{"id":204,"date":"2012-04-11T17:19:04","date_gmt":"2012-04-11T17:19:04","guid":{"rendered":"https:\/\/cih.org.br\/?p=204"},"modified":"2012-04-11T17:19:04","modified_gmt":"2012-04-11T17:19:04","slug":"arquitetura-da-mente-a-percepcao-da-realidade-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cih.org.br\/?p=204","title":{"rendered":"Arquitetura da Mente &#8211; A Percep\u00e7\u00e3o da Realidade 2"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>Autor\/Fonte: <\/strong>Rav Jaim D. Zukerwar (<a href=\"http:\/\/www.halel.org\/\">http:\/\/www.halel.org<\/a>)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>Tradu\u00e7\u00e3o: <\/strong>Frater Goya (Anderson Rosa)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">\u00a0<strong>As formas de apreender a Realidade<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>Quatro S\u00e1bios \u201centraram\u201d no PaRD\u00e9S: Ben Az\u00e1i, Ben Zom\u00e1, Ajer (Elish\u00e1 Ben Ab\u00faya) e Rab\u00ed Akiva.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Ben Az\u00e1i veio e morreu, Ben Zom\u00e1 observou e enloqueceu, Ajer cortou as amarras, e Rab\u00ed Akiva saiu em paz.<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>Talmud Babli Tratado Jaguig\u00e1 14.2<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Por que somente Rabi Akiva conseguiu entrar e sair em paz? E quanto aos outros tr\u00eas S\u00e1bios? Por que um perdeu a vida, o segundo a raz\u00e3o e o terceiro perdeu a compreens\u00e3o superior abandonando o caminho da <em>Tora<\/em>? Para decifrar estas quest\u00f5es devemos saber previamente que \u00e9 o mencionado\u201dPaRD\u00e9S\u201d, e que percebeu cada um destes S\u00e1bios.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">O voc\u00e1bulo <strong><em>PaRD\u00e9S<\/em><\/strong> &#8211; <\/span><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">\u00a0significa literalmente <strong>prado<\/strong>. <\/span><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Este conceito, que aparece em diversos textos tradicionais, alude \u00e0s quatro formas b\u00e1sicas de compreens\u00e3o da realidade. As letras de dita palavra formam quatro perspectivas atrav\u00e9s das quais compreendemos <em>Tor\u00e1<\/em>. A primeira inicial do voc\u00e1bulo <strong><em>PaRD\u00e9S <\/em><\/strong>&#8211; <\/span><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">\u00a0indica o <strong><em>Pshat<\/em><\/strong>, o <strong>simples<\/strong>, o relato literal da <em>Tor\u00e1<\/em>. A segunda inicial alude ao <\/span><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">\u00a0<strong><em>Remez <\/em>\u2013 insinua\u00e7\u00e3o &#8211;<\/strong> que lhe d\u00e1 uma dimens\u00e3o mais profunda ao relato, dado que os personagens, as situa\u00e7\u00f5es e todos os detalhes apresentados pela <em>Tor\u00e1<\/em>, inclusive as letras, nos transmiten uma mensagem. A terceira inicial <\/span><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">\u00a0nos indica o <strong><em>Drash <\/em><\/strong>que prov\u00e9m do verbo <strong>exigir<\/strong> (<\/span><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">). Esta leitura encerra uma busca na qual o homem <strong>exige<\/strong> o significado interior que o texto quer transmitir. A \u00faltima inicial do <strong><em>pard\u00e9s<\/em><\/strong> <\/span><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">\u00a0nos indica o <strong><em>Sod<\/em><\/strong>, literalmente <strong>segredo<\/strong>. O Z\u00f3har, um dos livros fundamentais da Sabedoria da<em> Kabal\u00e1<\/em>, define o Sod como <strong>causa<\/strong>, j\u00e1 que quem conhece a causa conhece a conseq\u00fc\u00eancia, quer dizer, o <strong>\u00absegredo\u00bb<\/strong>. O <strong><em>Sod<\/em><\/strong> nos revela os princ\u00edpios espirituais que regem todos os \u00e2mbitos da realidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>Ben Az\u00e1i, Ben Zom\u00e1, Ajer <\/strong>e<strong> Rab\u00ed Akiva<\/strong> nos indicam quatro formas gerais de compreens\u00e3o \u00e1s quais os homens s\u00e3o capazes de atingir quando querem alcan\u00e7ar a Plenitude de tudo que foi criado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>Ben Az\u00e1i viu e morreu<\/strong>. Este S\u00e1bio pensou que anulando a rela\u00e7\u00e3o com o mundo material-sensorial o homem alcan\u00e7a o objetivo para o qual foi criado. A realidade material-sensorial \u00e9 nociva quando se transforma em um fim em si mesma, ent\u00e3o se converte na fonte de todos os sofrimentos. Por outro lado, quando a tomamos como um meio, se transforma num instrumento\u00a0 para que a Plenitude Infinita se expanda em todos os \u00e2mbitos da realidade. A <em>Tora<\/em> n\u00e3o nos pede para anular o desejo, j\u00e1 que o desejo \u00e9 o recipiente para receber a plenitude (sem desejo n\u00e3o podemos desfrutar). A <em>Tor\u00e1<\/em> nos ensina a forma correta de relacionarmo-nos com o desejo: altru\u00edsmo. Bem Azai observou o potencial que surge ao nos confrontarmos com o desafio de harmonizar todos os planos e aspectos da realidade, a qual faz fluir a plenitude de toda a Cria\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>Ben Zom\u00e1 observou e enlouqueceu<\/strong>. Sua intui\u00e7\u00e3o e imagina\u00e7\u00e3o foram mais poderosas que seu discernimento. <strong>Bem Zom\u00e1<\/strong> foi um S\u00e1bio que se deliciava em analisar dezenas de vezes um conceito at\u00e9 compreende-lo em seus detalhes e implic\u00e2ncias mais rec\u00f4nditas. \u00c9 poss\u00edvel que o homem apreenda intelectualmente a medida de tudo, j\u00e1 que a realidade do <em>Kad\u00f3sh Bar\u00faj H\u00fa<\/em> \u00e9 infinita (<em>Ein-Sof<\/em>). O verdadeiro conceito espiritual transcendo todo limite. O acesso \u00e0 realidade espiritual \u00e9 poss\u00edvel unicamente quando transcendemos o \u00e2mbito do mensur\u00e1vel. Isto \u00e9 similar ao amor, que para ser completo deve estar sobre toda medida. Enquanto medimos ainda n\u00e3o h\u00e1 amor, h\u00e1 conhecimento. Somente quando transcendemos \u00e0 medida chegamos \u00e0 entrega, ao amor, que est\u00e1 al\u00e9m de todo limite. Ent\u00e3o passamos do conhecer ao ser. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>Ajer perdeu a compreens\u00e3o superior abandonando o caminho da <em>Tor\u00e1<\/em><\/strong>. Quando o discernimento \u00e9 usado para justificar a debilidade humana ao inv\u00e9s de superarmos em prol do completo, o altru\u00edsmo, perdemos o objetivo. Este S\u00e1bio, influenciado pelos gregos, realizou seu discernimento de acordo com o pensamento filos\u00f3fico, o qual se baseia em adaptar as normas de conduta \u00e0s debilidades humanas. Por outro lado, quando atuamos baseados em princ\u00edpios objetivos-<em>mitzv\u00f3t<\/em>, se ativa harmonicamente todo o potencial humano transformando o desejo de receber inconsciente em vontade consciente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>Rab\u00ed Akiva entrou em paz, e saiu em paz.\u00a0 <\/strong>Rab\u00ed Akiva conseguiu a compreens\u00e3o que nos permite harmonizar a rela\u00e7\u00e3o entre o geral e o particular, o objetivo e a forma para alcan\u00e7a-lo (ver item 67). Como expressamos no item 49, o pensamento \u00e9 o resultado de como intelectualizamos a vontade e o desejo. A vontade e o desejo limitam ou expandem a realidade dos homens, j\u00e1 que s\u00e3o eles os que d\u00e3o ao pensamento o marco onde atuar e desenvolver-se. Isto \u00e9 determinante at\u00e9 o ponto que grandes S\u00e1bios, como vimos neste item, podem cair presos em diferentes \u00e2mbitos da compreens\u00e3o; limitando assim sua percep\u00e7\u00e3o da realidade, em hebraico <em>hasag\u00e1<\/em> (consultar item 25). <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Times New Roman;\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;\">Os quatro S\u00e1bios que s\u00e3o descritos por nossa tradi\u00e7\u00e3o representam quatro formas de compreender a Sabedoria da <em>Kabal\u00e1<\/em> e portanto de apreender a realidade, de onde somente a quarta conduz \u00e0 verdadeira consci\u00eancia. Somente neste quarto \u00e2mbito, o <strong>Sod<\/strong> (da <em>Kabal\u00e1<\/em>), o homem pode lograr a liberdade; sendo que ao apreender as causas come\u00e7a a compreender as conseq\u00fc\u00eancias, descobrindo assim em todos os aspectos da vida ao Uno sem segundo, o <em>Kad\u00f3sh Bar\u00faj H\u00fa<\/em>.<\/span><br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor\/Fonte: Rav Jaim D. Zukerwar (http:\/\/www.halel.org) Tradu\u00e7\u00e3o: Frater Goya (Anderson Rosa) \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0As formas de apreender a Realidade Quatro S\u00e1bios \u201centraram\u201d no PaRD\u00e9S: Ben Az\u00e1i, Ben Zom\u00e1, Ajer (Elish\u00e1 Ben Ab\u00faya) e Rab\u00ed Akiva. Ben Az\u00e1i veio e morreu, Ben Zom\u00e1 observou e enloqueceu, Ajer cortou as amarras, e Rab\u00ed Akiva saiu em paz. 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