{"id":124,"date":"2012-02-03T18:43:47","date_gmt":"2012-02-03T18:43:47","guid":{"rendered":"https:\/\/cih.org.br\/?p=124"},"modified":"2012-02-03T18:43:47","modified_gmt":"2012-02-03T18:43:47","slug":"teoria-da-magia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cih.org.br\/?p=124","title":{"rendered":"Teoria da Magia"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>Livro IV, Parte III &#8211; Magia(k) em Teoria e Pr\u00e1tica<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Defini\u00e7\u00e3o, Postulado e Teoremas <\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Por:<\/strong> Aleister Crowley (Fr. Perdurabo)<\/p>\n<p><strong>Tradu\u00e7\u00e3o:<\/strong> Anderson Rosa (Fr. Goya)<br \/>\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><br \/>\n<strong>I. Defini\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">MAGIA \u00e9 a Arte ou Ci\u00eancia\u00a0de causar mudan\u00e7as de acordo com a Vontade.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>II. Postulado<\/strong><br \/>\nQualquer mudan\u00e7a pode ter efeito atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o do tipo e grau<br \/>\nde for\u00e7a apropriados, da maneira apropriada, atrav\u00e9s do meio apropriado ao objeto apropriado.<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>III. Teoremas<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>1.<\/strong> Todo ato intencional \u00e9 um Ato M\u00e1gico. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>2.<\/strong> Todo ato bem sucedido obedeceu ao postulado. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>3.<\/strong> Todo fracasso prova que um ou mais dos requisitos do postulado n\u00e3o foram preenchidos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>4.<\/strong> O primeiro requisito para se causar qualquer mudan\u00e7a \u00e9 preenchido<br \/>\natrav\u00e9s do entendimento qualitativo e quantitativo das condi\u00e7\u00f5es. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>5.<\/strong> O segundo requisito para se causar qualquer mudan\u00e7a \u00e9 a habilidade pr\u00e1tica de direcionar corretamente as for\u00e7as necess\u00e1rias. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>6.<\/strong> &#8220;Todo homem e toda mulher \u00e9 uma estrela&#8221;. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>7.<\/strong> Todo homem e toda mulher t\u00eam um curso, dependendo parcialmente de si pr\u00f3prios e parcialmente do ambiente, curso esse que \u00e9 natural e<br \/>\nnecess\u00e1rio para cada um. Qualquer pessoa que seja for\u00e7ada para fora<br \/>\nde seu pr\u00f3prio curso, quer atrav\u00e9s do n\u00e3o entendimento de si pr\u00f3pria,<br \/>\nou por meio de oposi\u00e7\u00e3o externa, entra em conflito com a ordem do<br \/>\nuniverso e, assim, sofre. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>8.<\/strong> Um homem cuja vontade consciente esteja em choque com a Verdadeira Vontade est\u00e1 desperdi\u00e7ando sua for\u00e7a. Ele n\u00e3o pode esperar influenciar o seu ambiente eficientemente. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>9.<\/strong> Um homem que esteja realizando a sua Verdadeira Vontade tem a<br \/>\nin\u00e9rcia do Universo a lhe assistir. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>10.<\/strong> A Natureza \u00e9 um fen\u00f4meno cont\u00ednuo, apesar de n\u00f3s n\u00e3o sabermos, em todos os casos, como as coisas s\u00e3o conectadas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>11.<\/strong> A Ci\u00eancia nos capacita a tomar vantagem da continuidade da<br \/>\nNatureza, pela aplica\u00e7\u00e3o emp\u00edrica de certos princ\u00edpios, cuja<br \/>\nintera\u00e7\u00e3o envolve diferentes ordens de id\u00e9ias, conectadas entre si de<br \/>\numa maneira al\u00e9m de nossa atual compreens\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>12.<\/strong> O homem \u00e9 ignorante da natureza de seu pr\u00f3prio ser e poderes.<br \/>\nMesmo a id\u00e9ia que ele pr\u00f3prio tem sobre suas limita\u00e7\u00f5es \u00e9 baseada na<br \/>\nexperi\u00eancia passada, e, em seu progresso, todo passo estende seu<br \/>\nimp\u00e9rio. N\u00e3o h\u00e1, portanto, raz\u00e3o alguma para que se assinalem limites<br \/>\nte\u00f3ricos para o que ele possa ser, ou para o que ele possa fazer. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>13.<\/strong> Todo homem est\u00e1 mais ou menos ciente de que sua individualidade compreende diversas ordens de exist\u00eancia, mesmo quando ele acredita<br \/>\nque seus princ\u00edpios mais sutis s\u00e3o meramente sintomas de mudan\u00e7as<br \/>\nocorridas no seu ve\u00edculo grosseiro. Pode-se assumir que uma ordem<br \/>\nsimilar seja estendida a toda a natureza. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>14.<\/strong> O homem \u00e9 capaz de ser e de usar tudo aquilo que ele percebe,<br \/>\npois tudo o que ele percebe \u00e9, de um certo modo, uma parte do seu<br \/>\nser. Ele pode, assim, subjugar todo o Universo do qual ele esteja consciente \u00e0 sua Vontade individual. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>15.<\/strong> Toda for\u00e7a no Universo \u00e9 capaz de ser transformada em qualquer<br \/>\noutro tipo de for\u00e7a, atrav\u00e9s do uso dos meios adequados. H\u00e1, portanto, um suprimento inexaur\u00edvel de qualquer tipo particular de<br \/>\nfor\u00e7a de que venhamos precisar. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>16.<\/strong> A aplica\u00e7\u00e3o de qualquer for\u00e7a afeta todas as ordens de exist\u00eancia<br \/>\nque h\u00e1 no objeto ao qual \u00e9 aplicada, quaisquer dessas ordens sejam<br \/>\ndiretamente afetadas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>17.<\/strong> Um homem pode aprender a usar qualquer for\u00e7a de modo a servir a qualquer prop\u00f3sito, tirando vantagem dos teoremas acima. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>18.<\/strong> Ele pode atrair a si mesmo qualquer for\u00e7a do Universo, tornando-<br \/>\nse um recept\u00e1culo apropriado a ela, estabelecendo uma conex\u00e3o com ela e arranjando condi\u00e7\u00f5es tais que a natureza dela a compila a fluir at\u00e9 ele. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>19.<\/strong> O senso do homem acerca de si pr\u00f3prio, como separado de, e oposto a, o Universo, \u00e9 uma barreira para que ele conduza as correntes universais. Isto o deixa ilhado. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>20.<\/strong> O homem somente pode atrair e empregar as for\u00e7as para as quais<br \/>\nele esteja realmente preparado. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>21.<\/strong> N\u00e3o h\u00e1 limites para o n\u00famero de rela\u00e7\u00f5es de qualquer homem com o Universo em ess\u00eancia; pois, t\u00e3o logo o homem se torne uno com<br \/>\nqualquer id\u00e9ia, os meios de medida deixam de existir. Mas o seu poder<br \/>\npara utilizar essa for\u00e7a \u00e9 limitado por sua for\u00e7a e capacidade mentais, bem como pelas circunst\u00e2ncias de sua condi\u00e7\u00e3o humana. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>22.<\/strong> Todo indiv\u00edduo \u00e9 essencialmente suficiente para si mesmo. Mas ele<br \/>\n\u00e9 insatisfat\u00f3rio para si mesmo, at\u00e9 que estabele\u00e7a a sua rela\u00e7\u00e3o correta com o Universo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>23.<\/strong> Magia \u00e9 a Ci\u00eancia de entender-se a si pr\u00f3prio e suas condi\u00e7\u00f5es. \u00c9 a Arte de aplicar este entendimento \u00e0 a\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>24.<\/strong> Todo homem tem o direito incontest\u00e1vel de ser o que \u00e9.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>25.<\/strong> Todo homem deve fazer Magia cada vez que ele age, ou mesmo pensa, posto que um pensamento \u00e9 um ato interno, cuja influ\u00eancia acaba afetando a a\u00e7\u00e3o, mesmo que n\u00e3o seja assim naquele momento. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>26.<\/strong> Todo homem tem um direito, o direito \u00e0 auto-preserva\u00e7\u00e3o, a completar-se ao m\u00e1ximo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>27.<\/strong> Todo homem deveria fazer da Magia a chave mestra da sua vida. Deveria aprender suas leis e viver por elas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>28.<\/strong> Todo homem tem o direito de preencher a sua pr\u00f3pria vontade sem ter medo de que isto possa vir a interferir com a vontade dos outros; pois se ele estiver em seu pr\u00f3prio lugar, ser\u00e1 culpa dos outros, se interferirem com ele.<\/span><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-family: Times New Roman;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro IV, Parte III &#8211; Magia(k) em Teoria e Pr\u00e1tica Introdu\u00e7\u00e3o Defini\u00e7\u00e3o, Postulado e Teoremas Por: Aleister Crowley (Fr. Perdurabo) Tradu\u00e7\u00e3o: Anderson Rosa (Fr. Goya) I. Defini\u00e7\u00e3o MAGIA \u00e9 a Arte ou Ci\u00eancia\u00a0de causar mudan\u00e7as de acordo com a Vontade. II. 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