{"id":122,"date":"2012-02-03T18:42:46","date_gmt":"2012-02-03T18:42:46","guid":{"rendered":"https:\/\/cih.org.br\/?p=122"},"modified":"2012-02-03T18:42:46","modified_gmt":"2012-02-03T18:42:46","slug":"tratando-da-lei-de-thelema-liber-clxi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cih.org.br\/?p=122","title":{"rendered":"TRATANDO DA LEI DE THELEMA &#8211; LIBER CLXI"},"content":{"rendered":"<p>Por: <strong>Mestre Therion<\/strong> (Aleister Crowley)<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o: <strong>Parzifal XI<\/strong> ( Marcelo Ramos Motta)<\/p>\n<p>Uma Ep\u00edstola escrita ao\u00a0 Professor L&#8230;B&#8230;K&#8230;, que esperara, ele mesmo, pelo Novo Aeon, tratando da O.T.O. e de sua solu\u00e7\u00e3o de diversos problemas da Sociedade Humana, particularmente esses concernentes \u00e0 Propriedade Privada; agora reimpressa para Circula\u00e7\u00e3o Geral.<\/p>\n<p>Meu caro senhor:<\/p>\n<p>Faze o que tu queres h\u00e1 de ser tudo da Lei.<\/p>\n<p>Alegrou-me receber sua carta de inqu\u00e9rito quanto \u00e0 Mensagem de Mestre THERION.<\/p>\n<p>O senhor notou naturalmente, que \u00e0 primeira vista h\u00e1 pouca diferen\u00e7a entre a Nova Lei e o padr\u00e3o de Anarquia; e o senhor pergunta:\u00a0 \u201cComo ser\u00e1 a Lei cumprida no caso de dois meninos que querem comer a mesma laranja?\u201d\u00a0 Mas desde que uma laranja cont\u00e9m suficiente nutri\u00e7\u00e3o para\u00a0 ( no m\u00e1ximo) apenas um menino, \u00e9 evidente que um deles se engana ao supor que \u00e9 essencial para sua Vontade ingeri-la. A quest\u00e3o deve ent\u00e3o ser decidida da boa e velha forma:\u00a0 por uma briga. Tudo que n\u00f3s pedimos \u00e9 que a briga seja cavalheiresca, demonstrando respeito para com a coragem do vencido. \u201cLutai como irm\u00e3os!\u201d\u00a0 Em outras palavras, existe na O.T.O., apenas esta diferen\u00e7a do nosso presente estado social: as maneiras\u00a0 individuais s\u00e3o melhoradas. H\u00e1 muitas pessoas que s\u00e3o por natureza propensas \u00e0 escravid\u00e3o; que n\u00e3o t\u00eam \u00e2nimo para lutar, que objetamente cedem tudo a qualquer um suficientemente forte para exigir. Tais pessoas n\u00e3o podem aceitar a Lei, por falta de capacidade intr\u00ednseca. Isto tamb\u00e9m \u00e9 compreendido e inclu\u00eddo nas instru\u00e7\u00f5es do Livro da Lei.\u201dOs escravos servir\u00e3o\u201d. Mas conosco, \u00e9 poss\u00edvel que qualquer escravo aparente\u00a0 prove seu direito de ser livre lutando contra os seus opressores, tal como \u00e9 no mundo; com esta chance adicional em nosso sistema: que a conduta dele ser\u00e1 vigiada atentamente por nossas autoridades, e sua coragem recompensada por admiss\u00e3o \u00e0 coortes dos homens livres. Al\u00e9m do que, um tratamento decente lhe\u00a0 ser\u00e1 assegurado em qualquer caso.<\/p>\n<p>O senhor poder\u00e1 perguntar como uma tal fiscaliza\u00e7\u00e3o da sociedade \u00e9 poss\u00edvel. Existe uma \u00fanica solu\u00e7\u00e3o para este grande problema. Sem sempre sido admitido que a forma ideal de governo \u00e9 aquela do\u00a0 \u201cd\u00e9spota esclarecido\u201d; e\u00a0 despotismos fracassaram apenas porque foi imposs\u00edvel, na pr\u00e1tica, assegurar a benevol\u00eancia desses no poder. As regras de cavalaria no ocidente, e aquelas de Bushido no oriente, proporcionaram a melhor chance para desenvolvimento de governantes do tipo desejado. A cavalaria fracassou principalmente porque foi defrontada por novos problemas; hoje em dia n\u00f3s sabemos perfeitamente quais eram esses problemas, e podemos solucion\u00e1-los. \u00c9 geralmente compreendido por todos os homens educados e cultos que o bem-estar geral \u00e9 necess\u00e1rio ao m\u00e1ximo desenvolvimento do bem-estar privado; e os problemas de democracias por elei\u00e7\u00e3o direta s\u00e3o em grande parte devidos ao fato que os homens que sobem ao poder s\u00e3o frequentemente criaturas desprovidas de qualquer educa\u00e7\u00e3o ou cultura..<\/p>\n<p>Eu gostaria de chamar a aten\u00e7\u00e3o do senhor para o fato que muitas ordens mon\u00e1sticas, tanto na\u00a0 \u00c1sia quanto na Europa, t\u00eam sobrevivido a todas as mudan\u00e7as pol\u00edticas, e assegurado vidas relativamente \u00fateis e agrad\u00e1veis \u00e0 seus membros. Mas isto tem sido poss\u00edvel unicamente porque uma vida restringida foi imposta. No entanto, houve ordens de monjes guerreiros, como os Templ\u00e1rios, que cresceram e prosperaram extremamente. O senhor se lembrar\u00e1 de que a Ordem do Templo foi derrubada apenas por um golpe de estado trai\u00e7oeiro por parte de um rei e de um papa que viam o seu programa reacion\u00e1rio, obscurantista e tir\u00e2nico amea\u00e7ado por esses cavaleiros que n\u00e3o tinham escr\u00fapulos de adicionar a sabedoria do oriente \u00e0 ampla interpreta\u00e7\u00e3o que sua ordem fazia do cristianismo; cavaleiros que representaram naquela \u00e9poca um movimento em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 luz da cultura e da ci\u00eancia que foi trazido a frui\u00e7\u00e3o em nossos pr\u00f3prios dias pelos esfor\u00e7os de orientalistas como Von-Hammer-Purgstall, Sir William Jones, Professor Rhys Davids e Madame Blavatsky, para n\u00e3o falarmos de fil\u00f3sofos como Nietzsche por um lado, ou dos her\u00f3icos trabalhos de Darwin, Huxley, Tyndall e Spencer por outro.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o tenho simpatia por pessoas que gritam contra o direito de propriedade, como se tudo que os homens desejam fosse necess\u00e1riamente mal\u00edgno; o instinto natural de todo homem \u00e9 Ter coisas; e enquanto os homens forem deste humor, tentativas de destruir o direito de propriedade permanecer\u00e3o n\u00e3o apenas in\u00fateis, mas delet\u00e9rias para a comunidade. N\u00e3o existem protestos contra o direito de propriedade onde quer que sabedoria e delicadeza o administram. O homem m\u00e9dio n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o irrazo\u00e1vel quanto o demag\u00f4go, para seus pr\u00f3prios fins ego\u00edstas, pretendem que ele \u00e9. Os grandes propriet\u00e1rios de todas as \u00e9pocas foram capazes de criar uma fam\u00edlia feliz de seus dependentes; e lealdade e dedica\u00e7\u00e3o at\u00e9 a morte foram a recompensa deles. O segredo de tais propriet\u00e1rios consistiu principalmente nisto: que eles se consideravam respons\u00e1veis por suas posses, e encaravam como vergonha para si mesmos se qualquer dos seus dependentes passasse fome sem necessidade. O novo-rico de hoje em dia n\u00e3o tem este sentimento; ele tenta constantemente provar sua pretensa superioridade por exibi\u00e7\u00f5es de poder; e tirania \u00e9 a sua \u00fanica arma. Em qualquer sociedade onde cada membro ocupa sua posi\u00e7\u00e3o\u00a0 natural, e esta posi\u00e7\u00e3o \u00e9 acatada por todos os outros membros, respeito m\u00fatuo e respeito pr\u00f3prio aparecem. Todo homem \u00e9, a seu modo, um rei; ou pelo menos herdeiro de algum reino. N\u00f3s temos muitos exemplos de tais sociedades hoje em dia, especialmente universidades e associa\u00e7\u00f5es desportivas. O remador n\u00famero 5 do clube de regatas n\u00e3o se vira no meio de uma corrida para censurar o n\u00famero 4 por ser apenas o n\u00famero 4; nem discutem o goleiro e o ponteiro de um time craque de futebol porque suas fun\u00e7\u00f5es no time s\u00e3o diversas. Deve ser notado que onde quer que trabalho de equipe \u00e9 necess\u00e1rio, toler\u00e2ncia m\u00fatua \u00e9 essencial. O soldado raso enverga um uniforme, tanto quanto o seu oficial; e em qualquer ex\u00e9rcito bem treinado se ensina ao soldado raso padr\u00f5es de honra e de respeito \u00e0 farda. Este sentimento, mais que mera disciplina ou a posse de armas, faz do soldado um cidad\u00e3o moralmente superior a qualquer outro que n\u00e3o\u00a0 esteja assim munido de natural respeito por si mesmo e por sua\u00a0 profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Graduados de grandes universidades que passaram por alguma grave crise ou tenta\u00e7\u00e3o, frequentemente me t\u00eam dito que a base de sua resist\u00eancia nessa \u00e9poca foi a consci\u00eancia das tradi\u00e7\u00f5es da sua institui\u00e7\u00e3o. Muito disso ;e evidentemente pressentido pelas pessoas que desejam restabelecer as antigas agremia\u00e7\u00f5es de obreiros caracter\u00edsticas da Idade M\u00e9dia. Mas receio estar divagando.<\/p>\n<p>Entretanto, j\u00e1 coloquei diante de si os pontos principais da minha tese. N\u00f3s precisamos estender \u00e0 sociedade inteira aquele peculiar sentimento de noblesse obrige\u00a0 que existe em nossas institui\u00e7\u00f5es mais bem sucedidas, como os servi\u00e7os p\u00fablicos (quer militares, diplom\u00e1ticos ou administrativos), as universidades, e os clubes. C\u00e9u e inferno s\u00e3o estados mentais; e se o Diabo realmente \u00e9 altivo, seu inferno pouco pode fer\u00ed-lo.<\/p>\n<p>\u00c9 isto, ent\u00e3o, que eu desejo acentuar: esses que aceitam a Nova Lei, a Lei do Aeon de Horus, da crian\u00e7a coroada e conquistadora que substitui em nossa teogonia a sofredora e desesperada v\u00edtima do destino, a Lei de THELEMA, que \u00e9 Faze o que tu queres, esses que aceitam esta Lei (digo eu) sentem-se imediatamente reis e rainhas. \u201cTodo homem e toda mulher \u00e9 uma estrela\u201d \u00e9 a primeira asser\u00e7\u00e3o do Livro da Lei. Em LIBER OZ os corol\u00e1rios sociais desta Lei est\u00e3o estabelecidos com simplicidade e seguran\u00e7a, e n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que eu importune o senhor com mais cita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aleister Crowley.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>O.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 T.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O.<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>L I B E R\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 CLXI<\/strong><\/p>\n<p>UMA CARTA ABERTA \u00c0QUELES QUE POSSAM DESEJAR INGRESSO NA ORDEM.<\/p>\n<p>Enumerando os deveres e privil\u00e9gios de acordo com as Casas Planet\u00e1rias. (Estes regulamentos entram em vigor em qualquer distrito onde o n\u00famero de membros exceda mil almas.)<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>D\u00a0\u00a0 E\u00a0\u00a0 V\u00a0\u00a0 E\u00a0\u00a0 R\u00a0\u00a0 E\u00a0\u00a0 S\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 D\u00a0\u00a0 O\u00a0\u00a0 S\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 I\u00a0\u00a0 R\u00a0 M\u00a0 \u00c3\u00a0 O\u00a0\u00a0 S<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PRIMEIRA CASA<\/strong><\/p>\n<p>1.\u00a0N\u00e3o existe lei al\u00e9m de Faze o que tu queres. Membros da O.T.O. podem pertencer a qualquer sexo, ra\u00e7a, religi\u00e3o, partido pol\u00edtico ou posi\u00e7\u00e3o social fora da Ordem; mas observando sempre a Declara\u00e7\u00e3o dos Direitos do Homem, como est\u00e1 escrito;<\/p>\n<p>N\u00e3o haver\u00e1 Propriedade em Pensamento Humano. Que cada qual pense como quiser sobre o Universo; mas que nenhum tente impor aquele pensamento sobre outrem por qualquer Amea\u00e7a de Puni\u00e7\u00e3o neste Mundo ou em qualquer outro Mundo.<\/p>\n<p>Entretanto, conv\u00e9m que Membros estudem di\u00e0riamente\u00a0 no Volume da Lei Santa, Liber Legis, pois h\u00e1 ali muito conselho quanto a isto, e como melhor eles podem executar suas vontades.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nSEGUNDA\u00a0 CASA<\/strong><\/p>\n<p>2. A bolsa privada de todo Membro deve estar sempre \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de qualquer membro necessitado. Mas em tal caso \u00e9 um grande dist\u00farbio se este pede, e aquele consente; pois se algu\u00e9m est\u00e1 realmente necessitado, seu orgulho \u00e9 ferido quando ele pede; e se ele n\u00e3o est\u00e1 realmente necessitado, a porta se abre a mendigos e impostores, e todo tipo de canalhas e ladr\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o verdadeiros Irm\u00e3os. Mas o Irm\u00e3o que possui riqueza mundana se determinar\u00e1 a vigiar a necessidade de todos esses Irm\u00e3os que ele conhece pessoalmente, antecipando as necessidades deles de uma maneira t\u00e3o s\u00e1bia e t\u00e3o sutil que parecer\u00e1 como se fosse o pagamento de uma d\u00edvida. E qual aux\u00edlio seja proporcionado deve ser proporcionado com discernimento, para que o al\u00edvio seja permanente em vez de apenas tempor\u00e1rio.<\/p>\n<p>3.\u00a0Todos os Irm\u00e3os ser\u00e3o extremamente pontuais no pagamento das mensalidades e j\u00f3ias. Isto deve ter preced\u00eancia sobre quaisquer outros gastos pessoais.<br \/>\n<strong>TERCEIRA CASA<\/strong><\/p>\n<p>4.\u00a0Os Irm\u00e3os ser\u00e3o diligentes na pr\u00e1tica da injun\u00e7\u00e3o em\u00a0 AL\u00a0 III, 39: isto \u00e9, proclamar\u00e3o\u00a0 \u201cFAZE O QUE TU QUERES\u201d quando forem convidados a comer ou a beber por qualquer casal de homem e mulher em qualquer parte. Os irm\u00e3os n\u00e3o insistir\u00e3o, nem pregar\u00e3o, nem discutir\u00e3o a Lei; mas ante uma curiosidade sadia, ou um pedido de maior esclarecimento, encaminhar\u00e3o os interessados a contato com sua Loja, de acordo com as regras estabelecidas pela Ordem.<\/p>\n<p>5.\u00a0Os Irm\u00e3os atender\u00e3o de todo cora\u00e7\u00e3o qualquer chamado da Loja ou Cap\u00edtulo a que perten\u00e7am, sem desculpas casuais por n\u00e3o-comparecimento.<\/p>\n<p>6. Os Irm\u00e3os aproveitar\u00e3o toda oportunidade de cooperarem uns com os outros em seus gostos, neg\u00f3cios ou profiss\u00f5es, quer recomendando Irm\u00e3os, quer utilizando os servi\u00e7os de Irm\u00e3os em prefer\u00eancia aos de profanos, ou como julguem melhor. Parece desej\u00e1vel, quando poss\u00edvel, que onde quer que dois ou mais Irm\u00e3os da mesma Loja se dediquem ao mesmo tipo de trabalho mundano, eles procurem unir seus esfor\u00e7os entrando em sociedade. Assim, com o tempo grandes e poderosas corpora\u00e7\u00f5es podem se erguer de pequenas empresas individuais.<\/p>\n<p>7.\u00a0Os Irm\u00e3os ser\u00e3o diligentes em circular quaisquer tratados, manifestos e outras publica\u00e7\u00f5es que a Ordem possa, de tempo em tempo, emitir para a instru\u00e7\u00e3o ou emancipa\u00e7\u00e3o de profanos.<\/p>\n<p>8.\u00a0Os Irm\u00e3os podem oferecer livros e pinturas apropriados \u00e0s Bibliotecas das Abadias da Ordem.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nQUARTA CASA<\/strong><\/p>\n<p>9. Todos\u00a0 os Irm\u00e3os que possuam minas, latif\u00fandios, ou casas em maior n\u00famero do que eles podem eles mesmo supervisionar ou ocupar constantemente, devem entregar parte de tais minas ou latif\u00fandios, ou uma ou mais de tais casas, \u00e0 Ordem.<\/p>\n<p>10.\u00a0Propriedades assim entregues ser\u00e3o administradas, se os donos desejarem, no pr\u00f3prio interesse deles, assim efetuando economia, desde que grandes propriedades s\u00e3o administradas com menos custo que propriedades pequenas. Mas a Ordem utilizar\u00e1 propriedades que estejam no momento inertes como melhor lhe pare\u00e7a, por exemplo: alugando uma casa desocupada a algum Irm\u00e3o, ou emprestando-a em caso de necessidade, e permitindo que um sal\u00e3o vazio seja ocupado por uma Loja.<\/p>\n<p>11.\u00a0(Entretanto, em vista dos grandes objetivos da Ordem, doa\u00e7\u00f5es definitivas s\u00e3o benvindas.)<\/p>\n<p>12.\u00a0Todo Irm\u00e3o ser\u00e1 sol\u00edcito quanto ao conforto e gozo de qualquer Irm\u00e3o ou irm\u00e3 de grande idade, cuidando n\u00e3o apenas de todas as necessidades, mas tamb\u00e9m das divers\u00f5es destes, para que\u00a0 seus anos de decl\u00ednio sejam alegres.<br \/>\n<strong>QUINTA CASA<\/strong><\/p>\n<p>13.\u00a0Todo Irm\u00e3o ou Irm\u00e3 buscar\u00e1 constantemente dar prazer a todos os Membros que conhece, quer oferecendo divers\u00f5es ou conversa\u00e7\u00e3o, quer de qualquer outra forma que lhe ocorra. Acontecer\u00e1 frequentemente, e naturalmente, que amor surja entre membros da Ordem, j\u00e1 que estes t\u00eam tantos e t\u00e3o sagrados interesses em comum. Tal amor \u00e9 peculiarmente santo, e deve ser encorajado.<\/p>\n<p>14. Todos os filhos de Irm\u00e3os ou Irm\u00e3s ser\u00e3o considerados como filhos da Ordem inteira, e ser\u00e3o protegidos e auxiliados de toda maneira, tanto por cada um dos membros em particular quanto pela organiza\u00e7\u00e3o em geral. Nenhuma distin\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita quanto \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do nascimento de qualquer crian\u00e7a.<\/p>\n<p>15.\u00a0Existe um dever especialmente sagrado que todo Irm\u00e3o deve cumprir no que concerne a\u00a0 crian\u00e7as, inclusive as nascidas fora da Ordem. Este dever consiste em instru\u00ed-las na Lei de THELEMA, em ensinar-lhes independ\u00eancia, autonomia de pensamento e de car\u00e1cter, e preveni-las de que o servilhismo e a covardia s\u00e3o as mais perigosas doen\u00e7as da alma humana.<br \/>\n<strong>SEXTA CASA<\/strong><\/p>\n<p>16.\u00a0Empregados dom\u00e9sticos e privados devem quando poss\u00edvel ser escolhidos de entre membros da Ordem, e grande tato e cotesia devem ser demonstrados para com eles em qualquer caso.<\/p>\n<p>17.\u00a0Eles, por sua vez, retribuir\u00e3o com\u00a0 servi\u00e7o inteligente e prestimoso.<\/p>\n<p>18.\u00a0Na Loja, e em ocasi\u00f5es especiais, empregados ser\u00e3o tratados como Irm\u00e3os, com perfeita equalidade; uma tal conduta \u00e9 indesej\u00e1vel durante as horas de servi\u00e7o, e a familiaridade, que \u00e9 subversiva de toda ordem e disciplina, ser\u00e1 evitada pela ado\u00e7\u00e3o de uma completa e marcante mudan\u00e7a de maneira e tratamento por ambas as partes.<\/p>\n<p>19.\u00a0Isto se\u00a0 aplica a todas pessoas em posi\u00e7\u00e3o subalternas, mas n\u00e3o a Irm\u00e3os e Irm\u00e3s Serventes na Abadias da Ordem, os quais, oferecendo servi\u00e7o sem compensa\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, devem ser honrados como donos da casa.<\/p>\n<p>20.\u00a0No caso de doen\u00e7a de qualquer Irm\u00e3o, \u00e9 o dever de todos os Irm\u00e3os que o conhecem pessoalmente auxili\u00e1-lo, vigiar para que nada lhe falte, e comunicar, se preciso, as necessidades dele \u00e0 Loja, ou mesmo \u00e0 Gr\u00e3-Loja.<\/p>\n<p>21.\u00a0Irm\u00e3os que sejam m\u00e9dicos ou enfermeiras naturalmente outorgar\u00e3o sua habilidade e aten\u00e7\u00e3o com mais at\u00e9 que sua\u00a0 costumeira alegria em servi\u00e7o; e o far\u00e3o gratuitamente, caso as circunst\u00e2ncias n\u00e3o permitam compensa\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/p>\n<p>22.\u00a0Todos os Irm\u00e3os est\u00e3o obrigados, pela sua qualidade de Membros, a oferecer os servi\u00e7os de seu particular artesanato, neg\u00f3cio, ou profiss\u00e3o, \u00e0 Gr\u00e3-Loja. Por exemplo, um papeleiro suprir\u00e1 a Gr\u00e3-Loja com papel, pergaminho, etc.; um livreiro oferecer\u00e1 \u00e0 Biblioteca da Gr\u00e3-Loja quaisquer livros que o Bibliotec\u00e1rio considere desej\u00e1veis; um advogado executar\u00e1 todas as necessidades legais da Gr\u00e3-Loja, e um propriet\u00e1rio ou diretor de companhia de transportes ver\u00e1 que os Grandes Oficiais viajem em conforto para onde quer que estes devam ir.<\/p>\n<p>23.\u00a0Visitantes de outras Lojas ser\u00e3o tratados como embaixadores; isto se aplicar\u00e1 muito especialmente a Soberanos Grandes Inspetores Gerais da Ordem em suas viagens de inspe\u00e7\u00e3o. Toda hospitalidade e cortesia demonstrados para com eles s\u00e3o demonstrados \u00e0 Ordem inteira.<br \/>\n<strong>S\u00c9TIMA\u00a0 CASA<\/strong><\/p>\n<p>24.\u00a0\u00c9 desej\u00e1vel que o marido de qualquer Irm\u00e3, ou a esposa de qualquer Irm\u00e3o, seja membro ou membra da Ordem. Neglig\u00eancia em insistir nisto leva frequentemente a s\u00e9rios problemas para ambas as partes, especialmente a parte profana.<\/p>\n<p>25.\u00a0Processos entre membros da Ordem s\u00e3o absolutamente proibidos, sob pena de expuls\u00e3o imediata e perda de todos os privil\u00e9gios, mesmo estes acumulados por boa conduta passada a que se refere a Segunda parte ( PRIVIL\u00c9GIOS DOS IRM\u00c3OS) desta Instru\u00e7\u00e3o.[1]<\/p>\n<p>26.\u00a0Todas as disputas entre Irm\u00e3os ser\u00e3o levadas primeiramente ao conhecimento do Mestre ou Mestres de sua Loja ou Lojas; se um acordo n\u00e3o puder ser obtido desta forma, a disputa ser\u00e1\u00a0 referida ao Grande Tribunal, que arbitrar\u00e1 quanto a ela; e a decis\u00e3o do Grande Tribunal ser\u00e1 aceita como final.[2]<\/p>\n<p>27.\u00a0Recusa por qualquer das partes de solicitar essa, ou aceitar essa, decis\u00e3o, implicar\u00e1 em expuls\u00e3o da Ordem, e a outra parte litigiante estar\u00e1 ent\u00e3o livre para buscar sua quita\u00e7\u00e3o nas cortes de justi\u00e7a profanas.<\/p>\n<p>28.\u00a0Membros da Ordem tratar\u00e3o profanos de acordo com a Declara\u00e7\u00e3o dos Direitos do Homem em LIBER OZ, com especial aten\u00e7\u00e3o para com o Quinto Par\u00e1grafo; lembrando-se sempre de que este se aplica a ambas as partes. O Membro da Ordem tem por obriga\u00e7\u00e3o pregar a Lei pelo exemplo dos seus atos, enquanto o profano, sendo um profano, \u00e9 perante N\u00f3s irrespons\u00e1vel. Aqueles entre profanos que, sem conhecerem ainda a Lei, intuitivamente agem de acordo\u00a0 com ela, ser\u00e3o tratados com o m\u00e1ximo respeito, e nenhum esfor\u00e7o ser\u00e1 poupado para traze-lo \u00e0 Nossa Liberdade. Aqueles entre profanos que, conhecendo ou n\u00e3o a Lei, n\u00e3o agem de acordo com ela, s\u00e3o trogloditas, sobreviventes de uma civiliza\u00e7\u00e3o passada. Gentileza combinada com firmeza deve ser demonstrada para com eles, como para com qualquer outro animal.<\/p>\n<p>29.\u00a0Qualquer injuria cometida por uma pessoa fora da Ordem contra qualquer membro da Ordem poder\u00e1 ser levada \u00e0 aten\u00e7\u00e3o do Grande Tribunal, que usar\u00e1, se assim considerar necess\u00e1rio, todo o seu poder para neutralizar ou compensar o dano.<\/p>\n<p>30.\u00a0Caso qualquer Irm\u00e3o seja acusado de uma ofensa contra a lei criminal do pa\u00eds em que reside, e algum outro Irm\u00e3o conhecendo os fatos se sinta obrigado em defesa pr\u00f3pria a levantar acusa\u00e7\u00e3o, este irm\u00e3o comunicar\u00e1 o assunto tanto ao Grande Tribunal quanto \u00e0 Autoridade Civil, reclamando isen\u00e7\u00e3o devido \u00e0s circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>31.\u00a0O irm\u00e3o acusado ser\u00e1, no entanto, defendido pela Ordem custe o que custar, se ele afirmar sua inoc\u00eancia sobre o Volume da Lei Santa na Ord\u00e1lia determinada ad hoc\u00a0 pelo Grande tribunal mesmo.<\/p>\n<p>32.\u00a0Inimigos p\u00fablicos do pa\u00eds de qualquer Irm\u00e3o ser\u00e3o tratados como tais em guerra, e abatidos ou capturados conforme o oficial comandante do Irm\u00e3o assim ordene. Mas dentro dos precintos da Loja tais divis\u00f5es ser\u00e3o absolutamente esquecidas; e como filhos de Uma S\u00f3 M\u00e3e os inimigos da hora anterior e da hora pr\u00f3xima coabitar\u00e3o em paz, amizade e fraternidade.<br \/>\n<strong>OITAVA CASA<\/strong><\/p>\n<p>33.\u00a0Espera-se que todo Irm\u00e3o d\u00ea testemunho em sua ;ultima vontade e testamento do grande benef\u00edcio que recebeu da Ordem, legando a esta parte ou o total de suas posses, como ele considerar mais apropriado.<\/p>\n<p>34.\u00a0A morte de um irm\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 ocasi\u00e3o para melancolia, mas sim regozijo; os Irm\u00e3os de sua Loja se reunir\u00e3o e dar\u00e3o um banquete seguido de um baile de toda maneira de festejo. \u00c9 da maior import\u00e2ncia que isto seja feito, pois desta forma o medo at\u00e1vico da morte que existe como um instinto em n\u00f3s ser\u00e1\u00a0 gradualmente erradicado. \u00c9 um legado do morto aeon de Osiris, e \u00e9 nosso dever extingui-lo\u00a0 em n\u00f3s, para que nossos filhos, e os filhos de nossos filhos, nas\u00e7am livres dessa tara.<br \/>\n<strong>NONA CASA<\/strong><\/p>\n<p>35.\u00a0Sup\u00f5e-se que todo Irm\u00e3o ou irm\u00e3 dedicar\u00e1 grande parte de seu lazer ao estudo dos princ\u00edpios da Lei e da Ordem, e em buscar a chave de seus grandes e m\u00faltiplos mist\u00e9rios.<\/p>\n<p>36.\u00a0Irm\u00e3os devem tamb\u00e9m fazer tudo em seu poder para\u00a0 divulgar a Lei, especialmente executando longas jornadas, quando poss\u00edvel a locais remotos, para l\u00e1 plantar a semente de THELEMA.<br \/>\n<strong>D\u00c9CIMA CASA<\/strong><\/p>\n<p>37.\u00a0Todas as mulheres gr\u00e1vidas s\u00e3o especialmente sagradas para membros da Ordem, e todo esfor\u00e7o ser\u00e1 feito por traze-las \u00e0 percep\u00e7\u00e3o da Lei de Liberdade, de forma que o inascido possa se beneficiar dessa percep\u00e7\u00e3o. Elas devem ser convidadas a se tornarem membras da Ordem, para que a crian\u00e7a possa nascer sob a prote\u00e7\u00e3o desta.<\/p>\n<p>38.\u00a0Se a futura m\u00e3e asseverou sua vontade de ser m\u00e3e desafiando os tab\u00fas dos deuses-escravos, ela ser\u00e1 considerada como especialmente apta para nossa Ordem, e o Mestre da Loja no distrito em que ela vive se oferecer\u00e1 como patrocinador da crian\u00e7a, a qual ser\u00e1 especialmente educada, se assim a m\u00e3e o desejar, como afilhada da Ordem, em uma das Abadias desta.<\/p>\n<p>39.\u00a0Abadias especiais para o cuidado de parturientes membras da Ordem, ou cujos esposos ou amantes s\u00e3o membros da Ordem, ser\u00e3o institu\u00eddas, de forma que o dever frontal feminino da maternidade possa ser executado com todo conforto e honra.<\/p>\n<p>40.\u00a0Espera-se que todos os Irm\u00e3os usem de sua influ\u00eancia junto a pessoas de excepcional m\u00e9rito para que estas ingressem na Ordem, principalmente se jovens; pois \u00e9 tencionado que gradualmente a Ordem fa\u00e7a um trabalho de levedo social, trazendo as classes dirigentes e as leis civis de todas as na\u00e7\u00f5es do globo a uma harmonia com a Lei, e assim \u00e0 liberdade e prosperidade que resultam da aplica\u00e7\u00e3o dos Seus princ\u00edpios.<\/p>\n<p>41.\u00a0Col\u00e9gios e universidades da Ordem ser\u00e3o eventualmente estabelecidos, onde os filhos de Membros possam ser treinados em todos os artesanatos, neg\u00f3cios e profiss\u00f5es, e possam estudar as artes e as letras, assim como nossa ci\u00eancia arcana e santa. Espera-se que Irm\u00e3os fa\u00e7am tudo em seu poder para tornar poss\u00edvel o estabelecimento de tais Universidades.<br \/>\n<strong>UND\u00c9CIMA CASA<\/strong><\/p>\n<p>42.\u00a0Espera-se que todo Irm\u00e3o se esfor\u00e7ar\u00e1 por induzir seus amigos pessoais a aceitarem a Lei e se afiliarem \u00e0 Ordem, pelo exemplo de sua conduta, como est\u00e1 escrito: pelos seus frutos os conhecereis.<br \/>\n<strong>DUOD\u00c9CIMA CASA<\/strong><\/p>\n<p>43.\u00a0Os Irm\u00e3os est\u00e3o obrigados a segredo apenas no que concerne aos detalhes dos rituais de nossa Ordem, e \u00e0s nossas palavras, sinais, etc.\u00a0 Os princ\u00edpios gerais da Ordem podem ser explicados abertamente, naquilo que \u00e9 compreendido deles abaixo do VI\u00b0, como est\u00e1 escrito:\u00a0 \u201cas ord\u00e1lias Eu n\u00e3o escrevo; os rituais ser\u00e3o metade conhecidos e metade escondidos; a Lei \u00e9 para todos.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>DOS\u00a0 PRIVIL\u00c9GIOS\u00a0 DOS\u00a0 IRM\u00c3OS<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>PRIMEIRA CASA<\/strong><\/p>\n<p>44.\u00a0O primeiro e m\u00e1ximo privil\u00e9gio de um Irm\u00e3o \u00e9 ser um Irm\u00e3o; ter aceitado a Lei: ter se tornado livre e independente, ter destru\u00eddo todo medo de conven\u00e7\u00f5es, de dogmas, de outros homens, da morte mesma. Em outros escritos nossos a alegria e a gl\u00f3ria daqueles que aceitaram o Livro da Lei como regra \u00fanica de vida est\u00e3o extensamente, se nunca por completo, explicados; e n\u00e3o recapitularemos aqui.<br \/>\n<strong>SEGUNDA CASA<\/strong><\/p>\n<p>45.\u00a0Todos os Irm\u00e3os que por acaso caiam em indig\u00eancia t\u00eam direito \u00e0 assist\u00eancia direta da Ordem at\u00e9 o completo total das mensalidades e j\u00f3ias que pagaram desde a data de seu ingresso. Isto ser\u00e1 considerado como um empr\u00e9stimo, mas juros n\u00e3o ser\u00e3o cobrados. Para que este privil\u00e9gio n\u00e3o seja abusado, o Grande tribunal decidir\u00e1 se ou n\u00e3o a solicita\u00e7\u00e3o \u00e9 feita de boa f\u00e9.<br \/>\n<strong>TERCEIRA CASA<\/strong><\/p>\n<p>46.\u00a0Membros da Ordem t\u00eam direito ao uso da Biblioteca em qualquer das nossas Abadias.<\/p>\n<p>47.\u00a0Bibliotecas circulantes ser\u00e3o presentemente estabelecidas.<\/p>\n<p>48.\u00a0Irm\u00e3os em viagem num pa\u00eds t\u00eam direito \u00e0 hospitalidade do Mestre da Loja no distrito que estejam percorrendo, at\u00e9 total de tr6es dias.<br \/>\n<strong>QUARTA CASA<\/strong><\/p>\n<p>49.\u00a0Membros de quaisquer graus poder\u00e3o ser convidados pela Gr\u00e3-Loja para uma estadia nas Abadias da Ordem; tais convites s\u00e3o sempre a recompensa de m\u00e9rito. L\u00e1 eles poder\u00e3o conhecer pessoalmente membros de Graus mais elevados, aprender algo dos labores mais profundos e da estrutura interna da Ordem, obter o benef\u00edcio de instru\u00e7\u00e3o pessoal, e de toda forma se tornarem aptos a progredir nos graus.<\/p>\n<p>50.\u00a0Irm\u00e3os de idade avan\u00e7ada e reconhecido m\u00e9rito que desejem seguir a vida religiosa podem ser convidados residir permanentemente numa Abadia.<\/p>\n<p>51.\u00a0Nos graus mais elevados, os Irm\u00e3os t\u00eam o direito de residir em nossas Abadias durante parte do ano, como segue:<\/p>\n<p>VI\u00b0\u00a0 :\u00a0 Duas semanas<br \/>\nVII\u00b0\u00a0 : Dois meses.<br \/>\nG.T.: Um m\u00eas<br \/>\nS.G.C.:\u00a0 Tr\u00eas meses<br \/>\nP.R.S.: Seis semanas<br \/>\nVIII \u00b0\u00a0 : Seis messes<\/p>\n<p>52.\u00a0Membros do IX\u00b0, que disp\u00f5em entre si da propriedade inteira da Ordem de acordo com as regras daquele grau, podem, claro, residir permanentemente uma Abadia. De fato, a casa de todo Irm\u00e3o desse grau \u00e9, ipso facto, uma Abadia da Ordem.<br \/>\n<strong>QUINTA CASA<\/strong><\/p>\n<p>53.\u00a0Todos os Irm\u00e3os t\u00eam direito de esperar a mais entusiasm\u00e1tica coopera\u00e7\u00e3o em seus prazeres e divers\u00f5es por parte de outros membros da Ordem. A perfeita liberdade e seguran\u00e7a outorgadas pela Lei permitem que o carater de todo Irm\u00e3o ou Irm\u00e3 se expanda ao m\u00e1ximo de suas possibilidades naturais, e a transbordante alegria e energia deles os tornam os melhores companheiros. \u201cEles se regozijar\u00e3o, nosso escolhidos; quem se entristece n\u00e3o \u00e9 de n\u00f3s. Beleza e energia, riso pulante e langor delicioso, for\u00e7a e fogo, s\u00e3o de n\u00f3s.\u201d<\/p>\n<p>54.\u00a0Os filhos de todos os Irm\u00e3os t\u00eam direito aos cuidados da Ordem, e arranjos ser\u00e3o feitos para educ\u00e1-los em certas das Abadias da Ordem.<\/p>\n<p>55.\u00a0\u00d3rf\u00e3os de Irm\u00e3os ser\u00e3o oficialmente adotados pelo Mestre da Loja do falecido ou falecida; ou, se esse recusar por algum motivo, ser\u00e3o adotados pelo Supremo Rei Santo mesmo, e tratados por ele como seus pr\u00f3prios filhos.<\/p>\n<p>56.\u00a0Irm\u00e3os que t\u00eam direito a interesse\u00a0 especial em qualquer crian\u00e7a cuja m\u00e3e n\u00e3o faz parte da Ordem poder\u00e3o recomendar tal crian\u00e7a especialmente ao cuidado de sua Loja, ou da Gr\u00e3-Loja.<br \/>\n<strong>SEXTA CASA<\/strong><\/p>\n<p>57.\u00a0Quando doentes, todos os Membros da uma Loja t\u00eam direito aos cuidados m\u00e9dicos ou cir\u00fargicos, ou a tratamento, por parte de m\u00e9dicos, cirurgi\u00f5es ou enfermeiras que sejam membros da Loja; caso a Loja n\u00e3o inclua membros de tais ocupa\u00e7\u00f5es, ter\u00e3o direito aos cuidados de membros de outra Loja no distrito, ou da Gr\u00e3-Loja mesma.<\/p>\n<p>58.\u00a0Em casos de especial necessidade, o Supremo Rei Santo mandar\u00e1 seus pr\u00f3prios assistentes.<\/p>\n<p>59.\u00a0Onde as circunst\u00e2ncias o necessitem, tratando-se de vidas de grande valor para a Ordem, etc., o Rei Santo poder\u00e1 at\u00e9 permitir a administra\u00e7\u00e3o daquela secreta Medicina conhecida de membros do IX\u00b0.<\/p>\n<p>60.\u00a0Membros da Ordem podem esperar que Irm\u00e3os busquem encontrar ocupa\u00e7\u00e3o remunerativa para eles, caso eles estejam sem empr\u00eago; ou, se poss\u00edvel, empreg\u00e1-los pessoalmente.<br \/>\n<strong>S\u00c9TIMA CASA<\/strong><\/p>\n<p>61.\u00a0Membros da Ordem podem esperar encontrar conjugues condignos na sociedade extremamente seleta \u00e0 qual eles pertencem. Comunidade de interesses e esperan\u00e7as j\u00e1 existindo de antem\u00e3o, \u00e9 natural supor que, onde atra\u00e7\u00e3o m\u00fatua tamb\u00e9m exista, um casamento resultar\u00e1 em perfeita harmonia. (Existem considera\u00e7\u00f5es especiais deste assunto que se aplicam ao VII grau, e n\u00e3o podem ser discutidas aqui).<\/p>\n<p>62.\u00a0Como j\u00e1 foi explicado acima, Irm\u00e3os est\u00e3o inteiramente livres da maior parte de despesas legais, uma vez que processos n\u00e3o s\u00e3o permitidos dentro da Ordem, e uma vez que Irm\u00e3os podem apelar para os advogados consultantes da Ordem para defende-los de seus inimigos em caso de necessidade.<br \/>\n<strong>OITAVA CASA<\/strong><\/p>\n<p>63.\u00a0Ap\u00f3s a morte, todos os Irm\u00e3os t\u00eam direito \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o apropriada de seus restos f\u00edsicos de acordo com os ritos da Ordem, e de acordo com o grau deles.<\/p>\n<p>64.\u00a0Se o irm\u00e3o assim desejar, a inteira soma das mensalidades e j\u00f3ias que ele pagou durante sua vida ser\u00e3o entregues pela Ordem aos seus herdeiros ou contemplados. A Ordem assim oferece um sistema absoluto de seguros em adi\u00e7\u00e3o a seus outros benef\u00edcios.<br \/>\n<strong>NONA CASA<\/strong><\/p>\n<p>65.\u00a0A Ordem ensina o \u00fanico sistema perfeito e satisfat\u00f3rio de filosofia, religi\u00e3o e ci\u00eancia, conduzindo seus membros passo a passo a um conhecimento e poder de que os profanos sem sequer sonham.<\/p>\n<p>66.\u00a0Irm\u00e3os da Ordem que fizeram longas viagens a outros pa\u00edses ser\u00e3o recebidos nos distritos que percorram, e hospedados na Abadias da Ordem, at\u00e9 o prazo de um m\u00eas.<br \/>\n<strong>D\u00c9CIMA CASA<\/strong><\/p>\n<p>67.\u00a0Membras da Ordem que estejam a ponto de se tornarem m\u00e3es recebem todo cuidado, aten\u00e7\u00e3o e honra por parte de todos os Irm\u00e3os.<\/p>\n<p>68.\u00a0Abadias especiais ser\u00e3o estabelecidas para conveni\u00eancia delas, caso elas desejem aproveitar-se de tais.<\/p>\n<p>69.\u00a0A Ordem oferece grande vantagem social aos seus membros, proporcionando-lhes, como faz, constante associa\u00e7\u00e3o com homem e mulheres do mais alto calibre.<\/p>\n<p>70.\u00a0A ordem oferece extraordin\u00e1rias oportunidades a membros em seus artesanatos, neg\u00f3cios ou profiss\u00f5es, auxiliando-os atrav\u00e9s de coopera\u00e7\u00e3o, e assegurando-lhes clientes ou fregueses.<br \/>\n<strong>UND\u00c9CIMA CASA<\/strong><\/p>\n<p>71.\u00a0A Ordem oferece a oportunidade de amizades dignas e dur\u00e1veis a seus membros, trazendo a contato \u00edntimo homens e mulheres de elevado car\u00e1ter e gostos e aspira\u00e7\u00f5es.<br \/>\n<strong>DUOD\u00c9CIMA CASA<\/strong><\/p>\n<p>72.\u00a0O segredo da Ordem prov\u00ea seus membros com um inviol\u00e1vel manto de direito privado.<\/p>\n<p>73.\u00a0O crime de cal\u00fania, que causa uma t\u00e3o grande propor\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria humana, \u00e9 tornado extremamente perigoso, se n\u00e3o imposs\u00edvel, dentro da Ordem, por uma cl\u00e1usula na Obriga\u00e7\u00e3o do Terceiro Grau.<\/p>\n<p>74.\u00a0A Ordem exerce seu inteiro poder para aliviar seus membros de toda constric\u00e7\u00e3o a que eles possam ser sujeitos, atacando com vigor qualquer pessoa ou pessoas que busquem escraviza-los, e de todo modo auxiliando a completa emancipa\u00e7\u00e3o dos irm\u00e3os de qualquer influ\u00eancia que tente impedi-lo de Fazer Aquilo que Eles Querem.<\/p>\n<p>Deve ser observado que estes privil\u00e9gios sendo t\u00e3o vastos incumbe \u00e0 honra\u00a0 de todo Irm\u00e3o nunca abusa-los, e os patrocinadores de qualquer Irm\u00e3o que assim fizer, tal como o culpado mesmo, ser\u00e3o estritamente responsabilizados pelo Grande Tribunal. A m\u00e1xima franqueza e boa f\u00e9 entre Irm\u00e3os \u00e9 essencial ao f\u00e1cil e harmonioso funcionamento do nosso sistema, e o Poder Executivo cuidar\u00e1 de que tal franqueza e boa f\u00e9 sejam encorajadas por todos os meios poss\u00edveis; qualquer quebra deles ser\u00e1 imediatamente e quietamente suprimida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Amor \u00e9 a lei, amor sob vontade.<br \/>\nBaphomet X\u00b0,\u00a0 XI\u00b0<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br \/>\n<strong>NOTAS<br \/>\n<\/strong>[1] &#8211;\u00a0\u00a0 Nota de E.:\u00a0 Vemos aqui o quanto o Sr. Marcelo Motta e o Caliphado se afastaram das Leis da Ordem.<br \/>\n[2] &#8211;\u00a0 Nota de E.: Idem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Mestre Therion (Aleister Crowley) Tradu\u00e7\u00e3o: Parzifal XI ( Marcelo Ramos Motta) Uma Ep\u00edstola escrita ao\u00a0 Professor L&#8230;B&#8230;K&#8230;, que esperara, ele mesmo, pelo Novo Aeon, tratando da O.T.O. e de sua solu\u00e7\u00e3o de diversos problemas da Sociedade Humana, particularmente esses concernentes \u00e0 Propriedade Privada; agora reimpressa para Circula\u00e7\u00e3o Geral. 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