{"id":1541,"date":"2023-02-06T21:25:09","date_gmt":"2023-02-06T21:25:09","guid":{"rendered":"https:\/\/cih.org.br\/?p=1541"},"modified":"2023-02-08T00:00:10","modified_gmt":"2023-02-08T00:00:10","slug":"the-khabs-is-in-the-khu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cih.org.br\/?p=1541","title":{"rendered":"The Khabs is in the Khu"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-pullquote has-text-align-left\"><blockquote><p>Um ensaio examinando a natureza do indiv\u00edduo e seu lugar no universo como proposto no Livro da Lei, juntamente com sua proposta para a realiza\u00e7\u00e3o espiritual e a natureza dos obst\u00e1culos envolvidos.<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/20171226200245395160e.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"400\" src=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/20171226200245395160e.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1545\" srcset=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/20171226200245395160e.jpg 750w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/20171226200245395160e-300x160.jpg 300w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/20171226200245395160e-420x224.jpg 420w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Faze o que tu queres h\u00e1 de ser o todo da Lei!<br><\/p>\n\n\n\n<p>Por Erwin Hessle<br>11 de Setembro de 2007<br>Sol in 18 Virgo, Anno IVxv<br>Copyright c 2007 Erwin Hessle<br>http:\/\/www.erwinhessle.com\/<br><\/p>\n\n\n\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o do texto por Frater Melquisedeque em Curitiba, 22 de Mar\u00e7o de 2018<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>AL I,8 \u00e9 o primeiro verso de muitos que n\u00f3s encontramos no Livro da Lei que francamente parece esquisito. \u201cTodo homem e toda mulher \u00e9 uma estrela\u201d1 \u00e9 algo que n\u00f3s podemos captar. \u201cS\u00ea Tu Hadit, meu centro secreto, meu cora\u00e7\u00e3o e minha l\u00edngua!\u201d2 \u00e9 obscuro, mas chegamos ao sentido sem muita dificuldade. Mas \u201cO Khabs est\u00e1 no Khu, n\u00e3o o Khu no Khabs\u201d3? Que diabos quer dizer isso?<\/p>\n\n\n\n<p><br>A resposta n\u00e3o \u00e9 complexa, mas \u00e9 sutil, e pode ser dif\u00edcil de apreender. Mas sua posi\u00e7\u00e3o como verso 8 de 220 nos d\u00e1 uma dica de sua import\u00e2ncia, e, indubitavelmente, em suas doze palavras \u00e9 sintetizada a mensagem do Cap\u00edtulo I.<br><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Budge (NT1), \u201cKhabs\u201d literalmente significa \u201cestrela\u201d, enquanto \u201cKhu\u201d literalmente significa \u201cesp\u00edrito\u201d (NT2). Uma outra tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cc\u00e9u estrelado\u201d e \u201cespirito-alma\u201d, respectivamente, o que \u00e9 praticamente a mesma coisa. No \u201cNovo Coment\u00e1rio\u201d4 de Crowley, ele diz: &#8216;Khabs a Luz Secreta, ou L.V.X.; o Khu \u00e9 a entidade m\u00e1gicka (NT3) do ser humano (NT4). \u2026 Khabs significa estrela \u2026 (e) esta \u201cestrela\u201d ou \u201cluz mais interna\u201d \u00e9 a ess\u00eancia original, individual e eterna. O Khu \u00e9 a vestimenta m\u00e1gicka que ele tece para si mesmo, uma \u201cforma\u201d para seu ser al\u00e9m de qualquer forma, pelo uso do qual pode experienciar (a exist\u00eancia) atrav\u00e9s da consci\u00eancia de si mesmo.&#8217;<\/p>\n\n\n\n<p><br>Aqui, \u201cKhabs\u201d \u00e9 pareado com a \u201cess\u00eancia individual, eterna\u201d, que \u00e9 descrita em AL I,3: \u201cTodo homem e toda mulher \u00e9 uma estrela\u201d. \u201cKhu\u201d \u00e9 ent\u00e3o colocado como a \u201centidade m\u00e1gicka do ser humano\u201d, seu ser, sua consci\u00eancia, seu senso de identidade e individualidade, \u201cpelo uso do qual ele pode experienciar (a exist\u00eancia) atrav\u00e9s da consci\u00eancia de si mesmo. Este senso de identidade \u00e9 precisamente o que normalmente se tenta expressar com o uso das palavras &#8216;esp\u00edrito&#8217; ou &#8216;alma&#8217;. Note que este postulado \u00e9, contudo, o exato oposto do lugar onde normalmente a alma \u00e9 colocada, a qual \u00e9 normalmente assumida como sendo o &#8216;n\u00facleo mais \u00edntimo e profundo&#8217;; o Livro da Lei, por outro lado, sugere que \u00e9 a alma que de fato \u00e9 uma concha, um ve\u00edculo externo, e que h\u00e1 uma outra ess\u00eancia \u2013 o Khabs \u2013 dentro dela.<\/p>\n\n\n\n<p><br>\u00c9 necess\u00e1rio cavar um pouco mais fundo para se entender esta afirma\u00e7\u00e3o. Crowley nos fala extensamente em v\u00e1rias obras sobre sua equa\u00e7\u00e3o \u201c0 = 2\u201d, que ilustra em termos simples a cosmogonia b\u00e1sica de Thelema. Este uso um tanto quanto idiossincr\u00e1tico da \u00e1lgebra \u00e9 mais facilmente entendido quando escrito 0 = (-1) + (+1), os dois termos da direita da equa\u00e7\u00e3o anulando um ao outro para equivaler ao zero do lado esquerdo. Ensaios inteiros foram escritos dedicados exclusivamente a desenvolver este conceito, e uma discu\u00e7\u00e3o pormenorizada dos detalhes ter\u00e1 de ser aqui evitada. Nos basta aqui declarar que ela explica (ao menos em termos metaf\u00edsicos) como algo pode surgir do nada, e como este mesmo algo pode retornar ao nada.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro da Lei descreve estes processos em AL I, 29-30: Pois sou dividida em nome do amor, pela chande da uni\u00e3o. Esta \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o do mundo, de forma que a dor da divis\u00e3o nada significa, e o deleite da dissolu\u00e7\u00e3o, tudo. <\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u201cdivis\u00e3o\u201d diz respeito ao desmembramento do zero em (+1) e (-1), a extens\u00e3o sim\u00e9trica a partir de um ponto, enquanto &#8216;dissolu\u00e7\u00e3o&#8217; define o processo reverso, a combina\u00e7\u00e3o do (+1) e do (-1), e sua absor\u00e7\u00e3o de volta no zero. Essas s\u00e3o as duas divis\u00f3rias do ciclo de vida de todas as coisas manifestas, a cria\u00e7\u00e3o e a destrui\u00e7\u00e3o, o nascimento e a morte. A infinita varia\u00e7\u00e3o das coisas manifestas \u00e9 explicada pela observa\u00e7\u00e3o de que (+438.112.329) + (-438.112.329), por exemplo, equivale a zero da mesm\u00edssima forma que (+1) + (-1). A equa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ilustra como, de acordo com esta teoria, ao menos, nada pode jamais ser adicionado ou removido do universo, uma vez que a soma total de todas as coisas existentes sempre ser\u00e1 zero, quer n\u00e3o haja nada no universo, quer ele esteja abundantemente florescido com vida.<\/p>\n\n\n\n<p><br>E essa observa\u00e7\u00e3o nos leva mais pr\u00f3ximos n\u00e3o somente de entender o &#8216;como&#8217; da cria\u00e7\u00e3o de acordo com o Livro da Lei, mas tamb\u00e9m do &#8216;por qu\u00ea&#8217;. De acordo com o AL I, 29-30, ent\u00e3o, o \u201cprop\u00f3sito\u201d da cria\u00e7\u00e3o (da divis\u00e3o) \u00e9 \u201cpela chance da uni\u00e3o\u201d, pela chance da dissolu\u00e7\u00e3o, de forma que aquelas coisas criadas possam ser novamente absorvidas ou destru\u00eddas.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Este parece ser um racioc\u00ednio estranho, mas \u00e9 crucial que o entendamos se quisermos apreender o significado da passagem AL I,8. Conforme dissemos, a equa\u00e7\u00e3o 0 = 2 implica que nada jamais pode ser adicionado ou removido do universo. Nuit, a \u201ccircunfer\u00eancia (que) n\u00e3o pode jamais ser encontrada\u201d5 , \u00e9 a personifica\u00e7\u00e3o da totalidade do potencial (de exist\u00eancia), representando tudo que existe, existiu ou pode vir a existir. Essa personifica\u00e7\u00e3o se nos apresenta com um problema imediato: se Nuit \u00e9 a totalidade do potencial, e nada pode jamais ser adicionado ou retirado do universo, ent\u00e3o Nuit \u00e9, numa primeira an\u00e1lise, completamente incapaz de criar algo separado d&#8217;Ela mesma. Sendo este o caso, \u00e9, por essa l\u00f3gica, incrivelmente dif\u00edcil conceber uma raz\u00e3o pela qual Nuit viria a fazer algo, ou criar qualquer coisa que fosse. Este n\u00e3o \u00e9 um problema novo, e \u00e9 reconhecido em todas as teorias concernentes \u00e0s deidades.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Se o Deus Abra\u00e2mico, por exemplo, \u00e9 onipotente, onisciente e onipresente, porque ele criaria as pessoas? Se ele \u00e9 realmente Todo-Poderoso, ele estaria simplesmente criando um ex\u00e9rcito de rob\u00f4s, sem vida ou vontade pr\u00f3pria al\u00e9m do que Ele os deu. Brincar sozinho com seus pr\u00f3prios brinquedos perde a gra\u00e7a muito r\u00e1pido. Costuma-se contra-argumentar esta id\u00e9ia utilizando-se a justificativa de que este deus criou seu povo com &#8216;livre arb\u00edtrio&#8217;, mas se este \u00e9 o caso, dificilmente \u00e9 poss\u00edvel que ele seja onipotente e onisciente; se ele j\u00e1 sabe de antem\u00e3o o que as vontades livres v\u00e3o decidir, ent\u00e3o dificilmente pode-se descrev\u00ea-las como \u201clivres\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>De maneira similar, se Nuit \u00e9 toda potencial, e nada pode jamais ser agregado ou subtra\u00eddo, ent\u00e3o qual seria o prop\u00f3sito de ela criar qualquer coisa? Se a soma total da exist\u00eancia sempre \u00e9 igual a zero, ent\u00e3o qual a diferen\u00e7a entre um monte de coisa existir e nada existir? Porque se dar ao trabalho de criar as coisas, quando se pode alcan\u00e7ar exatamente o mesmo efeito n\u00e3o fazendo nada? <\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo de onde o Livro da Lei obt\u00e9m sucesso onde outros relatos da cria\u00e7\u00e3o falharam \u00e9 em seu provimento de uma resposta coerente e satisfat\u00f3ria para este problema (apesar de n\u00f3s nunca podermos esquecer de que n\u00f3s estamos tratando de met\u00e1foras aqui; devemos tomar cuidado para n\u00e3o incorrer no erro fundamental de assumir que Nuit \u00e9 realmente uma entidade consciente que realmente possui um prop\u00f3sito consciente e realmente faz de fato qualquer coisa). Para ilustrar esta solu\u00e7\u00e3o, Crowley escreve o seguinte no The Book of the Great Auk,  que ele cita tanto em seu M\u00e1gick em Teoria e Pr\u00e1tica e seu M\u00e1gick sem L\u00e1grimas: <\/p>\n\n\n\n<p>Todos os elementos devem em um determinado momento ter sido separados \u2013 isto ocorre no caso de exposi\u00e7\u00e3o a grandes temperaturas. Assim, quando \u00e1tomos chegam no sol, n\u00f3s temos esse calor extremo, e todos os elementos s\u00e3o ele mesmos novamente. Imagine que cada \u00e1tomo de cada elemento possui a mem\u00f3ria combinada de todas as sua jornadas. \u00c0 prop\u00f3sito, aquele \u00e1tomo (fortalecido com aquela mem\u00f3ria) n\u00e3o mais seria o mesmo \u00e1tomo; e, ainda assim, o \u00e9, porque ele n\u00e3o agregou nada de lugar nenhum exceto esta mem\u00f3ria. <\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, atrav\u00e9s da passagem do tempo, e por virtude da mem\u00f3ria, uma coisa poderia se tornar mais do que ela \u00e9 em si mesma; logo, um desenvolvimento real \u00e9 poss\u00edvel. Pode-se ver a raz\u00e3o pela qual qualquer elemento decidiria submeter-se a esta s\u00e9rie de encarna\u00e7\u00f5es, porque desta forma, e somente desta forma, ele pode ir a algum lugar; e ele sofre o lapso de mem\u00f3ria que tem durante estas encarna\u00e7\u00f5es, porque ele sabe que sair\u00e1 delas inalterado.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Aqui est\u00e1 o elemento crucial: \u201cPortanto, atrav\u00e9s da passagem do tempo, e por virtude da mem\u00f3ria, uma coisa poderia se tornar mais do que ela \u00e9 em si mesma; logo, um desenvolvimento real \u00e9 poss\u00edvel.\u201d Nuit, apesar de toda a aparente impot\u00eancia, tem um trunfo em sua manga: ela pode criar seres que percebem-se a si mesmos como sendo separados do todo. Se Nuit \u00e9 a totalidade do potencial, ela n\u00e3o tem possibilidade de perceber nada separado de si mesma, o que \u00e9 o mesmo que afirmar que ela n\u00e3o pode perceber nada em absoluto &#8211; uma vez que a percep\u00e7\u00e3o requer ao menos a exist\u00eancia de algu\u00e9m que perceba e algo a ser percebido que sejam distintos um do outro. Ainda assim, um subconjunto consciente desse potencial total que acredite-se separado e distinto pode perceber algo diferente de si pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Uma vez que Nuit \u00e9, ela mesma, incapaz de qualquer percep\u00e7\u00e3o, ao criar indiv\u00edduos autoconscientes algo novo pode ser adicionado ao universo &#8211; e este algo novo \u00e9 a experi\u00eancia. E est\u00e1 \u00e9, de fato, a explica\u00e7\u00e3o oferecida em AL I 29-30. A \u201cdivis\u00e3o\u201d \u00e9 (em parte) a cria\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos autoconscientes que possam perceber e experienciar, e a \u201calegria da dissolu\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 a uni\u00e3o desses indiv\u00edduos com os objetos de sua percep\u00e7\u00e3o \u2013 a aquisi\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Dessa forma, \u201cPois estou dividida em nome do amor\u201d &#8211; indiv\u00edduos autoconscientes s\u00e3o criados com a capacidade e possibilidade de aquisi\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias, adicionando algo de real ao potencial de Nuit. Somente atrav\u00e9s da manifesta\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o isto pode ocorrer, e esta \u00e9 a raz\u00e3o pela qual Nuit cria; esta \u00e9 sua motiva\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><br>\u201caquele \u00e1tomo (fortalecido com aquela mem\u00f3ria) n\u00e3o mais seria o mesmo \u00e1tomo; e, ainda assim, o \u00e9, porque ele n\u00e3o agregou nada de lugar nenhum exceto esta mem\u00f3ria.\u201d <\/p>\n\n\n\n<p>Esta concep\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m soluciona convenientemente o \u201cproblema da exist\u00eancia do mal\u201d, que \u00e9 outra pedra que tem estado no sapato da teologia desde os prim\u00f3rdios do surgimento da religi\u00e3o. De maneira sucinta, este problema nos indaga por que um deus benigno criaria um mundo no qual permitiria ao mal existir. O Livro da Lei soluciona este \u201cproblema\u201d com um p\u00e9 nas costas. Da perspectiva de Nuit, nada nunca \u00e9 agregado ou subtra\u00eddo a n\u00e3o ser a experi\u00eancia, ent\u00e3o, para ela, simplesmente n\u00e3o h\u00e1 algo que possa ser entendido como \u201cmal\u201d.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, seu ser \u00e9 engrandecido pela experi\u00eancia \u2013 qualquer que seja.<\/p>\n\n\n\n<p><br>A experi\u00eancia da dor, por exemplo, apesar de ser perturbadora para o indiv\u00edduo, n\u00e3o o \u00e9 para Nuit; toda e qualquer experi\u00eancia a enriquece, n\u00e3o importa o qu\u00e3o indesej\u00e1vel ela possa ser considerada pelo indiv\u00edduo que a est\u00e1 sentindo. \u00c9 somente a ilus\u00e3o de separa\u00e7\u00e3o que o indiv\u00edduo percebe que causa a ele a experi\u00eancia do \u201cmal\u201d, e isto n\u00e3o \u00e9 nada mais do que afirmamos anteriormente &#8211; ou seja, uma ilus\u00e3o.<br><\/p>\n\n\n\n<p>E isto nos traz de volta ao vers\u00edculo AL I, 8. O indiv\u00edduo, em ess\u00eancia, n\u00e3o \u00e9 realmente um indiv\u00edduo; ele \u00e9 meramente um recorte arbitr\u00e1rio demarcando um subconjunto da totalidade. Para que possa se perceber como indiv\u00edduo, \u00e9 necess\u00e1rio que tenha a ilus\u00e3o de que este recorte \u00e9, de fato, ele. Esta ilus\u00e3o \u00e9 o Khu, o esp\u00edrito, a alma, \u201ca vestimenta m\u00e1gicka que confecciona para si-mesmo, uma forma para seu ser al\u00e9m da forma, atrav\u00e9s do qual pode experienciar (\u00e0 exist\u00eancia) atrav\u00e9s da autoconsci\u00eancia.\u201d O indiv\u00edduo real, a demarca\u00e7\u00e3o entre o que \u00e9 percebido como pertencente \u00e0 si mesmo e aquilo que \u00e9 percebido como auteridade, \u00e9 o Khabs, a estrela, a unidade de exist\u00eancia que \u00e9 uma parte integral da totalidade, e o ponto central desde o qual o Khu \u00e9 capaz de perceber \u201ctodo o mais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><br>\u00c9 esta percep\u00e7\u00e3o de identidade, de individualidade, de si-mesmo, que \u00e9 respons\u00e1vel por todos os \u201cmales\u201d, uma vez que, como explicamos acima, sem individualidade n\u00e3o pode haver percep\u00e7\u00e3o, e sem percep\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode haver \u201cmal\u201d (NT5). Nuit, \u00e9 claro, n\u00e3o se importa com isto, nem tampouco se importa o Khabs, sendo incapaz de ci\u00eancia de sua individualidade; o Khu \u00e9 quem se importa com este fato, e \u00e9 desta import\u00e2ncia outorgada pelo Khu a esses males que se ocupam completamente a religi\u00e3o, a espiritualidade e a magia.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Para colocar de uma maneira mais simples, o fen\u00f4meno da individualidade somente \u00e9 ben\u00e9fico \u00e0 Nuit, mas pode parecer prejudicial ao Khu. O Khu, possuindo autoconsci\u00eancia, tamb\u00e9m considera a si mesmo em seu autointeresse, e por esta raz\u00e3o busca atenuar as adversidades que percebe. Esta \u00e9 a motiva\u00e7\u00e3o por traz da religi\u00e3o e da espiritualidade, e o sucesso nesta busca \u00e9 que configura \u201ca realiza\u00e7\u00e3o espiritual\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A abordagem tradicional sempre foi de reverter esta percep\u00e7\u00e3o de separa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do esfor\u00e7o em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 uni\u00e3o com algo fora de n\u00f3s, seja este algo \u201cDeus\u201d, a natureza ou qualquer outra coisa. E, assim, v\u00ea-se a completa falha que vem sabotando a todas as tentativas de abordar esta tarefa, porque, como nos diz o vers\u00edculo AL I, 8:<br>O Khabs est\u00e1 no Khu, n\u00e3o o Khu no Khabs.<\/p>\n\n\n\n<p>A alma que busca no exterior por sua realiza\u00e7\u00e3o estelar est\u00e1 olhando diametralmente na dire\u00e7\u00e3o errada; ela deveria estar olhando para o interior. Esta \u00e2nsia por \u201calgo mai\u201d \u00e9 fruto, em \u00faltima an\u00e1lise, de uma no\u00e7\u00e3o infantil de paternalidade divina, um pedido desesperado de socorro para que algu\u00e9m de fora venha e nos resgate, e simplesmente n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m \u201cl\u00e1 fora\u201d  (NT6).<br><\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o de fato \u00e9 revelada quando n\u00f3s consideramos que o Khabs, a \u201cverdadeira\u201d ess\u00eancia individual, n\u00e3o pode se perceber separada de Nuit, e, dessa forma, n\u00e3o sofre de nenhum mal. O que falta ao Khu \u00e9 dar-se conta de que ele n\u00e3o \u00e9 o eu verdadeiro, e que este t\u00edtulo pertence, de fato, ao Khabs (NT7). Uma vez que o Khu n\u00e3o \u00e9 o eu real, e \u00e9 somente o Khu que sofre, ent\u00e3o o eu verdadeiro n\u00e3o sofre, e, se ao menos fosse poss\u00edvel ao Khu perceber isto, seus problemas chegariam ao fim (NT8). <\/p>\n\n\n\n<p>Dar-se conta deste fato \u00e9, naturalmente, dif\u00edcil de conseguir, e por uma excelente raz\u00e3o. Se a ilus\u00e3o de separa\u00e7\u00e3o fosse t\u00e3o fraca, acabaria por destruir exatamente o prop\u00f3sito de se criar indiv\u00edduos. \u00c9 exatamente o fato de que a natureza do \u00e9 \u00e9 velada do Khu que permite a Nuit alcan\u00e7ar seu prop\u00f3sito. Crowley defende este ponto de vista, novamente extra\u00eddo de seu \u201cnovo coment\u00e1rio\u201d:<\/p>\n\n\n\n<p><br>Nossas mentes e corpos s\u00e3o v\u00e9us que escondem a Luz que est\u00e1 dentro de n\u00f3s. O profano \u00e9 uma \u201cestrela escura\u201d, e a Grande Obra para ele \u00e9 fazer de seus v\u00e9us transparentes, \u201cpurificando-os\u201d. Esta \u201cpurifica\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 na verdade uma \u201csimplifica\u00e7\u00e3o\u201d; n\u00e3o \u00e9 que o v\u00e9u esteja sujo, mas que a complexidade de suas dobras o torna opaco.<\/p>\n\n\n\n<p>A Grande Obra, portanto, consiste principalmente da dissolu\u00e7\u00e3o destes complexos. Tudo j\u00e1 \u00e9 perfeito em si mesmo, mas, quando as coisas est\u00e3o desalinhadas, elas se tornam \u201cm\u00e1s\u201d. \u201cNossas mestes e corpos s\u00e3o v\u00e9us que escondem a Luz que est\u00e1 dentro de n\u00f3s, v\u00e9us que cobrem a luz estelar do Khabs, os v\u00e9us que impedem ao Khu de perceber a real natureza de sua individualidade.<\/p>\n\n\n\n<p><br>A \u201ccomplexidade das dobras (do v\u00e9u)\u201d s\u00e3o o que constitui a alma, a personalidade, a natureza consciente e inconsciente do ser humano e nos d\u00e3o um contexto contra o qual contrapor e interpretar a sua experi\u00eancia, e cada experi\u00eancia aumenta sua complexidade, sua opacidade. A \u201cGrande Obra\u201d, que pretende alcan\u00e7ar a verdadeira natureza do eu, portanto,  consiste principalmente da dissolu\u00e7\u00e3o dos complexos\u201d, ou \u201cde alisar as dobras\u201d do v\u00e9u, para torn\u00e1-lo \u201ctransparente\u201d.<br>Esta \u201cGrande Obra\u201d, ent\u00e3o, \u00e9 em prol do Khu, e, em um primeiro momento, aparenta estarem oposi\u00e7\u00e3o direto com o prop\u00f3sito de Nuit, mas isto n\u00e3o \u00e9 assim de fato. Afinal, se a soma total da exist\u00eancia \u00e9 sempre zero, ent\u00e3o o fato de n\u00e3o perceber nada \u00e9 funcionalmente equivalente a perceber tudo, e qual experi\u00eancia poderia ser mais satisfat\u00f3ria a Nuit do que a uni\u00e3o com o todo?<\/p>\n\n\n\n<p><br>Assim, a ess\u00eancia da realiza\u00e7\u00e3o espiritual \u00e9 que o indiv\u00edduo \u201cse torne seu eu verdadeiro\u201d, se identifique com sua verdadeira natureza, ao inv\u00e9s de faz\u00ea-lo com o Khu, com a capa que ele ingenuamente imagina ser (NT9). Isto vira o conceito de \u201crealiza\u00e7\u00e3o\u201d de cabe\u00e7a para baixo; n\u00f3s n\u00e3o temos que \u201cconseguir alcan\u00e7ar\u201d algo para que sejamos \u201csalvos\u201d. N\u00f3s n\u00e3o temos que viver de uma forma particular, nos vestir de uma forma particular, ou aderir a nenhuma cole\u00e7\u00e3o de \u201cpadr\u00f5es morais\u201d d\u00fabios (NT10).<\/p>\n\n\n\n<p><br>Isso \u00e9, \u00e9 claro, exatamente o que \u201cdescobrir a verdadeira vontade\u201d envolve, e, desta forma, o objeto da magia \u00e9 duplo, como Crowley deixa claro no seu Liber II: primeiramente descobrir a verdadeira vontade, e subsequentemente execut\u00e1-la. A \u201cGrande Obra\u201d pode ser sintetizada de forma bastante simples: \u201cTudo j\u00e1 est\u00e1 bem quando se come\u00e7a; tudo que \u00e9, j\u00e1 \u00e9 perfeito; a Grande Obra n\u00e3o envolve nada al\u00e9m de aprender a se tornar consciente deste fato\u201d (NT11). Dizemos \u201cnada al\u00e9m\u201d, enquanto reconhecemos que as \u201cdobras do v\u00e9u\u201d podem ser sem d\u00favida muito opacas, e que realizar esta tarefa normalmente n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples quanto soa.<\/p>\n\n\n\n<p><br>N\u00e3o obstante, em sua concep\u00e7\u00e3o as coisas n\u00e3o s\u00e3o mais complicadas do que foi afirmado. \u201cAl\u00edvio do sofrimento\u201d n\u00e3o tem, na realidade, nada a ver com evitar as situa\u00e7\u00f5es que causem sofrimento. Envolve meramente reconhecer e dar-se conta de que o sofrimento de nossas mentes e corpos n\u00e3o diz respeito, em realidade, ao nosso eu verdadeiro, que n\u00e3o \u00e9 capaz de sentir nenhum sofrimento. \u201cRealiza\u00e7\u00e3o espiritual\u201d n\u00e3o \u00e9, de fato, um \u201cdesenvolvimento\u201d, na forma em que estamos acostumados a empregar o termo, mas, ao contr\u00e1rio, meramente um \u201cagitar\u201d dos v\u00e9us opacos de nossas mentes, que nos escondem estes fatos de n\u00f3s. Temos a nosso dispor tudo o que precisamos, desde o momento em que nascemos; apenas precisamos ver claro o suficiente para poder perceber isto. Uma vez que possamos vez isto claramente, e o Khu esteja identificado com o Khabs, ent\u00e3o esta identifica\u00e7\u00e3o com Nuit ser\u00e1 alcan\u00e7ada: Adore, portanto, ao Khabs, e contemple minha luz derramar-se sobre v\u00f3s\u201d (AL I, 9).<\/p>\n\n\n\n<p>Este conceito em sua totalidade \u00e9 da maior import\u00e2ncia poss\u00edvel; ele forma a base de absolutamente todo o mais. Sucesso ser\u00e1 extremamente improv\u00e1vel sem um entendimento cristalino desta quest\u00e3o, e a correta interpreta\u00e7\u00e3o deste sucesso ser\u00e1 imposs\u00edvel sem ele (NT12). \u00c9 a id\u00e9ia mais importante de toda a literatura m\u00e1gicka, e \u00e9 absolutamente fundamental para que se entenda o primeiro cap\u00edtulo do Livro da Lei e a verdadeira natureza de Thelema (NT13).<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Notas de p\u00e9 de p\u00e1gina<\/p>\n\n\n\n<p><br>1 AL I, 3<br>2 AL I, 6<br>3 AL I, 8<br>4 Published as An Extenuation of The Book of the Law in 1926, and posthumously as The Law is for All.<\/p>\n\n\n\n<p>5 AL II, 3<\/p>\n\n\n\n<p><br>NT1 \u2013 Ernest Alfred Thompson Wallis Budge, arque\u00f3logo brit\u00e2nico e diretor do Museu Brit\u00e2nico.<br>NT2 \u2013 pontuar que a estrutura de &#8216;alma&#8217; dos eg\u00edpcios tradicionalmente n\u00e3o \u00e9 tida como t\u00e3o simplista, com todo aquele bagulho de &#8216;ka&#8217;, &#8216;ba&#8217; e tudo mais\u2026<br>NT3 \u2013 obviamente o termo &#8216;man&#8217; n\u00e3o se refere aqui ao indiv\u00edduo do g\u00eanero masculino, e foi portanto substitu\u00eddo por &#8216;ser humano&#8217;.<br>NT4 \u2013 optei por &#8216;m\u00e1gicko&#8217; com &#8216;k&#8217; porque este \u00e9 o termo mais comum na literatura thelemita, para que se fa\u00e7a distin\u00e7\u00e3o entre a arte e ci\u00eancia de Magick e a prestidigita\u00e7\u00e3o e ilusionismo (magic).<\/p>\n\n\n\n<p>NT5: Penso que \u00e9 pertinente apontar a import\u00e2ncia do entendimento de Geburah, enquanto sephira relacionada \u00e0 separa\u00e7\u00e3o, para aprofundar o racioc\u00ednio do autor. Note-se, tamb\u00e9m a frequente rela\u00e7\u00e3o entre a referida sephira e a exist\u00eancia do mal. Recomendo a leitura dos cap\u00edtulos \u201cA sephira Geburah e a Origem do Mal\u201d, \u201cGeburah e Satan\u201d e \u201cGeburah e a Cria\u00e7\u00e3o\u201d, do livro \u201cQabalah, Qliphoth &amp; Goetic Magic\u201d, de Thomas Karlsson, e cito tamb\u00e9m um excerto do rabino Isaac L\u00faria, excerto tamb\u00e9m de minha tradu\u00e7\u00e3o.<br>&#8220;Vede, que antes de as emana\u00e7\u00f5es haverem sido emanadas e as criaturas, criadas,<br>A simples luz superior preenchia completamente a exist\u00eancia.<br>N\u00e3o havia vacuidade, tal como uma atmosfera, um oco ou um fosso,<br>Mas tudo estava preenchido de uma luz simples e sem fim.<br>E n\u00e3o havia nenhuma parte, nem cabe\u00e7a nem cauda,<br>Mas tudo era a luz simples e imperturbada, homogeneamente equilibrada,<br>E era chamada de A Luz Ilimitada.<br>E, quando apenas por Sua simples vontade, veio o desejo de criar o mundo e emanar as emana\u00e7\u00f5es,<br>Para trazer \u00e0 vida a perfei\u00e7\u00e3o de Seus feitos, Seus nomes e Seus t\u00edtulos &#8211;<br>que \u00e9 a causa e raz\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o dos mundos &#8211;<br>Ele, ent\u00e3o, restringiu a Si Mesmo, no meio,<br>Precisamente no centro,<br>Ele restringiu a luz.&#8221;<br>Rav Isaac L\u00faria apud Taylor 2008 em \u201cThe Creator and the Creation\u201d, Upper Light Publishing, Israel.<\/p>\n\n\n\n<p>NT6 \u2013 II,23: Eu estou s\u00f3: n\u00e3o h\u00e1 nenhum deus onde eu estou. II,47: Onde eu estou estes n\u00e3o est\u00e3o.<br>NT 7 &#8211; II,9: Lembrai-vos todos v\u00f3s de que a exist\u00eancia \u00e9 puro deleite; que as tristezas s\u00e3o como meras sombras; elas passam e se v\u00e3o; mas h\u00e1 aquilo que permanece. <br>NT 8 \u2013 I, 32: Ent\u00e3o as alegrias do meu amor os redimir\u00e3o de toda a dor.<br>NT9 &#8211; II,58: Sim! N\u00e3o considerai mudan\u00e7a: v\u00f3s sereis como sois &amp; n\u00e3o de outra forma. II,57: Aquele que \u00e9 correto, que permane\u00e7a correto; aquele<br>que \u00e9 imundo, que permane\u00e7a imundo.<br>NT10 \u2013 Ver Liber OZ.<br>NT11 \u2013 II, 58: Ningu\u00e9m h\u00e1 de ser rebaixado ou elevado: tudo \u00e9 como sempre foi.<br>NT 12 \u2013 I,52: Se isto n\u00e3o estiver correto; se confundirdes as marcas do espa\u00e7o, dizendo: Eles s\u00e3o um; ou dizendo: Eles s\u00e3o muito; Se o ritual n\u00e3o for<br>sempre dedicado \u00e0 mim, ent\u00e3o aguardai o severo julgamento de Ra Hook Khuit!<br>NT13 &#8211; II,2: Vinde, todos v\u00f3s, E descobri o segredo que ainda n\u00e3o havia sido revelado.<\/p>\n\n\n\n<p><br>REFER\u00caNCIAS<br>[1] Crowley, A., The Book of the Law, Liber AL vel Legis sub figura<br>CCXX, Ordo Templi Orientis\/London-England, 1st edition, 1938<br>[2] Crowley, A., An Extenuation of the Book of the Law, Privately<br>printed\/Tunis-Tunisia, 1st edition, 1926<br>[3] Crowley, A., Magick in Theory and Practice, Lecram Press\/ParisFrance, 1st edition, 1929<br>[4] Crowley, A., Magick Without Tears, Thelema Publishing<br>Co.\/Hampton-New Jersey, 1st edition, 1954<br>[5] Crowley, A., Liber II, The Message of the Master Therion appearing in The Equinox, Volume III, Number I, The Universal Publishing Company\/Detroit-Michigan, 1st edition, 1919<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um ensaio examinando a natureza do indiv\u00edduo e seu lugar no universo como proposto no Livro da Lei, juntamente com sua proposta para a realiza\u00e7\u00e3o espiritual e a natureza dos obst\u00e1culos envolvidos. Faze o que tu queres h\u00e1 de ser o todo da Lei! Por Erwin Hessle11 de Setembro de 2007Sol in 18 Virgo, Anno &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/cih.org.br\/?p=1541\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5732,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[60,360,361,86,78,140,237],"class_list":["post-1541","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-thelema","tag-aleister-crowley","tag-khabs","tag-khu","tag-liber-al-vel-legis","tag-livro-da-lei","tag-magick","tag-thelema","nodate","item-wrap"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1541","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5732"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1541"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1541\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1541"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1541"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1541"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}