{"id":1865,"date":"2023-12-30T18:21:09","date_gmt":"2023-12-30T18:21:09","guid":{"rendered":"https:\/\/cih.org.br\/?p=1865"},"modified":"2024-01-15T13:02:28","modified_gmt":"2024-01-15T13:02:28","slug":"pronuncia-do-sistema-enochiano-para-o-portugues-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cih.org.br\/?p=1865","title":{"rendered":"Pron\u00fancia do Sistema Enochiano para o Portugu\u00eas Brasileiro"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Frater Goya e Frater Melquisedeque<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema de magia enoquiano nascido da colabora\u00e7\u00e3o entre John Dee e Edward Kelley no per\u00edodo elisabetano apresenta-se como um enorme desafio aos estudiosos e praticantes, dentre diversos motivos, pelo seu sistema obscuro de nota\u00e7\u00e3o m\u00e1gica. Este breve ensaio se prop\u00f5e a oferecer alguns coment\u00e1rios sobre a hist\u00f3ria e a sistematiza\u00e7\u00e3o desse sistema de nota\u00e7\u00e3o, com o objetivo de auxiliar o iniciante falante de portugu\u00eas a entender sua l\u00f3gica, bem como oferecer exemplos de pron\u00fancia dos fonemas (sons) e translitera\u00e7\u00e3o (escrita das palavras enoquianas no alfabeto da l\u00edngua portuguesa) que comp\u00f5em o sistema de John Dee que se relacionem com o portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pron\u00fancia de Palavras Enoquianas \u2013 Uma discuss\u00e3o infind\u00e1vel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pron\u00fancia das palavras em enoquiano muitas vezes parece estranha ou dif\u00edcil ao estudante, e tamb\u00e9m dif\u00edcil de se lembrar, pois a maior parte das letras parece dispostas aleatoriamente. As palavras enochianas s\u00e3o formadas a partir de quadrados m\u00e1gicos, como aqueles presentes no&nbsp;<em>Mysteriorum Libri Quinque, Sloane Ms. 3188<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tabelas.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"574\" src=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tabelas-1024x574.png\" alt=\"Um exemplo das tabelas do Sloane Ms.3188.\" class=\"wp-image-1866\" srcset=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tabelas-1024x574.png 1024w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tabelas-300x168.png 300w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tabelas-768x431.png 768w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tabelas-420x236.png 420w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tabelas.png 1111w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Um exemplo das tabelas do Sloane Ms.3188.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A forma que as palavras enoquianas eram pronunciadas por Dee e Kelley \u00e9 desconhecida atualmente. Pode-se fazer algum tipo de aproxima\u00e7\u00e3o a partir de como era pronunciado o ingl\u00eas naquele momento hist\u00f3rico, por\u00e9m, n\u00e3o temos como garantir ou aferir que essa informa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se aplique de modo irrestrito para palavras enoquianas. Antes de seguir adiante em qualquer racioc\u00ednio, \u00e9 importante salientar ao leitor alguns pontos curiosos:<\/p>\n\n\n\n<p>1) N\u00e3o h\u00e1 qualquer registro gravado de voz que nos informe como era a pron\u00fancia correta da l\u00edngua Enoquiana conforme compreendida por Edward Kelley e que esse transmitiu a Dee e tampouco uma garantia que ambos pronunciassem as palavras da mesma maneira;<\/p>\n\n\n\n<p>2) At\u00e9 o presente momento, n\u00e3o temos uma comprova\u00e7\u00e3o de que Anjos<a href=\"#sdfootnote1sym\" id=\"sdfootnote1anc\"><sup>1<\/sup><\/a>&nbsp;possuam cordas vocais, e portanto, tampouco que eles possam emitir qualquer som articulado de forma aud\u00edvel. Havendo ou n\u00e3o som articulado, \u00e9 preciso tamb\u00e9m cogitar se Kelley entendeu os sons corretamente conforme ouviu (ou viu, durante as sess\u00f5es de vid\u00eancia), e se conseguiu transmitir de forma fidedigna a Dee, que de alguma forma transcreveu essa pron\u00fancia tamb\u00e9m da forma correta, conforme ouviu de Kelley.<\/p>\n\n\n\n<p>3) O ingl\u00eas era a l\u00edngua dos falantes (Dee e Kelley), mas os livros eram em sua maioria, escritos em latim, conforme observa Leo Vinci:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>John Dee usou o ingl\u00eas em muitas de suas obras para as pessoas que sabiam ler. Ele foi um escritor muito prol\u00edfico e alguns impressores n\u00e3o aceitaram algumas de suas obras por serem muito longas. A primeira edi\u00e7\u00e3o do livro Mona<\/em><em>s<\/em><em>&nbsp;Hieroglyphica de Dee e a maioria dos livros da \u00e9poca foram escritos em latim, porque o latim era o idioma dos estudiosos, das pessoas civilizadas e cultas da \u00e9poca, independentemente de sua l\u00edngua nativa. Isso significava que a obra poderia ser lida em quase todos os lugares do mundo civilizado, independentemente do idioma<\/em>.\u201d<a href=\"#sdfootnote2sym\" id=\"sdfootnote2anc\"><sup>2<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>4) Apesar de algumas defesas de uma pron\u00fancia similar ao hebraico, Dee inicialmente fez uma tentativa com a transcri\u00e7\u00e3o usando letras gregas, e depois desistiu.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tfr-greek-3188a.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"624\" height=\"155\" src=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tfr-greek-3188a.png\" alt=\"M\u00a0S. 3188 (fl.68v)\u00a0a palavra grega, \u03bb\u03bf\u03b3\u03bf\u03c2, das primeiras tentativas de transcri\u00e7\u00e3o do enoquiano.\" class=\"wp-image-1858\" srcset=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tfr-greek-3188a.png 624w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tfr-greek-3188a-300x75.png 300w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tfr-greek-3188a-420x104.png 420w\" sizes=\"auto, (max-width: 624px) 100vw, 624px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">M&nbsp;S. 3188 (fl.68v)&nbsp;a palavra grega, \u03bb\u03bf\u03b3\u03bf\u03c2, das primeiras tentativas de transcri\u00e7\u00e3o do enoquiano.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/3188-70.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"193\" src=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/3188-70-1024x193.png\" alt=\"MS. 3188 (fl.70r)\" class=\"wp-image-1867\" srcset=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/3188-70-1024x193.png 1024w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/3188-70-300x56.png 300w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/3188-70-768x144.png 768w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/3188-70-420x79.png 420w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/3188-70.png 1138w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">MS. 3188 (fl.70r) \u2013 contendo o trecho \u201cSe cada lado contiver 49 fileiras, e cada fileira exigir tanto tempo para ser recebida quanto esta, pode parecer que ser\u00e1 necess\u00e1rio um tempo muito longo para o recebimento dessa doutrina. Mas se for do agrado dos deuses, gostar\u00edamos de ter um resumo ou uma forma abreviada, por meio da qual poder\u00edamos estar mais cedo no trabalho do minist\u00e9rio de Deus\u201d.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>5) John Dee era um falante da l\u00edngua inglesa, e portanto, \u00e9 compreens\u00edvel que mesmo sendo conhecedor de outras l\u00ednguas, como o latim e o hebraico, ao escrever\/compreender aquilo que foi transmitido por vid\u00eancia, ele acabasse favorecendo a sonoridade o \u201csotaque\u201d ou o jeito ingl\u00eas de formar uma frase, o que \u00e9 percebido pelos estudiosos, como Laycock, Leitch, ou Vinci. Laycock ainda defende que a sintaxe \u00e9 excessivamente pr\u00f3xima do ingl\u00eas, mais do que de qualquer outro idioma europeu ou sem\u00edtico<a id=\"sdfootnote3anc\" href=\"#sdfootnote3sym\"><sup>3<\/sup><\/a>, apesar de ter sido ditado em um ambiente que n\u00e3o utiliza a l\u00edngua inglesa, no caso, a Crac\u00f3via, na Pol\u00f4nia, ap\u00f3s seis anos de sua sa\u00edda da Inglaterra<a id=\"sdfootnote4anc\" href=\"#sdfootnote4sym\"><sup>4<\/sup><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>6) Os textos estudados pelos praticantes da Magia Enoquiana no Brasil no geral s\u00e3o escritos por autores falantes de l\u00edngua inglesa, o que n\u00e3o ajuda muito, pois mesmo havendo boas inten\u00e7\u00f5es bastante sinceras, a perpetua\u00e7\u00e3o do ingl\u00eas como l\u00edngua normativa, acaba tendo uma fun\u00e7\u00e3o muito mais no papel de refor\u00e7ar o ingl\u00eas como l\u00edngua de uma na\u00e7\u00e3o colonizadora, euroc\u00eantrica, sem um apoio maior do que a submiss\u00e3o do leitor, quanto \u00e0 superioridade intelectual destes. E embora na pr\u00e1tica Acad\u00eamica atual o ingl\u00eas seja a l\u00edngua franca, desejo deixar bem claro aos leitores, que o foco aqui n\u00e3o \u00e9 uma troca Acad\u00eamica, mas sim facilitar o acesso ao praticante brasileiro especificamente, principalmente baseado no fato de que, apesar de muito difundido, o acesso \u00e0 l\u00edngua inglesa pelo brasileiro m\u00e9dio, ainda pode ser entendido como um acesso elitizado, e queremos aqui derrubar barreiras, e n\u00e3o ampli\u00e1-las. Ainda vivemos num pa\u00eds de desigualdades, e como magista e autor capaz de ajudar a moldar novos pensamentos e atitudes nos leitores, buscamos diminuir dist\u00e2ncias e oferecer acesso.<\/p>\n\n\n\n<p>E por que pensar dessa forma? Sendo a l\u00edngua enoquiana uma l\u00edngua revelada por meios angelicais, n\u00e3o faz o menor sentido pensarmos que uma divindade privilegiaria o ingl\u00eas como base de uma l\u00edngua revelada. Ou seja, a ado\u00e7\u00e3o de uma \u201csonoridade inglesa\u201d n\u00e3o traz nenhum benef\u00edcio \u00e0 pr\u00e1tica, ou se sustenta como \u201ca mais correta\u201d, pois como dito acima, sequer sabemos como era a pron\u00fancia do s\u00e9culo XVI e XVII. Inclusive em termos a sintaxe da \u00e9poca difere da atual, conforme apontado por Benjamin Rowe<a href=\"#sdfootnote5sym\" id=\"sdfootnote5anc\"><sup>5<\/sup><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Leo Vinci aponta uma posi\u00e7\u00e3o sobre este tema que serve como ponto de reflex\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMadeline, no in\u00edcio do trabalho, achava que qualquer outra forma de pron\u00fancia que n\u00e3o fosse o sistema da Golden Dawn n\u00e3o funcionaria bem, talvez nem funcionasse e, quanto a isso, n\u00e3o tenho d\u00favidas de que ela era sincera em suas opini\u00f5es. Eu estava feliz em usar a Golden Dawn como ponto de partida e h\u00e1 muito tempo penso que os Poderes muitas vezes tomam a \u2018inten\u00e7\u00e3o como prop\u00f3sito\u2019, especialmente quando a&nbsp;<em>inten\u00e7\u00e3o \u00e9 sincera e honesta<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o discordei da proposta de um sistema de pron\u00fancia no dicion\u00e1rio original. O que me desagradou foi a infer\u00eancia de que era assim que \u2018<em>deveria ser feito<\/em>\u2019. O que eu queria escrever era que essa era&nbsp;\u2018<em>uma maneira de fazer isso<\/em>\u2019 e explicar ao leitor que o sistema oferecido era amplamente baseado em um sistema usado por uma respeitada Ordem Oculta, e por isso foi usado para manter um senso de continuidade com o passado. N\u00e3o foi com a inten\u00e7\u00e3o do cap\u00edtulo que discordei, mas com a maneira autorit\u00e1ria de apresent\u00e1-lo\u201d.<a href=\"#sdfootnote6sym\" id=\"sdfootnote6anc\"><sup>6<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>7) A pron\u00fancia disseminada pela&nbsp;<em>Golden Dawn<\/em>&nbsp;\u00e9 talvez a mais aplicada atualmente pelos praticantes do sistema, e ela baseia-se numa t\u00e9cnica bastante utilizada pelos cabalistas chamada de \u201cpron\u00fancia estendida\u201d, ou seja: quando&nbsp;tem&nbsp;uma palavra&nbsp;cuja&nbsp;pron\u00fancia correta desconhe\u00e7o, eu leio&nbsp;a mesma&nbsp;letra a letra, como no conhecido&nbsp;<em>Tetragrammaton<\/em>,&nbsp;<strong>I<\/strong><strong>HVH<\/strong>: seria pronunciado&nbsp;<em>I\u00fad-R\u00ea-V\u00e1v-R\u00ea<\/em>.&nbsp;Aqui o problema principal consiste no fato de que a l\u00edngua&nbsp;enoquiana n\u00e3o \u00e9 hebraico. E lembro ao leitor que acima cito o fato de Dee tentar associ\u00e1-la&nbsp;inicialmente ao grego. Logo, n\u00e3o faz sentido usar a pron\u00fancia inglesa como elemento norteador e tampouco o hebraico, pois a ideia \u00e9 que o&nbsp;enoquiano \u00e9 uma l\u00edngua em si, e n\u00e3o algo criado&nbsp;e tal fato&nbsp;negaria&nbsp;a origem \u201cdivina\u201d da mesma.&nbsp;Ao mesmo tempo, n\u00e3o encontra tampouco respaldo na an\u00e1lise feita por Laycock que comenta:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u2026Mas \u00e9 evidente que n\u00e3o h\u00e1 nada surpreendentemente \u201cn\u00e3o ingl\u00eas\u201d na gram\u00e1tica: nenhum tra\u00e7o do caso de constru\u00e7\u00e3o ou dos plurais irregulares do hebraico ou do \u00e1rabe, nenhuma indica\u00e7\u00e3o clara de casos m\u00faltiplos ou formas verbais complexas, como no latim e no grego. A gram\u00e1tica sugere ainda mais o ingl\u00eas, com a remo\u00e7\u00e3o dos artigos (\u2018a\u2019 e \u2018o, a, os, as\u2019) e das preposi\u00e7\u00f5es, e com algumas irregularidades para confundir o quadro\u201d<a href=\"#sdfootnote7sym\" id=\"sdfootnote7anc\"><sup>7<\/sup><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, n\u00e3o h\u00e1 nenhum motivo para buscar um parentesco de pron\u00fancia entre hebraico e o enoquiano, que n\u00e3o parta de uma a\u00e7\u00e3o deliberada de criar um v\u00ednculo que n\u00e3o existe, e que ao longo do tempo pode ter um efeito que cria mais confus\u00e3o do que esclarecimento, al\u00e9m de demonstrar uma certa ingenuidade na \u00e9poca da&nbsp;<em>Golden Dawn<\/em>&nbsp;(ou ser\u00e1 mal\u00edcia?) de tentar a todo tempo fazer algo autojustificado, mas ao mesmo tendo poucas informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis. Isso \u00e9 no m\u00ednimo algo temer\u00e1rio de se fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>8) A suposta origem divina da l\u00edngua enoquiana levanta outra quest\u00e3o fundamental: Se \u00e9 uma l\u00edngua revelada, ela n\u00e3o precisa da interfer\u00eancia de uma l\u00edngua humana e basta por si. Quaisquer outras infer\u00eancias colocam em xeque essa perspectiva.<\/p>\n\n\n\n<p>O que nos leva a um outro pensamento que segue uma linha que talvez esbarre num pensamento desconfortavelmente \u2018perenialista\u2019<a href=\"#sdfootnote8sym\" id=\"sdfootnote8anc\"><sup>8<\/sup><\/a>, pois segundo essa linha de pensamento, a revela\u00e7\u00e3o que ocorre ao profeta \u2013 aquele que recebe a mensagem, ou seja, Kelley como vidente, \u00e9 uma revela\u00e7\u00e3o de ordem prim\u00e1ria, que pode ser atrav\u00e9s, de fala, pensamento ou qualquer tipo de comunica\u00e7\u00e3o que possa existir entre o emissor (os Anjos) e o receptor (Kelley) n\u00e3o necessita de palavras como as conhecemos, mas precisa ser compreendida pelo receptor e dessa forma, sempre acabar\u00e1 por ser afunilada (presumindo-se \u00e9 claro, que o emissor possua um conhecimento superior ao do receptor).<\/p>\n\n\n\n<p>Se a mensagem for recebida por algu\u00e9m cujo conhecimento n\u00e3o consegue expressar a mensagem, este oferecer\u00e1 uma interpreta\u00e7\u00e3o limitada ao seu entendimento. Essa limita\u00e7\u00e3o implicaria em uma perda parcial da mensagem inicial, e ao transmiti-la a outra pessoa, como um escriba (Dee, no caso), j\u00e1 seria uma tradi\u00e7\u00e3o de segundo grau, e o pr\u00f3prio escriba necessitaria tamb\u00e9m adequar aquele conte\u00fado ao seu entendimento, e dai teremos uma nova quebra no registro, e tamb\u00e9m teremos outra perda quando o leitor das palavras do escriba (que n\u00e3o s\u00e3o nem do profeta e tampouco do Anjo ou ser que a transmitiu) tamb\u00e9m ter\u00e1 seu filtro intelectual, emocional, mental, hist\u00f3rico, sociopol\u00edtico, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, a menos que se tenha a revela\u00e7\u00e3o de ordem prim\u00e1ria, toda e qualquer an\u00e1lise ou registro de uma poss\u00edvel l\u00edngua enoquiana sempre esbarrar\u00e1 no filtro humano como receptor. Todo e qualquer discurso acerca do tema acabar\u00e1 por revelar muito mais sobre o argumentador do que da l\u00edngua enoquiana e sua pron\u00fancia propriamente dita.<\/p>\n\n\n\n<p>9) Uma perspectiva que devemos adicionar aqui, \u00e9 das Chamadas Enoquianas, que s\u00e3o o referencial de onde se deduz a l\u00edngua e seu significado, serem um texto que pode ser lido ou executado de diversas formas. Em meus cursos eu demonstro grava\u00e7\u00f5es de Crowley, Regardie e Duquette realizando as chamadas, cada um \u00e0 sua maneira, sendo que todos soam de forma bastante diferente um do outro. Isso invalidaria suas pron\u00fancias ou interpreta\u00e7\u00f5es?<\/p>\n\n\n\n<p>A chave da compreens\u00e3o neste ponto \u00e9 a palavra&nbsp;<strong>interpreta\u00e7\u00e3o<\/strong>. Se pensarmos nas chamadas como um texto a ser lido sempre da mesma forma, isso talvez colocasse em d\u00favida os sucessos desses praticantes ou mesmo de qualquer praticante que n\u00e3o fossem John Dee e Edward Kelley, o que \u00e9 evidentemente um disparate. Por\u00e9m, se em vez de vermos as Chamadas Enoquianas como um texto fixo e observ\u00e1-las talvez como uma partitura musical, uma nova proposta se revele. Porque mesmo que se mantenha a melodia principal, os arranjos podem ser alterados, ou a interpreta\u00e7\u00e3o (execu\u00e7\u00e3o da partitura por determinado m\u00fasico ou orquestra ou banda), ainda assim ser\u00e3o casos particulares, e ainda assim ser\u00e3o a mesma m\u00fasica. A prop\u00f3sito, quantas vers\u00f5es voc\u00ea conhece de \u201cGarota de Ipanema\u201d (Vin\u00edcius de Moraes e Tom Jobim)\u201d, ou mesmo de \u201cCarmina Burana\u201d (Carl Orff) voc\u00ea conhece? Todas s\u00e3o executadas da mesma forma? Qual delas voc\u00ea gosta mais, ou qual delas comove mais voc\u00ea como ouvinte?<\/p>\n\n\n\n<p>Listarei aqui textos de outros autores a respeito da L\u00edngua Enoquiana que poder\u00e3o ajudar o estudante a compreender por si e a escolher melhor a pron\u00fancia que mais lhe agradar ou que funciona mais na sua pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/cih.org.br\/?p=1841\">A pron\u00fancia proposta pela Golden Dawn<\/a>; (clique para ler)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/cih.org.br\/?p=1848\">A proposta de pron\u00fancia por Leo Vinci<\/a>; (clique para ler)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/cih.org.br\/?p=1853\">A proposta de pron\u00fancia por Donald C. Laycock<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/cih.org.br\/?p=1850\">considera\u00e7\u00f5es<\/a>; (clique para ler)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/cih.org.br\/?p=1845\">A proposta de pron\u00fancia por Aaron Leitch<\/a>; (clique para ler)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/cih.org.br\/?p=1843\">Considera\u00e7\u00f5es sobre a Sintaxe do S\u00e9c. XV<\/a>&nbsp;por Benjamin Rowe. (clique para ler)<\/p>\n\n\n\n<p>Baseado nos escritos de John Dee sup\u00f5e-se uma pron\u00fancia, mas sem qualquer certeza definitiva. O que propomos aqui \u00e9 uma padroniza\u00e7\u00e3o para a l\u00edngua portuguesa desse m\u00e9todo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre a Pron\u00fancia do Z e do Ds<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esses dois casos merecem uma observa\u00e7\u00e3o \u00e0 parte, por possu\u00edrem uma ou mais notas nos di\u00e1rios de Dee e Kelley, e que acabaram orientando esses casos em particular. Cito abaixo o que diversos autores comentam a respeito, e tamb\u00e9m alguns trechos dos di\u00e1rios em que o Z aparece como&nbsp;<em>Zod<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Donald Laycock faz a seguinte observa\u00e7\u00e3o sobre a pron\u00fancia do Z:&nbsp;\u201cPara fazer essas observa\u00e7\u00f5es sobre a pron\u00fancia, Dee teve de improvisar com o alfabeto ingl\u00eas comum; ele n\u00e3o tinha um sistema de nota\u00e7\u00e3o fon\u00e9tica. Mas sua inten\u00e7\u00e3o geralmente \u00e9 bastante clara. Ele escreve&nbsp;<em>dg<\/em>&nbsp;quando quer dizer \u201c<em>g suave<\/em>\u201d (como em&nbsp;<em>gem<\/em>); e&nbsp;<em>s<\/em>&nbsp;para \u201c<em>c suave<\/em>\u201d; e indica em alguns lugares que ch deve ser pronunciado como k. Ele assinala as vogais acentuadas na maioria das palavras. \u00c0s vezes \u2013 mas n\u00e3o com frequ\u00eancia \u2013 ele indica que uma letra deve receber sua pron\u00fancia no alfabeto \u2013 assim, o&nbsp;<em>ds<\/em>&nbsp;deve ser pronunciado como \u201c<em>dee ess<\/em>\u201d e o&nbsp;<em>z<\/em>, em algumas circunst\u00e2ncias, recebe a pron\u00fancia \u2018zod\u2019. (A letra z nem sempre foi chamada de \u2018<em>zed<\/em>\u2019 ou \u2018<em>zee<\/em>\u2019; ela teve muitos nomes, entre eles \u2018<em>izzard<\/em>\u2019 e, no final do s\u00e9culo XVI, \u2018<em>ezod<\/em>\u2019. \u201c<em>Zod<\/em>\u201d nada mais \u00e9 do que uma variante desse \u00faltimo nome). Em casos mais dif\u00edceis, ele d\u00e1 exemplos do ingl\u00eas, assim, diz-se que&nbsp;<em><u>zorge<\/u><\/em>&nbsp;deve ser pronunciado para rimar com \u201c<em>George<\/em>\u201d e&nbsp;ul&nbsp;deve ser pronunciado \u201ccom o mesmo som em \u201c&nbsp;U\u201dque pronunciamos&nbsp;<em><u>yew<\/u><\/em>, de onde s\u00e3o feitos os arcos\u201d, ou seja, ul \u00e9 pronunciado como \u2018<em>Yule<\/em>\u2019\u201d<a href=\"#sdfootnote9sym\" id=\"sdfootnote9anc\"><sup>9<\/sup><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/zod-tfr-86.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"578\" src=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/zod-tfr-86-1024x578.png\" alt=\"Z lido com Zod em TFR, p\u00e1g. 86.\" class=\"wp-image-1868\" srcset=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/zod-tfr-86-1024x578.png 1024w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/zod-tfr-86-300x169.png 300w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/zod-tfr-86-768x434.png 768w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/zod-tfr-86-420x237.png 420w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/zod-tfr-86.png 1360w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Z lido com Zod em TFR, p\u00e1g. 86.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tfr75.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"511\" src=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tfr75-1024x511.png\" alt=\"Z\u00a0lido com Zod em TFR, p\u00e1g. 75.\" class=\"wp-image-1869\" srcset=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tfr75-1024x511.png 1024w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tfr75-300x150.png 300w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tfr75-768x383.png 768w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tfr75-420x209.png 420w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/tfr75.png 1169w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Z&nbsp;lido com Zod em TFR, p\u00e1g. 75.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Leo Vinci<a id=\"sdfootnote10anc\" href=\"#sdfootnote10sym\"><sup>10<\/sup><\/a>&nbsp;complementa com a seguinte informa\u00e7\u00e3o: \u201cPronuncia-se cada letra de uma palavra separadamente quando h\u00e1 aus\u00eancia de vogais. A letra A \u00e9&nbsp;<em>Aye<\/em>; B \u00e9&nbsp;<em>Bee<\/em>; C \u00e9&nbsp;<em>See<\/em>; S \u00e9&nbsp;<em>Ess<\/em>; H \u00e9&nbsp;<em>Aitch<\/em>&nbsp;e assim por diante. Voc\u00ea encontrar\u00e1 uma ou duas exce\u00e7\u00f5es, como a letra Z, pronunciada com um \u201co\u201d longo, formando o som&nbsp;<em>Zood<\/em>. Por exemplo, Dee d\u00e1&nbsp;<em>ZCHIS<\/em>&nbsp;como&nbsp;<em>Zod-Chis<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>ETHAMZ<\/em>&nbsp;como&nbsp;<em>EthamZod<\/em>, mas quando ele chega a&nbsp;<em>MICALZO<\/em>, ele d\u00e1 como Micalzo e n\u00e3o usa \u201czod\u201d, o que n\u00e3o nos ajuda a chegar a uma conclus\u00e3o simples<em>.<\/em>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Esse coment\u00e1rio de Leo Vinci em especial demonstra que h\u00e1 outras alternativas mesmo em l\u00edngua inglesa que v\u00e3o numa proposta diferente da Golden Dawn. Temos ainda a observa\u00e7\u00e3o dada pelo Frater A.M.A.G.<a href=\"#sdfootnote11sym\" id=\"sdfootnote11anc\"><sup>11<\/sup><\/a>&nbsp;que nos orienta<a href=\"#sdfootnote12sym\" id=\"sdfootnote12anc\"><sup>12<\/sup><\/a>: \u201cNos documentos originais da Golden Dawn, escritos por Mac Gregor Mathers e William Wynn Wescott, foram estabelecidas certas regras para a pron\u00fancia das palavras Enoquianas: Mathers aconselhou que as consoantes deveriam ser seguidas pela vogal que aparece nas letras hebraicas correspondentes. Por exemplo: a palavra \u201c<em>sobha<\/em>\u201d poderia ser pronunciada&nbsp;<em>soh-bay-hah<\/em>. Os nomes de Deus, como&nbsp;<em>MPH ARSL GAIOL<\/em>, encontrados na T\u00e1bua de \u00c1gua, s\u00e3o pronunciados como:&nbsp;<em>Em-pay-hay Ar-sel Gah-ee-Ohl<\/em>. A \u00fanica grande exce\u00e7\u00e3o a todas as regras \u00e9 que a letra Z \u00e9 sempre pronunciada como&nbsp;<em>zoad<\/em>. Assim, a palavra&nbsp;<em>Zamran<\/em>&nbsp;\u00e9 pronunciada como&nbsp;<em>Zoad-ah-mer-ah-noo.<\/em>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A Pron\u00fancia do Enoquiano em L\u00edngua Portuguesa \u2013 Finalmente!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pron\u00fancia das palavras em Enoquiano muitas vezes parece estranha ou dif\u00edcil ao estudante, e tamb\u00e9m dif\u00edcil de se lembrar, pois a maior parte as letras parece serem dispostas aleatoriamente. As palavras enoquianas foram reveladas a Dee e Kelley a partir de 29 de mar\u00e7o de 1583<a href=\"#sdfootnote13sym\" id=\"sdfootnote13anc\"><sup>13<\/sup><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo estudos mais recentes de pesquisadores do Enoquiano<a href=\"#sdfootnote14sym\" id=\"sdfootnote14anc\"><sup>14<\/sup><\/a>, a regra seria uma tentativa de pron\u00fancia pr\u00f3xima da usada por Dee e Kelly, consoantes como em ingl\u00eas, e as vogais como nas l\u00ednguas latinas, quase sempre abertas. Note-se que nesse caso, \u00e9 uma regra extremamente gen\u00e9rica, que n\u00e3o est\u00e1 levando em conta fonemas aspirados, sotaques regionais ou de diferentes pa\u00edses, etc. Isso \u00e9 um tema que exigiria pesquisas adicionais da l\u00edngua inglesa e suas particularidades, mas no caso, n\u00e3o traria um esclarecimento maior para o caso do presente texto.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, daremos abaixo alguns exemplos simples e outros n\u00e3o t\u00e3o simples, para que o estudante possa se basear na hora de pronunciar palavras e nomes em Enoquiano.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas palavras onde existem vogais, pronuncia-se a palavra usando o som da pr\u00f3pria vogal. No caso de palavras onde existem consoantes mudas, deve-se substituir pelo som natural da letra.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas letras e palavras ainda assim possuem anota\u00e7\u00e3o no material de Dee, como \u201c<em>Ds<\/em>\u201d (quem, aquele), pronuncia-se \u201c<em>Dies<\/em>, ou&nbsp;<em>De-es<\/em>&nbsp;ou ainda&nbsp;<em>Dis<\/em>\u201d. No caso para um falante do portugu\u00eas, sugerimos&nbsp;<em><u>Dies<\/u><\/em>&nbsp;ou&nbsp;<em><u>Dis<\/u><\/em>&nbsp;(com som de z, como em \u201cele&nbsp;<em><u>diz<\/u><\/em>\u2026\u201d). O \u201c<em>Z<\/em>\u201d, como diversos autores apontam, pronuncia-se \u201c<em>Zod<\/em>\u201d quando n\u00e3o \u00e9 mesclado com o restante da palavra, mas nem sempre, podendo ser encontrado nos di\u00e1rios pronunciado como Z apenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, o nome do Anjo \u201c<em>Zaxanin<\/em>\u201d poderia ser vocalizado como \u201c<em>Zaksanin<\/em>\u201d, mas a palavra \u201c<em>Znurza<\/em>\u201d deve ser pronunciada como \u201c<em>zodnurza<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Dee ainda indica que o \u201c<em>Dg<\/em>\u201d \u00e9 usado para indicar um \u201c<em>g<\/em>\u201d suave, e o \u201c<em>S<\/em>\u201d para indicar um \u201c<em>C<\/em>\u201d suave. Em muitos lugares indica que o \u201c<em>Ch<\/em>\u201d \u00e9 pronunciado como \u201c<em>K<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exemplos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tplabc&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..Te-pe-la-b\u00ea-ss\u00ea (com som de&nbsp;<em>SS<\/em>)<\/p>\n\n\n\n<p>Rxnl&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;Reks-n\u00e9-le<\/p>\n\n\n\n<p>Cla&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.S\u00e9-l\u00e1 (C como o som de S em \u2018<em>sela de cavalo<\/em>\u2019)<\/p>\n\n\n\n<p>Bdopa&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..B\u00ea-do-p\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p>Hcoma&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..Re-co-m\u00e1 (H pronunciado como R em \u2018<em>retorno<\/em>\u2019)<\/p>\n\n\n\n<p>Bitom&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;Bi-t\u00f4-m\u00ea<\/p>\n\n\n\n<p>Exarp&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.E-kza-re-p\u00ea (o R pronunciando-se como em \u2018<em>arara<\/em>\u2019)<\/p>\n\n\n\n<p>S&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.\u00c9sse<\/p>\n\n\n\n<p>Ds&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..Dis&nbsp;(com som de z, como em \u201cele&nbsp;<em><u>diz\u2026<\/u><\/em>\u201d)&nbsp;ou&nbsp;<em>Dies<\/em>&nbsp;como no latim: \u201c<em>Dies Mercurii<\/em>\u201d)<\/p>\n\n\n\n<p>Z&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;Zod, ou como Z (pronunciado como em \u2018<em>zebra<\/em>\u2019)<\/p>\n\n\n\n<p>A melhor regra para o Enoquiano, \u00e9 treinar cada palavra que ser\u00e1 usada no ritual, de modo a adquirir flu\u00eancia, buscando uma maior eufonia<a href=\"#sdfootnote15sym\" id=\"sdfootnote15anc\"><sup>15<\/sup><\/a>. Os nomes e palavras em Enochiano funcionam como os nomes b\u00e1rbaros<a href=\"#sdfootnote16sym\" id=\"sdfootnote16anc\"><sup>16<\/sup><\/a>&nbsp;usados em muitos rituais. Uma vez que conforme dissemos acima, n\u00e3o h\u00e1 um consenso de como a pron\u00fancia ser\u00e1 realizada em outros idiomas (mesmo para os falantes da l\u00edngua inglesa n\u00e3o h\u00e1 uma concord\u00e2ncia geral e irrestrita) e sua pron\u00fancia quase sempre \u00e9 desconhecida, salientamos a import\u00e2ncia na interpreta\u00e7\u00e3o\/declama\u00e7\u00e3o das palavras, e o efeito ser\u00e1 sempre melhor se o praticante aplicar a&nbsp;<em>cavan\u00e1<\/em><a href=\"#sdfootnote17sym\" id=\"sdfootnote17anc\"><sup>17<\/sup><\/a>&nbsp;correta para executar um ritual.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui a palavra interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 utilizada no mesmo sentido de um ator que \u2018interpreta\u2019 um papel, ou um cantor que imprime na m\u00fasica a sua \u2018interpreta\u00e7\u00e3o\u2019 pessoal. Note-se que ainda assim interpretar revela um sentido de \u2018entendimento, compreens\u00e3o\u2019, pois como um cantor interpreta uma m\u00fasica se n\u00e3o for da forma que ele \u2018entende\u2019 que ela deve ser apresentada ao seu p\u00fablico?<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 vital que se entenda esse guia como uma orienta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o uma regra fixa ou absoluta. Lembre-se que as for\u00e7as cegas \u00e0s quais as Chamadas s\u00e3o dirigidas atendem o chamado do praticante desde que a&nbsp;<em>cavan\u00e1<\/em>&nbsp;correta seja aplicada. Ou seja, mais que a pron\u00fancia, a atitude do magista \u00e9 que conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Abaixo, deixo ainda algumas regras complementares que podem ajudar nesse treino.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Letra<\/strong><\/td><td><strong>Descri\u00e7\u00e3o da Pron\u00fancia<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>A<\/strong><\/td><td>Pronuncia-se como&nbsp;A&nbsp;de&nbsp;<em><u>A<\/u><\/em>mizade<em>.<\/em><\/td><\/tr><tr><td><strong>B<\/strong><\/td><td>Pronuncia-se como&nbsp;<em>Be<\/em>&nbsp;de&nbsp;<em><u>Be<\/u><\/em><em>ata.<\/em><\/td><\/tr><tr><td><strong>C<\/strong><\/td><td>como&nbsp;<em>K<\/em>&nbsp;antes de&nbsp;<em>a, o, u<\/em>; como&nbsp;<em>S<\/em><em>S<\/em>&nbsp;antes de&nbsp;<em>i<\/em>,&nbsp;<em>e&nbsp;<\/em>(com muitas exce\u00e7\u00f5es) ou em conjuntos de letras:&nbsp;<em>noncf<\/em>&nbsp;=&nbsp;<em>nonsf<a href=\"#sdfootnote18sym\" id=\"sdfootnote18anc\"><sup>18<\/sup><\/a><\/em><\/td><\/tr><tr><td><strong>CH<\/strong><\/td><td>como&nbsp;<em>RR<\/em>&nbsp;em quase todas as posi\u00e7\u00f5es&nbsp;como a palavra&nbsp;<em>Ca<\/em><em><u>rr<\/u><\/em><em>o<\/em>.<\/td><\/tr><tr><td><strong>D<\/strong><\/td><td>Pronuncia-se como&nbsp;<em>De<\/em>&nbsp;de<em><u>De<\/u><\/em><em>staque.<\/em><\/td><\/tr><tr><td><strong>Ds<\/strong><\/td><td><em>Dis&nbsp;<\/em>(com som de z, como em&nbsp;<em>\u201cele diz\u2026\u201d<\/em><em>)&nbsp;<\/em>ou<em>&nbsp;Dies&nbsp;<\/em>como no latim:&nbsp;<em>\u201cDies Mercurii\u201d)<\/em><\/td><\/tr><tr><td><strong>E<\/strong><\/td><td>Pronuncia-se como<em>&nbsp;E&nbsp;<\/em>de<em><u>E<\/u><\/em><em>lefante.<\/em><\/td><\/tr><tr><td><strong>F, PH<\/strong><\/td><td>Pronuncia-se como<em>F<\/em>de<em><u>F<\/u><\/em><em>aca<\/em><em>.&nbsp;<\/em>O&nbsp;<em>PH<\/em>&nbsp;\u00e0s vezes pode soar tamb\u00e9m como&nbsp;<em>Peri<\/em>&nbsp;(Perigo) ou&nbsp;<em>Pere<\/em>&nbsp;(<em><u>pere<\/u><\/em>mptoriamente). Na pr\u00e1tica, ficar\u00e1 mais claro quando usar um ou outro.<\/td><\/tr><tr><td><strong>G<\/strong><\/td><td><em>G<\/em>&nbsp;seco&nbsp;(<em>gu<\/em>, como em alu<em><u>gu<\/u><\/em>el)&nbsp;na frente de&nbsp;<em>a, o,&nbsp;<\/em><em>u,<\/em>&nbsp;como&nbsp;<em>J&nbsp;<\/em>antes de&nbsp;<em>i<\/em>, e&nbsp;como&nbsp;<em>gui<\/em>,&nbsp;no final de palavras.&nbsp;<em>C<\/em><em>aosg<\/em>&nbsp;(\u2018A Terra\u2019 em enoquiano) ser\u00e1 pronunciado como&nbsp;<em>Caos\u00eagui.<\/em><\/td><\/tr><tr><td><strong>H<\/strong><\/td><td>No in\u00edcio,&nbsp;como&nbsp;<em>R forte&nbsp;<\/em>(&nbsp;ex.:&nbsp;Rolha).&nbsp;Como s\u00edlaba final, pode assumir o som de um&nbsp;<em>R<\/em>&nbsp;breve, como em c<em>o<\/em><em><u>ri<\/u><\/em><em>nga&nbsp;<\/em>ou<em>&nbsp;ba<\/em><em><u>r<\/u><\/em><em>alho<\/em>.&nbsp;E se estiver no final de uma palavra, antecedido por uma vogal, seu som ser\u00e1 mudo, mas prolongar\u00e1 a vogal. Ex.:&nbsp;<em>Baltoh<\/em>&nbsp;(\u2018Honradez\u2019 em enoquiano) ser\u00e1 pronunciado&nbsp;<em>Balet\u00f3<\/em>.<\/td><\/tr><tr><td><strong>I, Y<\/strong><\/td><td>Pronuncia-se como I em&nbsp;Idioma.<\/td><\/tr><tr><td><strong>J<\/strong><\/td><td>Pronuncia-se como \/\u0292\/&nbsp;<em>Jo<\/em>&nbsp;em Jota. Mas tamb\u00e9m como \/d\u0292\/ DJ (Djalma,&nbsp;Djanira)<\/td><\/tr><tr><td><strong>K<\/strong><\/td><td>Pronuncia-se como&nbsp;<em>K\u00e1<\/em>&nbsp;em&nbsp;Casa.<\/td><\/tr><tr><td><strong>L<\/strong><\/td><td>Pronuncia-se como&nbsp;<em>Le<\/em>&nbsp;em&nbsp;Levantar.<\/td><\/tr><tr><td><strong>M<\/strong><\/td><td>Pronuncia-se como&nbsp;<em>Me<\/em>&nbsp;em&nbsp;Merc\u00fario. Para final da s\u00edlaba ou meio da palavra, pode ocorrer uma nasaliza\u00e7\u00e3o como em \u2018tamb\u00e9m\u2019 e \u2018ningu\u00e9m\u2019, experimente!<\/td><\/tr><tr><td><strong>N<\/strong><\/td><td>Pronuncia-se como&nbsp;<em>Ne<\/em>&nbsp;em&nbsp;Nebulosa. Da mesma forma que a letra anterior, experimente!<\/td><\/tr><tr><td><strong>O<\/strong><\/td><td>Pronuncia-se como&nbsp;<em>O<\/em>de&nbsp;<em>Roma<\/em><em>.&nbsp;<\/em>E&nbsp;em combina\u00e7\u00f5es \u201c<em>oi\u201d<\/em>, \u201c<em>ou\u201d<\/em>&nbsp;ou \u201c<em>oo<\/em>\u201d, soa como&nbsp;<em>U<\/em>&nbsp;(em&nbsp;<em>F<\/em><em><u>u<\/u><\/em><em>n<\/em><em>do<\/em>).<\/td><\/tr><tr><td><strong>P<\/strong><\/td><td>Pronuncia-se como&nbsp;<em>P<\/em><em>e<\/em>&nbsp;em&nbsp;Perigo<em>.<\/em><\/td><\/tr><tr><td><strong>Q<\/strong><\/td><td>Pronuncia-se como&nbsp;<em>Qu\u00ea<\/em>&nbsp;em&nbsp;Quebrado. Mas tamb\u00e9m pode soar como&nbsp;<em>kw<\/em><em>a<\/em>,&nbsp;similar a palavra&nbsp;Quadrado.<\/td><\/tr><tr><td><strong>R<\/strong><\/td><td>Pronuncia-se como&nbsp;<em>R<\/em><em>e<\/em>&nbsp;em&nbsp;Resgate&nbsp;ou&nbsp;Reto<em>.&nbsp;<\/em>No final das palavras,&nbsp;pronuncia-se como em couro.<\/td><\/tr><tr><td><strong>S<\/strong><\/td><td>Som de&nbsp;<em>S<\/em>, como em&nbsp;<em><u>S<\/u><\/em><em>er<\/em>. No final da palavra, Ex.:&nbsp;<em>Bams<\/em>, pronuncia-se Ba-m\u00ea-ss\u00ea (\u2018esquecer\u2019 em enoquiano) ou&nbsp;<em>Ba-m<\/em><em>\u00ea<\/em><em>&#8211;<\/em><em>ss<\/em><em>i<\/em>&nbsp;(<em>ci<\/em>&nbsp;como em cigarra).<\/td><\/tr><tr><td><strong>SH<\/strong><\/td><td>Pronuncia-se como&nbsp;<em>Ser<\/em>&nbsp;em&nbsp;Sert\u00e3o<em>ou&nbsp;<\/em><em><u>Ser<\/u><\/em><em>vi\u00e7o.<\/em>Note-se que nesse caso, al\u00e9m do som de S, temos o som de R.<\/td><\/tr><tr><td><strong>T<\/strong><\/td><td>Pronuncia-se como&nbsp;<em>T<\/em><em>e<\/em>&nbsp;em&nbsp;Teto<em>.<\/em><\/td><\/tr><tr><td><strong>TH<\/strong><\/td><td><em>Pronuncia-se como&nbsp;<\/em><em>T<\/em><em>e&nbsp;<\/em><em>em<\/em><em><u>Te<\/u><\/em><em>to,&nbsp;<\/em>por\u00e9m, adicionando-se o som de R como em&nbsp;Terapia<em>.&nbsp;<\/em>Ex.:&nbsp;<em>Ethamz&nbsp;<\/em>ser\u00e1 pronunciado como&nbsp;<em>Eter\u00e1mezod<\/em>. Embora&nbsp;a palavra&nbsp;<em>Ath<\/em>&nbsp;(\u2018Filha da Filha da Luz\u2019 no \u2018<em>Sigillum Dei Aemeth<\/em>&nbsp;\u2019) seja pronunciada&nbsp;como&nbsp;<em>At\u00e9.<\/em><\/td><\/tr><tr><td><strong>U<\/strong><\/td><td>Pronuncia-se como&nbsp;U&nbsp;em&nbsp;Un\u00e2nime.<\/td><\/tr><tr><td><strong>X<\/strong><\/td><td>Como som de KS como em Ajax, fax, pirex.&nbsp;Ex.:&nbsp;<em>Bliorax<\/em>&nbsp;(\u2018Conforto\u2019 em enoquiano), ser\u00e1 pronunciado como&nbsp;<em>Belior\u00e1ks<\/em>.<\/td><\/tr><tr><td><strong>Z<\/strong><\/td><td>Pronuncia-se como&nbsp;<em>Z<\/em>, como em&nbsp;<em><u>Z<\/u><\/em><em><u>e<\/u><\/em><em>bra<\/em>,&nbsp;zimbro. Em alguns lugares como&nbsp;<em>Zod<\/em>.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em L.L.L.L.<\/p>\n\n\n\n<p>Frater Goya,<\/p>\n\n\n\n<p>Campo Mour\u00e3o, 27 de dezembro de 2023. 20:46<\/p>\n\n\n\n<p>Ano Vix, Sol em 5\u00ba57\u2019 de Capric\u00f3rnio e Lua em 17\u00ba11\u2019 de C\u00e2ncer.&nbsp;<em>Dies Mercurii<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote1anc\" id=\"sdfootnote1sym\">1<\/a>\u00c9 importante salientar que o termo \u201cAnjo\u201d utilizado aqui necessariamente n\u00e3o se refere a Anjos como entendidos pelo Cristianismo ou outras correntes religiosas e ocultas. A este respeito, sugiro a leitura de outro texto que pode ser encontrado aqui&nbsp;<a href=\"https:\/\/cih.org.br\/?p=994\">https:\/\/cih.org.br\/?p=994<\/a>&nbsp;(cita\u00e7\u00e3o em 29\/12\/2023 \u2013 16:42).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote2anc\" id=\"sdfootnote2sym\">2<\/a>Vinci, Leo,&nbsp;<em>An Enochian Dictionary \u2013 GMICALZOMA<\/em>, New Generation Publishing, 2006, p\u00e1g. 72.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote3anc\" id=\"sdfootnote3sym\">3<\/a>Laycock, Donald C., The Complete Enochian Dictionary, Weiser Books, 2001, p\u00e1g. 43.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote4anc\" id=\"sdfootnote4sym\">4<\/a>Laycock, op.cit., p\u00e1g.43.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote5anc\" id=\"sdfootnote5sym\">5<\/a><a href=\"https:\/\/cih.org.br\/?p=1843\">https:\/\/cih.org.br\/?p=1843<\/a>&nbsp;\u2013 em 26\/dez\/2023, 21:19.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote6anc\" id=\"sdfootnote6sym\">6<\/a>Vinci, Leo,&nbsp;<em>An Enochian Dictionary \u2013 GMICALZOMA<\/em>, New Generation Publishing, 2006, p\u00e1g. 72.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote7anc\" id=\"sdfootnote7sym\">7<\/a>Laycock, op.cit., p\u00e1g.43.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote8anc\" id=\"sdfootnote8sym\">8<\/a>Escola perenialista, tamb\u00e9m chamada de perenialismo ou escola tradicionalista, \u00e9 composta por um grupo de pensadores dos s\u00e9culos XX e XXI que tentam expor ou reformular o que eles julgam ser uma filosofia perene, que remonta a ideias da Gr\u00e9cia antiga e do Antigo Egito. &#8211; fonte:&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Escola_perenialista\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Escola_perenialista<\/a>&nbsp;em 29\/12\/2023, 19:08.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote9anc\" id=\"sdfootnote9sym\">9<\/a>Laycock, Donald C.,&nbsp;<em>The Complete Enochian Dictionary<\/em>,&nbsp;<em>Weiser Books<\/em>, 2001, p\u00e1g. 45.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote10anc\" id=\"sdfootnote10sym\">10<\/a>Vinci, Leo,&nbsp;<em>An Enochian Dictionary \u2013 GMICALZOMA<\/em>,&nbsp;<em>New Generation Publishing<\/em>, 2006, p\u00e1g. 77.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote11anc\" id=\"sdfootnote11sym\">11<\/a>\u201c<em>Ad Majorem Adonai Gloriam<\/em>\u201d \u2013 (Para a Gl\u00f3ria Maior de Adonai) \u2013 Motto de Israel Regardie na Golden Dawn.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote12anc\" id=\"sdfootnote12sym\">12<\/a><em>Regardie<\/em>, Israel,&nbsp;<em>The Complete Golden Dawn System of Magic<\/em>,&nbsp;<em>The Original Falcon Press<\/em>,&nbsp;<em>2nd Edition<\/em>, p\u00e1g. 979, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote13anc\" id=\"sdfootnote13sym\">13<\/a>Sloane Ms. 3188,&nbsp;<em>Liber Mysteriorum Quintus<\/em>, cobrindo o per\u00edodo de 23 de Mar\u00e7o de 1583 a 18 de Abril de 1583, contendo as tabelas que depois ser\u00e3o transcritas por Kelley no Sloane Ms.3189.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote14anc\" id=\"sdfootnote14sym\">14<\/a>Aqui podemos citar Donald Tyson em&nbsp;<em>Enochian Magic for Beginners<\/em>&nbsp;e Donald Laycock em&nbsp;<em>Complete Enochian Dictionary<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote15anc\" id=\"sdfootnote15sym\">15<\/a>Qualidade ac\u00fastica favor\u00e1vel da emiss\u00e3o e\/ou da audi\u00e7\u00e3o de um significante pela articula\u00e7\u00e3o de certos fonemas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote16anc\" id=\"sdfootnote16sym\">16<\/a>Nomes b\u00e1rbaros s\u00e3o nomes de divindades que acabaram sendo corrompidos ao serem copiados, ou ao passarem de uma cultura para a outra, por falta de dom\u00ednio do idioma original, seja falado ou escrito. No entanto, mesmo que tenham perdido sua \u2018forma\u2019 original, mant\u00e9m sua efetividade ritual\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote17anc\" id=\"sdfootnote17sym\">17<\/a>(no Hebraico&nbsp;\u05db\u05b7\u05bc\u05d5\u05b8\u05bc\u05e0\u05b8\u05d4&nbsp;literalmente: \u201cinten\u00e7\u00e3o\u201d ou \u201cdire\u00e7\u00e3o\u201d) \u00e9 a atitude ou mentalidade quando se executa os deveres religiosos, em especial a ora\u00e7\u00e3o. Maim\u00f4nides dizia que, para alcan\u00e7ar a&nbsp;<em>c<\/em><em>avan\u00e1<\/em>&nbsp;quando estiver em ora\u00e7\u00e3o, a pessoa deveria se colocar mentalmente na presen\u00e7a Divina e despir-se totalmente de todas as preocupa\u00e7\u00f5es do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#sdfootnote18anc\" id=\"sdfootnote18sym\">18<\/a>Aqui mantive a observa\u00e7\u00e3o conforme indicada por Laycock, por fazer sentido tanto ingl\u00eas como em portugu\u00eas, mas, ainda assim, colocando a pron\u00fancia&nbsp;<em>SS<\/em>&nbsp;como utilizamos no portugu\u00eas brasileiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Frater Goya e Frater Melquisedeque O sistema de magia enoquiano nascido da colabora\u00e7\u00e3o entre John Dee e Edward Kelley no per\u00edodo elisabetano apresenta-se como um enorme desafio aos estudiosos e praticantes, dentre diversos motivos, pelo seu sistema obscuro de nota\u00e7\u00e3o m\u00e1gica. Este breve ensaio se prop\u00f5e a oferecer alguns coment\u00e1rios sobre a hist\u00f3ria e &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/cih.org.br\/?p=1865\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[20],"tags":[150,235,60,406,342,246,35,239,186,405,59],"class_list":["post-1865","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-enochiano","tag-aaron-leitch","tag-abramelin","tag-aleister-crowley","tag-donald-laycock","tag-edward-kelley","tag-enochiano","tag-frater-goya","tag-golden-dawn","tag-john-dee","tag-leo-vinci","tag-mcgregor-mathers","nodate","item-wrap"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1865","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1865"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1865\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1882,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1865\/revisions\/1882"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1865"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1865"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1865"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}