro em que incorrem essas na\u00e7\u00f5es que for\u00e7am seu dom\u00ednio sobre as minorias, privando-as de liberdade, da capacidade de viver suas vidas atrav\u00e9s das tend\u00eancias que herdaram de seus ancestrais. Elas s\u00e3o consideradas nada menos que assassinas. Mesmo aqueles que n\u00e3o acreditam em religi\u00e3o e em uma condu\u00e7\u00e3o poderosa podem entender a necessidade de preservar a liberdade do indiv\u00edduo, al\u00e9m de preservar os sistemas da natureza. Pois n\u00f3s podemos ver que toda na\u00e7\u00e3o que tenha desmoronado, desmoronou somente em raz\u00e3o da opress\u00e3o das minorias e indiv\u00edduos, que assim se rebelaram contra ela e a arruinaram. Assim fica claro para todos que n\u00e3o pode existir paz no mundo se n\u00e3o respeitarmos a liberdade de cada indiv\u00edduo. Sem isso, nunca haver\u00e1 paz, e prevalecer\u00e1 a ru\u00edna.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, definimos claramente a ess\u00eancia do indiv\u00edduo com a m\u00e1xima precis\u00e3o, ap\u00f3s a an\u00e1lise de tudo o que ele toma do p\u00fablico geral. Mas agora precisamos enfrentar a quest\u00e3o: onde, afinal, est\u00e1 o pr\u00f3prio indiv\u00edduo? Pois tudo o que dissemos at\u00e9 agora, pode-se tomar como a propriedade do indiv\u00edduo, herdada de seus ancestrais. Mas onde est\u00e1 o pr\u00f3prio indiv\u00edduo? Onde est\u00e1 aquele que \u00e9 o sucessor, que exige que guardemos sua propriedade?<\/p>\n<p>Porque apesar de tudo o que foi dito at\u00e9 agora, ainda n\u00e3o encontramos a posi\u00e7\u00e3o do \u2018self\u2019 no homem, que o colocar\u00e1, perante seus pr\u00f3prios olhos, como uma unidade independente. Mas afinal, o que eu preciso fazer com o primeiro fator, que \u00e9 uma longa cadeia, composta de milhares de pessoas uma ap\u00f3s a outra, de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, que apresentam a imagem do indiv\u00edduo como a de um sucessor? E o que eu preciso fazer com os outros tr\u00eas fatores, compostos de milhares de pessoas, postas uma diante da outra em uma gera\u00e7\u00e3o? A conclus\u00e3o final \u00e9 a de que cada indiv\u00edduo n\u00e3o seja mais do que uma m\u00e1quina coletiva, esperando por ser utilizada pelo coletivo, como lhe parece apropriado. Isto significa que ele se tornou sujeito a duas esp\u00e9cies de coletividade:<\/p>\n<ol>\n<li>Da perspectiva do primeiro fator, ele se tornou sujeito a uma enorme coletividade, das gera\u00e7\u00f5es passadas, postas uma ap\u00f3s a outra;<\/li>\n<li>Da perspectiva dos outros tr\u00eas fatores, ele se tornou sujeito de sua coletividade contempor\u00e2nea.<\/li>\n<\/ol>\n<p>E isto de fato \u00e9 uma quest\u00e3o universal. Por isso h\u00e1 muitos que se op\u00f5em ao m\u00e9todo natural acima, embora reconhe\u00e7am sua validade. E eles o substituem por m\u00e9todos metaf\u00edsicos, ou dualismo, ou transcendentalismo, de modo a criar para si mesmos a imagem de algum objeto espiritual, e como ele se encaixa no corpo ou na alma. E \u00e9 essa alma que aprende e que opera o corpo, e que \u00e9 a ess\u00eancia do homem, seu \u2018self\u2019.<\/p>\n<p>Talvez essas interpreta\u00e7\u00f5es possam tornar as coisas mais f\u00e1ceis para a mente de uma pessoa, mas o problema \u00e9 que elas n\u00e3o t\u00eam solu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica para dizer como \u00e9 poss\u00edvel para um objeto espiritual, ter qualquer esp\u00e9cie de contato com \u00e1tomos f\u00edsicos, e lev\u00e1-los a qualquer esp\u00e9cie de movimento. E a sabedoria dessas interpreta\u00e7\u00f5es n\u00e3o ajuda as pessoas a encontrarem uma ponte que elas possam atravessar essa ampla e profunda fissura que se estende entre a entidade espiritual e o \u00e1tomo corp\u00f3reo. Ent\u00e3o, a ci\u00eancia n\u00e3o ganhou nada com todos esses m\u00e9todos metaf\u00edsicos.<\/p>\n<h3>O desejo de receber: exist\u00eancia a partir da aus\u00eancia.<\/h3>\n<p>N\u00f3s precisamos somente da sabedoria da Cabala para nos movermos um passo al\u00e9m daqui, de um modo cient\u00edfico. Pois toda a sabedoria dos mundos est\u00e1 inclu\u00edda na sabedoria da Cabala. N\u00f3s aprendemos, no tema das \u2018luzes e vasos espirituais\u2019, que a principal novidade, do ponto de vista da cria\u00e7\u00e3o, \u00e9 que Ele criou exist\u00eancia a partir da aus\u00eancia, o que se aplica a um \u00fanico aspecto, definido como o \u2018desejo de receber\u2019. Todos os outros aspectos da totalidade da cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o, definitivamente, novidade, pois eles n\u00e3o s\u00e3o exist\u00eancia a partir da aus\u00eancia, mas exist\u00eancia a partir da exist\u00eancia. Isto \u00e9, que eles foram extra\u00eddos diretamente da Sua ess\u00eancia, como a luz emana do sol. A\u00ed tamb\u00e9m, n\u00e3o h\u00e1 novidade, pois a subst\u00e2ncia do sol se estende al\u00e9m, em dire\u00e7\u00e3o ao exterior.<\/p>\n<p>Mas o desejo de receber, por\u00e9m, \u00e9 uma completa novidade. Isto \u00e9, antes da cria\u00e7\u00e3o, n\u00e3o existia uma tal coisa na realidade, porque Ele n\u00e3o tinha nenhum aspecto de desejo de receber, pois Ele precede todas as coisas, ent\u00e3o de quem Ele poderia receber? Assim, esse desejo de receber, que Ele extraiu como exist\u00eancia desde a aus\u00eancia, \u00e9 novidade completa. Mas todo o resto n\u00e3o apresenta nenhuma novidade com rela\u00e7\u00e3o a isto que \u00e9 chamado a \u2018cria\u00e7\u00e3o\u2019. Ent\u00e3o, todos os vasos e os corpos, tanto dos mundos espirituais quanto dos f\u00edsicos, s\u00e3o considerados subst\u00e2ncia espiritual ou material, com a natureza de \u2018desejar receber\u2019.<\/p>\n<h3>Duas For\u00e7as no Desejo de Receber: a For\u00e7a da Rejei\u00e7\u00e3o e a For\u00e7a Atrativa<\/h3>\n<p>E voc\u00eas precisam ver al\u00e9m, que nesta for\u00e7a, chamada o \u2018desejo de receber\u2019, n\u00f3s distinguimos duas for\u00e7as:<\/p>\n<ul>\n<li>A for\u00e7a atrativa,<\/li>\n<li>A for\u00e7a da rejei\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A raz\u00e3o para isso \u00e9 que cada corpo, ou vaso, definido pelo desejo de receber, \u00e9 de fato limitado, tanto na qualidade daquilo que ele ir\u00e1 receber quanto na quantidade. Assim, toda a quantidade e qualidade que est\u00e3o fora dos seus limites, parecem ir contra a sua natureza, e por isso ele as rejeita. Ent\u00e3o, esse \u2018desejo de receber\u2019, embora seja considerado uma for\u00e7a atrativa, \u00e9 compelido a tornar-se tamb\u00e9m uma for\u00e7a de rejei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Uma Lei para todos os Mundos.<\/h3>\n<p>Embora a sabedoria da Cabala n\u00e3o mencione nada de nosso mundo corp\u00f3reo, h\u00e1 somente uma lei para todos os mundos. Assim, para todas as entidades corp\u00f3reas em nosso mundo, significando tudo neste espa\u00e7o, seja inanimado, vegetativo, animado, um objeto espiritual ou corp\u00f3reo, se quisermos distinguir o \u00fanico, o pr\u00f3prio aspecto de cada uma delas, como elas se diferenciam umas das outras, mesmo na menor das part\u00edculas, consistem em nada mais do que um \u2018desejo de receber\u2019, que \u00e9 toda a sua forma particular, do ponto de vista da novidade da cria\u00e7\u00e3o, limitando-a tanto em quantidade quanto em qualidade, o que induz a presen\u00e7a da for\u00e7a atrativa e da for\u00e7a de rejei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Qualquer coisa al\u00e9m dessas duas for\u00e7as interiores \u00e9 considerada uma doa\u00e7\u00e3o da Sua ess\u00eancia. E essa doa\u00e7\u00e3o \u00e9 igual para todas as criaturas, pois sendo extens\u00e3o da exist\u00eancia desde a exist\u00eancia, a cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o traz novidade para ela. E ela n\u00e3o pode ser atribu\u00edda a nenhuma unidade particular, mas somente para coisas que sejam comuns a todas as partes pequenas ou grandes da cria\u00e7\u00e3o. Pois cada uma dessas partes recebe dessa doa\u00e7\u00e3o de acordo com seu desejo de receber, e sob essa limita\u00e7\u00e3o, define-se cada indiv\u00edduo ou unidade.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o provei, por evid\u00eancias, e de modo cient\u00edfico, o self (ego) de cada indiv\u00edduo, com provas sujeitas \u00e0 cr\u00edtica completa e cient\u00edfica por todos os lados, mesmo no que se refere ao sistema dos fan\u00e1ticos materialistas autom\u00e1ticos. Daqui por diante n\u00e3o precisamos mais daqueles m\u00e9todos estropiados, mergulhados em metaf\u00edsica.<\/p>\n<p>E naturalmente n\u00e3o faz diferen\u00e7a se essa for\u00e7a, o desejo de receber, \u00e9 resultado e fruto da estrutura que foi materializada atrav\u00e9s da qu\u00edmica, ou se essa estrutura \u00e9 resultado e fruto dessa for\u00e7a. Pois sabemos que o principal \u00e9 que somente essa for\u00e7a, impressa em todo ser e \u00e1tomo do \u2018desejo de receber\u2019, dentro de suas limita\u00e7\u00f5es, \u00e9 considerada a unidade, naquilo em que se separa de seu ambiente. E isso permanece verdadeiro tanto para um \u00fanico \u00e1tomo quanto para um grupo de \u00e1tomos, chamado um corpo.<\/p>\n<p>Todos os outros aspectos, onde h\u00e1 algo al\u00e9m dessa for\u00e7a, n\u00e3o se referem de modo algum a essa part\u00edcula ou grupo de part\u00edculas, nem sob o aspecto de sua individualidade, nem em geral, o que \u00e9 a doa\u00e7\u00e3o, estendida a ela desde Deus, onde h\u00e1 uma mat\u00e9ria coletiva para todas as partes da cria\u00e7\u00e3o, sem distin\u00e7\u00e3o de corpos criados especificamente.<\/p>\n<p>Agora n\u00f3s entenderemos o assunto da \u2018liberdade do indiv\u00edduo\u2019 de acordo com a defini\u00e7\u00e3o do primeiro fator, que n\u00f3s chamamos de \u2018leito\u2019, em que todas as gera\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias, que s\u00e3o os ancestrais desse indiv\u00edduo, imprimiram sua natureza. E como esclarecemos, o significado da palavra individual n\u00e3o \u00e9 nada al\u00e9m das limita\u00e7\u00f5es do \u2018desejo de receber\u2019, impresso em seu grupo de part\u00edculas.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o voc\u00eas podem ver que todas as tend\u00eancias que o indiv\u00edduo herdou de seus ancestrais n\u00e3o s\u00e3o nada mais que limita\u00e7\u00f5es de seu \u2018desejo de receber\u2019, tanto pelo lado da for\u00e7a atrativa que existe nele, quanto pelo lado da for\u00e7a de rejei\u00e7\u00e3o que existe nele, que aparecem diante de n\u00f3s como tend\u00eancias para a mesquinharia ou generosidade, para combinar-se ou permanecer separado e assim por diante.<\/p>\n<p>Por causa disto, essas tend\u00eancias realmente s\u00e3o seu self (ego), lutando por sua exist\u00eancia. Ent\u00e3o, se n\u00f3s eliminarmos mesmo uma \u00fanica tend\u00eancia desse indiv\u00edduo particular, ser\u00e1 como se n\u00f3s tiv\u00e9ssemos arrancado um \u00f3rg\u00e3o de sua ess\u00eancia. E isso tamb\u00e9m \u00e9 considerado uma genu\u00edna perda para toda a cria\u00e7\u00e3o, porque n\u00e3o h\u00e1 outro como ele, nem nunca haver\u00e1, em todo o mundo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s termos esclarecido suficientemente o direito do indiv\u00edduo de acordo com a lei natural, vamos nos voltar para observar o quanto isso pode ser posto em pr\u00e1tica, sem comprometer a teoria da \u00e9tica e da cidadania. E o mais importante: como isso pode ser corretamente aplicado por nossa santa Cabala.<\/p>\n<h3>Seguindo a maioria.<\/h3>\n<p>Nossas escrituras dizem: \u2018seguir a maioria\u2019. Isso significa que onde quer que haja uma disputa entre o coletivo e o individual, n\u00f3s somos obrigados a agir de acordo com o desejo do coletivo. Ent\u00e3o voc\u00eas v\u00eaem que o coletivo tem o direito de expropriar a liberdade do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>Mas nos deparamos com uma quest\u00e3o diferente aqui, ainda mais grave que a primeira, pois essa lei aparentemente faz a humanidade regredir, em vez de progredir. Porque enquanto a maioria da humanidade ainda est\u00e1 n\u00e3o desenvolvida, e os desenvolvidos s\u00e3o sempre uma pequena minoria, isso quer dizer que se voc\u00ea seguir o desejo da coletividade, que s\u00e3o os n\u00e3o desenvolvidos, e aqueles do cora\u00e7\u00e3o apressado, as opini\u00f5es e desejos dos s\u00e1bios e desenvolvidos, que s\u00e3o sempre a minoria, nunca ser\u00e3o levados em conta. E assim, sela-se o destino da humanidade para a regress\u00e3o, pois ela n\u00e3o ser\u00e1 capaz de dar sequer um \u00fanico passo adiante.<\/p>\n<p>No entanto, como foi dito no ensaio \u2018A Paz\u2019, sobre a \u2018obriga\u00e7\u00e3o de respeitar as leis da natureza\u2019, que j\u00e1 que estamos ordenados pela Provid\u00eancia a ter uma vida social, n\u00f3s nos tornamos obrigados a observar todas as leis que lidam com a manuten\u00e7\u00e3o da sociedade. E se n\u00f3s subestimarmos sua import\u00e2ncia, mesmo numa extens\u00e3o m\u00ednima, a natureza vai se vingar de n\u00f3s, n\u00e3o importa se compreendamos ou n\u00e3o a raz\u00e3o da lei.<\/p>\n<p>E podemos ver que n\u00e3o h\u00e1 outro acordo para viver dentro de nossa sociedade, sen\u00e3o \u2018seguir a maioria\u2019, o que p\u00f5e todas as disputas e tribula\u00e7\u00f5es da sociedade em ordem. Ent\u00e3o, essa lei \u00e9 o \u00fanico instrumento que d\u00e1 \u00e0 sociedade o direito de existir. Por isso, essa lei \u00e9 considerada um dos preceitos naturais da Provid\u00eancia, e n\u00f3s precisamos aceita-la e guarda-la meticulosamente, mesmo quando n\u00e3o entendermos.<\/p>\n<p>Este \u00e9 como todos os outros preceitos (Mitzvot) na Torah, que s\u00e3o todas as leis da natureza e de Sua Provid\u00eancia, que vieram a n\u00f3s de cima para baixo. E j\u00e1 descrevi como toda a inflexibilidade que detectamos na conduta da natureza neste mundo, acontece somente porque \u00e9 estendida e tomada de leis e condutores dos mundos superiores, espirituais.<\/p>\n<p>Por isso, voc\u00eas tamb\u00e9m podem entender que as Mitzvot na Torah n\u00e3o s\u00e3o mais do que leis e condutores, estabelecidos nos mundos superiores, que s\u00e3o as ra\u00edzes para todos os condutores da natureza neste mundo, como duas gotas numa piscina. E assim provamos que a lei de \u2018seguir a maioria\u2019 \u00e9 a lei da Provid\u00eancia e da natureza.<\/p>\n<h3>O Caminho da Torah e o Caminho do Sofrimento.<\/h3>\n<p>Ainda assim a quest\u00e3o sobre a regress\u00e3o, que resultou dessa lei, ainda n\u00e3o foi resolvida. E de fato estamos preocupados em encontrar caminhos para consertar isto. Mas a Provid\u00eancia, por si mesma, n\u00e3o falta por causa disso, pois ela j\u00e1 envolveu completamente a humanidade de dois modos: o \u2018Caminho da Torah\u2019, e o \u2018Caminho do Sofrimento\u2019. E isso, de um modo tal, que \u00e9 uma garantia do cont\u00ednuo desenvolvimento e progresso da humanidade na dire\u00e7\u00e3o do objetivo, sem nenhuma reserva. De fato, obedecer a essa lei \u00e9 um compromisso natural e necess\u00e1rio.<\/p>\n<h3>O Direito da Coletividade de Expropriar a Liberdade do Indiv\u00edduo.<\/h3>\n<p>Ent\u00e3o precisamos perguntar al\u00e9m, pois as coisas se justificam quando os assuntos envolvem temas entre duas pessoas. Pois ent\u00e3o n\u00f3s podemos aceitar a lei de \u2018seguir a maioria\u2019, atrav\u00e9s da obriga\u00e7\u00e3o da Provid\u00eancia, que nos instrui a zelar pelo bem-estar e pela felicidade de nossos amigos. Mas a lei de \u2018seguir a maioria\u2019 mant\u00e9m-se v\u00e1lida na Torah em assuntos que envolvem discuss\u00f5es entre o homem e Deus, embora esses assuntos pare\u00e7am ser irrelevantes para a exist\u00eancia da sociedade.<\/p>\n<p>Assim, a quest\u00e3o permanece: como podemos justificar essa lei, que nos obriga a aceitar a opini\u00e3o da maioria, que \u00e9, como vimos, n\u00e3o desenvolvida, e a rejeitar e anular a opini\u00e3o dos desenvolvidos, que s\u00e3o sempre uma pequena minoria?<\/p>\n<p>Mas como demonstramos, as Mitzvot e a Torah somente foram dadas para purificar Israel, o que significa o desenvolvimento em n\u00f3s do sentido de reconhecimento do mal, impresso em n\u00f3s no nascimento, e que de modo geral se define como nosso amor pr\u00f3prio, e para chegarmos ao puro bem, definido como o \u2018amor pelo pr\u00f3ximo\u2019, que \u00e9 uma etapa para o amor a Deus.<\/p>\n<p>E os preceitos entre o homem e Deus caem nesse crit\u00e9rio, por serem instrumentos da virtude que separa o homem do amor pr\u00f3prio, que \u00e9 nocivo \u00e0 sociedade. Fica \u00f3bvio ent\u00e3o que os t\u00f3picos da discuss\u00e3o relativa aos preceitos entre o homem e Deus, relacionam-se com o problema do direito da sociedade a existir. Ent\u00e3o, eles tamb\u00e9m se enquadram no plano geral de \u2018seguir a maioria\u2019.<\/p>\n<p>Agora podemos entender o condutor da discrimina\u00e7\u00e3o entre Halachah (lei judaica) e Agadah (esp\u00e9cie de literatura judaica). Porque somente na Halachah h\u00e1 a lei do \u2018individual e coletivo, sendo a Halachah o coletivo\u2019. E isto n\u00e3o \u00e9 assim na Agadah, porque os temas da Agadah est\u00e3o acima dos assuntos relativos \u00e0 exist\u00eancia da sociedade; pois eles tratam exatamente do assunto da condu\u00e7\u00e3o do povo em temas relativos ao homem e Deus, naquela mesma parte em que a exist\u00eancia e felicidade f\u00edsica da sociedade n\u00e3o t\u00eam conseq\u00fc\u00eancia.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 justificativa para que o coletivo anule a opini\u00e3o do indiv\u00edduo, e \u2018todo homem fez o que julgava justo a seus pr\u00f3prios olhos\u2019. Enquanto no que se refere \u00e0s Halachot (ritual judaico, leis que lidam com assuntos espec\u00edficos), que lidam com a observa\u00e7\u00e3o dos preceitos da Torah, elas caem sob a supervis\u00e3o da sociedade, pois n\u00e3o pode haver outra ordem sen\u00e3o a lei de \u2018seguir a maioria\u2019.<\/p>\n<h3>A Sociedade deve obedecer a Lei de \u2018Seguir a maioria\u2019.<\/h3>\n<p>Assim chegamos a um claro entendimento da afirma\u00e7\u00e3o da liberdade do indiv\u00edduo. Porque de fato \u00e9 de se perguntar aonde o coletivo tomou o direito de expropriar a liberdade do indiv\u00edduo e negar-lhe a coisa mais preciosa da vida, a liberdade. Aparentemente, n\u00e3o h\u00e1 mais do que for\u00e7a bruta a\u00ed.<\/p>\n<p>Mas como esclarecemos acima, trata-se de uma lei natural e um decreto da Provid\u00eancia, pois como a Provid\u00eancia nos compele a conduzir uma vida social, \u00e9 \u00f3bvio que cada pessoa \u00e9 obrigada a assegurar a exist\u00eancia e o bem-estar da sociedade. E isto somente pode acontecer pela imposi\u00e7\u00e3o da conduta de \u2018seguir a maioria\u2019, e ignorar a opini\u00e3o do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o voc\u00eas podem ver que esta \u00e9 a origem de todo o direito e a justifica\u00e7\u00e3o para que o coletivo tenha que expropriar a liberdade do indiv\u00edduo, contra a sua vontade, e coloc\u00e1-lo sob a sua autoridade. Assim se entende que no que se refere aos assuntos que n\u00e3o dizem respeito \u00e0 exist\u00eancia da vida material da sociedade, n\u00e3o h\u00e1 justificativa para que o coletivo roube e abuse da liberdade do indiv\u00edduo de forma alguma. E se o coletivo fizer isso, ser\u00e1 considerado assaltante, ladr\u00e3o, que prefere a for\u00e7a bruta a qualquer direito e justi\u00e7a no mundo, porque aqui n\u00e3o se aplica a obriga\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo obedecer ao coletivo.<\/p>\n<h3>Em Espiritualidade, \u2018Seguir o Indiv\u00edduo\u2019<\/h3>\n<p>Resulta que no que se refere \u00e0 vida espiritual, n\u00e3o h\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o natural para que o indiv\u00edduo se submeta \u00e0 sociedade de modo algum. Ao contr\u00e1rio, aqui se aplica uma lei natural sobre o coletivo, para que se submeta \u00e0 autoridade do indiv\u00edduo. E est\u00e1 explicado no artigo \u2018A Paz\u2019, que h\u00e1 dois modos pelos quais a Provid\u00eancia nos formatou e nos cercou, de modo a nos conduzir \u00e0 finalidade. Eles s\u00e3o:<\/p>\n<ol>\n<li>O caminho do sofrimento, que imp\u00f5e sobre n\u00f3s o desenvolvimento, sem levar nossa opini\u00e3o em considera\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>O caminho da Torah, que nos desenvolve conscientemente, sem nenhuma agonia ou coer\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<p>E j\u00e1 que o mais altamente desenvolvido na gera\u00e7\u00e3o \u00e9 definitivamente o indiv\u00edduo, resulta que quando pessoas comuns desejam se libertar da terr\u00edvel agonia, e adotar o desenvolvimento consciente, que \u00e9 o caminho da Torah, eles n\u00e3o t\u00eam escolha al\u00e9m de se submeter, a si e \u00e0 sua liberdade f\u00edsica, \u00e0 disciplina do individual, e obedecer \u00e0s ordens e rem\u00e9dios que essa disciplina lhes oferecer\u00e1.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o voc\u00eas podem ver que em assuntos espirituais a autoridade do coletivo \u00e9 contrariada, e a lei de \u2018Seguir o indiv\u00edduo (desenvolvido)\u2019 \u00e9 aplicada. Pois \u00e9 f\u00e1cil de ver que os desenvolvidos e educados em cada sociedade s\u00e3o sempre uma pequena minoria. Resulta que o sucesso e o bem-estar da sociedade est\u00e1 nas m\u00e3os de uns poucos.<\/p>\n<p>Assim o coletivo \u00e9 obrigado a observar meticulosamente a opini\u00e3o dos poucos, para que n\u00e3o pere\u00e7a neste mundo. Pois \u00e9 preciso saber com absoluta certeza que as opini\u00f5es mais desenvolvidas e verdadeiras nunca est\u00e3o nas m\u00e3os da autoridade coletiva, mas sim nas m\u00e3os dos mais fracos, ou seja, nas m\u00e3os de uma minoria imposs\u00edvel de identificar. Pois toda a sabedoria e tudo o que \u00e9 precioso, vem ao mundo em pequenas quantidades. Assim n\u00f3s somos advertidos a preservar as opini\u00f5es de cada indiv\u00edduo, por causa da inabilidade do coletivo de dizer o que \u00e9 certo ou errado entre eles.<\/p>\n<h3>A cr\u00edtica traz sucesso, a falta disto causa degenera\u00e7\u00e3o.<\/h3>\n<p>Al\u00e9m disso precisamos acrescentar que a realidade oferece aos nossos olhos uma extrema contradi\u00e7\u00e3o entre os assuntos f\u00edsicos, e os conceitos e id\u00e9ias relativos ao assunto acima. Pois o tema da unidade social, que pode ser uma fonte para toda a alegria e sucesso, \u00e9 praticado somente entre corpos, e assuntos corporais nas pessoas, e a separa\u00e7\u00e3o entre eles \u00e9 a fonte de toda calamidade e infort\u00fanio.<\/p>\n<p>Mas no que se refere a conceitos e id\u00e9ias, \u00e9 o completo oposto. Isso quer dizer que a unidade e a falta de cr\u00edtica \u00e9 considerada a fonte de todas as falhas e o maior obst\u00e1culo para todo o progresso e fertiliza\u00e7\u00e3o did\u00e1tica; pois extrair as conclus\u00f5es corretas depende principalmente da multiplicidade de desacordos e separa\u00e7\u00e3o entre opini\u00f5es. Quanto mais contradi\u00e7\u00f5es haja entre opini\u00f5es, quanto mais cr\u00edtica, mais o conhecimento e a sabedoria aumentam e os assuntos se tornam mais apropriados ao exame.<\/p>\n<p>A degenera\u00e7\u00e3o e decl\u00ednio da intelig\u00eancia t\u00eam origem somente na aus\u00eancia de cr\u00edtica e desacordo. Pois \u00e9 evidente que toda a base para o sucesso f\u00edsico est\u00e1 na medida da unidade da sociedade, e a base para o sucesso da intelig\u00eancia e do conhecimento, \u00e9 a separa\u00e7\u00e3o e o desacordo entre os seus membros.<\/p>\n<p>Resulta assim que quando a humanidade tiver sucesso no que se refere ao sucesso dos corpos, quer dizer, trazendo-os para o grau de completo amor ao pr\u00f3ximo, todos os corpos no mundo se unir\u00e3o em um \u00fanico corpo e um \u00fanico desejo. E somente ent\u00e3o toda a felicidade destinada \u00e0 humanidade ser\u00e1 revelada em toda a sua gl\u00f3ria. Mas para que isso possa acontecer, precisamos tomar o cuidado de n\u00e3o aproximar demais as opini\u00f5es das pessoas, pois isso poderia acabar com o desacordo e a cr\u00edtica entre os s\u00e1bios, pois o amor do corpo traz consigo o amor \u00e0 mente. E se a cr\u00edtica e o desacordo desaparecerem do mundo, todo o progresso em conceitos e id\u00e9ias cessar\u00e1 tamb\u00e9m, e a fonte do conhecimento no mundo secar\u00e1.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a prova da obriga\u00e7\u00e3o de cautela com a liberdade do indiv\u00edduo no que se refere aos conceitos e id\u00e9ias. Pois o total desenvolvimento da sabedoria est\u00e1 baseado nessa liberdade do indiv\u00edduo. Ent\u00e3o, somos advertidos a preservar muito atentamente cada forma entre n\u00f3s, a que chamamos \u2018indiv\u00edduo\u2019, que \u00e9 a for\u00e7a particular de uma \u00fanica pessoa, genericamente chamada \u2018o desejo de receber\u2019.<\/p>\n<h3>Heran\u00e7a ancestral.<\/h3>\n<p>Todos os detalhes que esse desejo de receber inclui, n\u00f3s definimos como \u2018o leito\u2019, ou o Primeiro Fator, cujo significado inclui todas as tend\u00eancias e costumes herdados de seus ancestrais, que descrevemos como uma longa corrente consistente de milhares de pessoas que j\u00e1 estiveram vivas, que permanecem uma no topo da outra, pois cada uma delas \u00e9 uma gota essencial de seus ancestrais. E essa gota, que cada um de n\u00f3s recebe, traz consigo as posses de seus ancestrais, em sua \u2018medula oblongata\u2019 (o c\u00e9rebro estendido), tamb\u00e9m chamado subconsciente. Ent\u00e3o o indiv\u00edduo diante de n\u00f3s tem em seu subconsciente todos os milhares de heran\u00e7as espirituais de todos os indiv\u00edduos que aparecem nessa corrente, que s\u00e3o seus ancestrais.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, assim como diferem as faces das pessoas, diferem suas opini\u00f5es. N\u00e3o h\u00e1 duas pessoas na terra cujas opini\u00f5es sejam id\u00eanticas, porque cada pessoa tem uma posse grande e sublime, que ela herda de seus ancestrais, da qual os outros n\u00e3o t\u00eam nem mesmo uma pequena parte.<\/p>\n<p>Assim, todas essas posses s\u00e3o consideradas a propriedade individual, e a sociedade \u00e9 advertida a preservar seu sabor e esp\u00edrito, e evitar que o ambiente os esmae\u00e7a, e a preservar a integridade da heran\u00e7a de cada indiv\u00edduo. Ent\u00e3o, a contradi\u00e7\u00e3o e a diferen\u00e7a entre os indiv\u00edduos permanecer\u00e3o para sempre, de modo a assegurar a cr\u00edtica e o progresso da sabedoria por toda a eternidade, pois isso \u00e9 o real benef\u00edcio e o eterno desejo da humanidade.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s temos chegado a uma certa por\u00e7\u00e3o de reconhecimento da individualidade do homem, que n\u00f3s determinamos como uma for\u00e7a e um \u2018desejo de receber\u2019, como o ponto essencial do simples ser, n\u00f3s tamb\u00e9m esclarecemos, com todas as suas fronteiras, a medida da propriedade original de cada corpo, que definimos como \u2018heran\u00e7a ancestral\u2019. E isso significa que todos os poderes das tend\u00eancias e dos atributos vieram a esse \u2018leito\u2019 por heran\u00e7a, que \u00e9 a primeira subst\u00e2ncia de todo homem, a gota preliminar de s\u00eamen de seus antepassados. Agora, podemos esclarecer os dois aspectos do desejo de receber.<\/p>\n<h3>Dois aspectos: A) A for\u00e7a potencial, e B) A for\u00e7a efetiva.<\/h3>\n<p>Para come\u00e7ar, precisamos entender que essa individualidade, que n\u00f3s definimos como o \u2018desejo de receber\u2019, embora seja a pr\u00f3pria ess\u00eancia do homem, n\u00e3o pode existir na realidade nem mesmo por um segundo. Por isso ela \u00e9 chamada de for\u00e7a potencial, ou seja, antes que ela se torne efetiva, ela somente existe em nosso pensamento, o que significa que somente o pensamento pode defini-la.<\/p>\n<p>Mas de fato, n\u00e3o pode haver nenhuma for\u00e7a efetiva no mundo que esteja adormecida e inativa. A for\u00e7a somente existe no mundo quando \u00e9 revelada em a\u00e7\u00e3o. Do mesmo modo, voc\u00eas n\u00e3o podem dizer sobre uma crian\u00e7a que ela tem muita for\u00e7a, quando ela n\u00e3o pode levantar nem mesmo um pequeno peso, mas \u00e9 poss\u00edvel dizer que essa crian\u00e7a, quando crescer, ter\u00e1 muita for\u00e7a.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, n\u00f3s dizemos que essa for\u00e7a que n\u00f3s encontramos no homem quando ele cresce j\u00e1 estava presente em seus \u00f3rg\u00e3os e em seu corpo quando ele era uma crian\u00e7a; a for\u00e7a estava oculta, n\u00e3o era aparente.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que em nossas mentes n\u00f3s podemos determinar \u2018a for\u00e7a futura\u2019, e \u00e9 assim, porque a mente o afirma. Por\u00e9m, no corpo da crian\u00e7a, atualmente, de fato n\u00e3o h\u00e1 nenhuma for\u00e7a, pois nenhuma for\u00e7a \u00e9 revelada pelas suas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Da mesma forma, com o apetite: ele n\u00e3o aparece na realidade do corpo humano, quando os \u00f3rg\u00e3os n\u00e3o podem comer, ou seja, quando ele est\u00e1 saciado. Mas mesmo quando a pessoa est\u00e1 saciada, h\u00e1 a for\u00e7a do apetite, embora esteja oculta no corpo. Ap\u00f3s algum tempo, quando a comida tiver sido digerida, o apetite reaparecer\u00e1, e se tornar\u00e1, de for\u00e7a potencial, em for\u00e7a efetiva.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, uma tal determina\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a potencial, que ainda n\u00e3o foi revelada, \u00e9 uma elabora\u00e7\u00e3o do pensamento; isso n\u00e3o existe na realidade, porque quando saciados, n\u00f3s sentimos com certeza que a for\u00e7a do apetite desapareceu e se voc\u00eas a procurarem, n\u00e3o a encontrar\u00e3o de modo algum.<\/p>\n<p>Resulta que n\u00e3o podemos estabelecer uma for\u00e7a potencial como algo que exista por si, mas somente como um predicado. Isso quer dizer que quando a a\u00e7\u00e3o acontece na realidade, nesse momento a for\u00e7a \u00e9 revelada no interior da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E que seja por meio da dedu\u00e7\u00e3o, n\u00f3s necessariamente encontraremos aqui duas coisas, um sujeito e um predicado: a for\u00e7a potencial e a for\u00e7a efetiva, em que o apetite \u00e9 o sujeito e a figura imagin\u00e1ria do prato \u00e9 o predicado e a a\u00e7\u00e3o. Na realidade, por\u00e9m, eles aparecem como um s\u00f3. E nunca ocorrer\u00e1 que uma pessoa sinta apetite sem imaginar o prato que ela deseja comer, de modo que esses s\u00e3o dois aspectos da mesma coisa. A for\u00e7a do apetite precisa ser erguida dessa imagem. N\u00f3s chamamos a essa a\u00e7\u00e3o de \u2018desejo\u2019, o que significa a for\u00e7a do apetite revelada na a\u00e7\u00e3o da imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E assim tamb\u00e9m no que se refere ao nosso t\u00f3pico, o desejo geral de receber, que \u00e9 a pr\u00f3pria ess\u00eancia do homem. Ele se revela e existe somente revestido nas formas dos objetos que s\u00e3o prov\u00e1veis de receber. Pois ent\u00e3o ele existe como o sujeito, e em nenhum outro modo. N\u00f3s chamamos essa a\u00e7\u00e3o de Vida, o que significa a Subsist\u00eancia do Homem, ou seja: a for\u00e7a do Desejo de Receber se reveste e age no interior dos objetos desejados. E como explicamos, essa medida de revela\u00e7\u00e3o \u00e9 a medida de sua vida, no ato que chamamos Desejo.<\/p>\n<h3>Duas cria\u00e7\u00f5es: A) O Homem, e B) a Alma viva.<\/h3>\n<p>Do exposto, podemos entender claramente o verso: \u2018E o Senhor formou o homem do p\u00f3 do solo, e soprou em suas narinas o sopro da vida; e o homem tornou-se uma alma (Nefesh) viva (Chayah)\u2019 (Gen. 2,7). Aqui encontramos duas cria\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ol>\n<li>o pr\u00f3prio Homem,<\/li>\n<li>a pr\u00f3pria alma viva.<\/li>\n<\/ol>\n<p>E o verso diz que o homem foi criado, como poeira do solo, isto \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o de part\u00edculas nas quais reside a ess\u00eancia do homem, significando seu \u2018desejo de receber\u2019. Esse desejo de receber est\u00e1 presente, como esclarecemos, em cada part\u00edcula da realidade, da qual emanam os quatro tipos: inanimado, vegetativo, animado e falante. Nesse aspecto o homem n\u00e3o se diferencia de nenhuma das outras partes da cria\u00e7\u00e3o, como o verso diz: \u2018p\u00f3 do solo\u2019.<\/p>\n<p>Mas vimos que essa for\u00e7a, chamada o Desejo de Receber, n\u00e3o pode existir sem revestir um objeto desejado e agir nele, uma a\u00e7\u00e3o chamada Vida. E assim chegamos a que, antes que o homem tivesse chegado \u00e0s formas humanas de recep\u00e7\u00e3o do prazer, que diferem daquelas de outros animais, ele era considerado como uma pessoa sem vida, morta. Isto \u00e9 assim porque seu desejo de receber n\u00e3o tinha lugar para revestir e expor suas a\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o as manifesta\u00e7\u00f5es da vida.<\/p>\n<p>E est\u00e1 dito: \u2018e soprou em suas narinas o sopro da vida\u2019, que \u00e9 a forma geral de recep\u00e7\u00e3o apropriada para o homem. As palavras \u2018sopro da\u2019 em hebraico assumem o significado de \u2018valor\u2019, e a origem da palavra \u2018sopro\u2019 \u00e9 entendida do verso: \u2018O esp\u00edrito de Deus me fez, e o sopro do Todo-Poderoso deu-me vida\u2019 (Job, 33,4). A palavra alma (Neshamah) tem a mesma estrutura das palavras \u2018ausente\u2019 (Nifkad), \u2018acusado\u2019 (Ne\u2019esham) e assim por diante.<\/p>\n<p>E o significado das palavras \u2018e soprou em suas narinas\u2019 \u00e9 que ele inseriu em si mesmo uma alma (Neshamah) e uma aprecia\u00e7\u00e3o da vida, que \u00e9 a soma total das formas que valem a recep\u00e7\u00e3o, segundo seu Desejo de Receber.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o essa for\u00e7a, o desejo de receber, que se continha em suas part\u00edculas, encontrou um lugar para se revestir de uma forma e agir, o que significa, naquelas formas de recep\u00e7\u00e3o que ele atingiu do Senhor, e essa a\u00e7\u00e3o, como dissemos, \u00e9 chamada Vida.<\/p>\n<p>E o verso conclui: \u2018e o homem tornou-se uma alma viva\u2019. Isto quer dizer que, no momento em que o desejo de receber come\u00e7ou a agir na medida daquelas formas de recep\u00e7\u00e3o, a vida instantaneamente se revelou nele, e ele \u2018tornou-se uma alma viva\u2019. Por\u00e9m, antes de atingir essas formas de recep\u00e7\u00e3o, embora a for\u00e7a do Desejo de Receber tenha sido impressa nele, ele ainda \u00e9 considerado um corpo sem vida, porque n\u00e3o h\u00e1 lugar para que a a\u00e7\u00e3o venha a ser.<\/p>\n<p>E como dissemos acima, embora a ess\u00eancia do homem seja apenas o Desejo de Receber, ele ainda \u00e9 considerado a metade do total, porque ele precisa se revestir numa realidade que surja em seu caminho. Por essa raz\u00e3o, o desejo de receber e a imagem de sua posse s\u00e3o de fato a mesma coisa, pois de outro modo ele n\u00e3o teria o direito de existir nem mesmo por um momento.<\/p>\n<p>Assim, quando a m\u00e1quina do corpo est\u00e1 em seu auge, ou seja, at\u00e9 a meia-idade, seu \u2018ego\u2019 mant\u00e9m-se erguido em toda a altura que lhe foi impressa no nascimento. Por causa disso ele sente em si mesmo uma grande quantidade de desejo de receber, ou seja, ele quer atingir riqueza, honra ou qualquer coisa que surja em seu caminho. Isso \u00e9 por causa da perfei\u00e7\u00e3o do \u2018ego\u2019 humano, que atrai formas de estruturas e conceitos, de que se reveste, e se sustenta atrav\u00e9s delas.<\/p>\n<p>Mas, quando a metade da vida tiver transcorrido, come\u00e7am os dias de decl\u00ednio, que por defini\u00e7\u00e3o s\u00e3o seus dias de morrer. Isto \u00e9 porque a pessoa n\u00e3o morre em um instante, assim como foi trazida \u00e0 vida. Em vez disso, essa vela, sendo o seu \u2018ego\u2019, enfraquece e morre pouco a pouco, e com ela morrem as imagens e as posses que ele quer receber.<\/p>\n<p>Daqui por diante a pessoa come\u00e7a a deixar de lado muitas das posses com que sonhou em sua juventude, e tamb\u00e9m as maiores posses, conforme os anos v\u00e3o passando, at\u00e9 que em seus dias de velhice, quando a sombra da morte paira sobre ela, a pessoa se encontra em \u2018tempos sem pedido\u2019. Isso \u00e9 assim porque seu desejo de receber, que \u00e9 seu \u2018ego\u2019, enfraquece e morre e tudo o que sobra \u00e9 uma min\u00fascula centelha, oculta do olhar, o que significa que n\u00e3o \u00e9 revestida de nenhuma expectativa de benef\u00edcio. Assim n\u00e3o h\u00e1 pedido e esperan\u00e7a nesses dias, para nenhuma esp\u00e9cie de recep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, provamos que o desejo de receber, junto com a imagem do objeto que se espera receber, s\u00e3o uma \u00fanica coisa. E sua revela\u00e7\u00e3o \u00e9 igual, sua estatura \u00e9 igual, e assim a dura\u00e7\u00e3o de seus dias. Por\u00e9m, aqui h\u00e1 uma distin\u00e7\u00e3o significativa, na forma de rendi\u00e7\u00e3o, na \u00e9poca do decl\u00ednio da vida. Pois essa rendi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 resultado de saciedade, mas de desespero. Quer dizer que quando o \u2018ego\u2019 come\u00e7a a morrer, durante o tempo do decl\u00ednio, ele sente sua pr\u00f3pria fraqueza e a aproxima\u00e7\u00e3o da morte. Assim ele deixa de lado e desiste dos sonhos e esperan\u00e7as de sua juventude.<\/p>\n<p>Observem cuidadosamente a rendi\u00e7\u00e3o devida \u00e0 saciedade, que n\u00e3o causa tristeza e n\u00e3o pode ser chamada de \u2018morte parcial\u2019, mas como um operador que cessou de operar. De fato o abandono causado pelo desespero \u00e9 pleno de dor e tristeza, e por isso pode ser chamado de \u2018morte parcial\u2019.<\/p>\n<h3>A liberta\u00e7\u00e3o do Anjo da Morte.<\/h3>\n<p>E agora, ap\u00f3s tudo o que aprendemos, encontramos uma maneira de compreender as palavras de nossos s\u00e1bios em seu verdadeiro significado, quando eles disseram: \u2018Entalhado (charut) nas pedras. N\u00e3o pronuncie entalhado (charut), mas sim, \u2018liberdade\u2019 (cherut), pois eles foram libertados do anjo da morte. Pois como foi dito nos artigos \u2018A Revela\u00e7\u00e3o da Divindade\u2019 (Matan Torah) e O V\u00ednculo (Ha\u2019arvut), antes da recep\u00e7\u00e3o da Torah, eles se propuseram a dar fim a qualquer propriedade privada, na medida em que se expressa pelas palavras \u2018Um Reino de Sacerdotes\u2019 (Mamlechet Cohanim), e eles se propuseram a assumir o prop\u00f3sito da cria\u00e7\u00e3o, de ascender a Ele em equival\u00eancia de forma, e como Ele doa e n\u00e3o recebe, eles doar\u00e3o e n\u00e3o receber\u00e3o, o que \u00e9 o maior grau de ades\u00e3o, expresso pelas palavras Na\u00e7\u00e3o Santa, como se diz no final do artigo \u2018O V\u00ednculo\u2019.<\/p>\n<p>E assim conduzi voc\u00eas a compreender que a ess\u00eancia do homem, seu pr\u00f3prio ser, definido pelo desejo de receber, \u00e9 somente a metade, e n\u00e3o pode existir sen\u00e3o revestindo-se em alguma imagem de benef\u00edcio ou em esperan\u00e7a de um benef\u00edcio. Pois somente ent\u00e3o nossa mat\u00e9ria est\u00e1 completa, e pode ser chamada a Ess\u00eancia do Homem.<\/p>\n<p>Resulta que quando os Filhos de Israel atingiram completa ades\u00e3o, nessa santa ocasi\u00e3o, seus vasos de recep\u00e7\u00e3o tinham sido completamente esvaziados de todos os benef\u00edcios mundanos, e tinham ascendido a Ele em equival\u00eancia de forma. Isso significa que eles n\u00e3o tinham nenhum desejo de possuir algo para si mesmos, mas somente na medida em que eles pudessem doar contentamento e que seu Autor pudesse se deliciar com eles.<\/p>\n<p>E quando seu desejo de receber se revestiu da imagem desse objeto, ele se revestiu e se vinculou a ele em uma completa unifica\u00e7\u00e3o. Assim, certamente eles se libertaram do anjo da morte, pois a morte \u00e9 necessariamente um aspecto de aus\u00eancia e nega\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de um certo objeto. Mas somente enquanto h\u00e1 uma centelha que deseja existir para seu pr\u00f3prio prazer, pode-se dizer que essa centelha n\u00e3o existe, mas sim que est\u00e1 ausente, e morta.<\/p>\n<p>Mas se n\u00e3o houver uma tal centelha no homem, mas todas as centelhas de sua ess\u00eancia se revestirem da forma de doa\u00e7\u00e3o de contentamento ao seu Autor, ent\u00e3o ele n\u00e3o estar\u00e1 ausente nem morto. Pois mesmo quando o corpo se anula, ele somente se anula sob o aspecto da recep\u00e7\u00e3o de auto-gratifica\u00e7\u00e3o, no qual o desejo de receber est\u00e1 revestido, e n\u00e3o tem direito de existir sen\u00e3o atrav\u00e9s dessa recep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, quando a pessoa anseia pelo prop\u00f3sito da cria\u00e7\u00e3o, e Deus tem prazer nela, pois Sua vontade est\u00e1 sendo cumprida, a ess\u00eancia do homem se reveste do contentamento do Criador e ele atinge total imortalidade, assim como Ele. Resulta que agora ele atingiu a liberdade do anjo da morte. Como se diz no Midrash: \u2018Liberdade do anjo da morte\u2019. E na Mishnah: \u2018Entalhado (charut) nas pedras\u2019. N\u00e3o pronunciem \u2018charut\u2019 (entalhado), mas sim \u2018cherut\u2019 (liberdade), pois n\u00e3o h\u00e1 homem livre, sen\u00e3o aquele que estuda a Cabala<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Cabalista Rabbi Yehuda Ashlag Fonte: http:\/\/www.kabbalah.info\/brazilkab\/liberdade.htm &#8220;Para mostrar que eles est\u00e3o livres do anjo da morte.&#8221; (Midrash Shmot Raba, 41) Essas palavras precisam ser explicadas. Porque qual \u00e9 o tema da recep\u00e7\u00e3o da Torah relacionado com a liberta\u00e7\u00e3o da morte? Al\u00e9m disso, uma vez que eles tenham atingido um corpo eterno que n\u00e3o pode &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/cih.org.br\/?p=321\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":9691,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-321","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-qabalah","nodate","item-wrap"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/321","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/9691"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=321"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/321\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=321"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=321"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=321"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}