{"id":1160,"date":"2015-08-13T18:41:30","date_gmt":"2015-08-13T18:41:30","guid":{"rendered":"https:\/\/cih.org.br\/?p=1160"},"modified":"2022-06-13T20:31:38","modified_gmt":"2022-06-13T20:31:38","slug":"da-relacao-hebraicoenochiano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cih.org.br\/?p=1160","title":{"rendered":"Da Rela\u00e7\u00e3o Hebraico\/Enochiano"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"font-size: medium;\">Por: Frater Goya<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\">Embora a <em>Golden Dawn <\/em>(GD) como fonte do nosso material, utilize o enochiano em paralelo, com astrologia, Qabalah, e outras convers\u00f5es \u00e0s vezes for\u00e7adas, \u00e9 preciso levar em conta que a GD foi fundada por ma\u00e7ons que estudavam a Qabalah e a magia cl\u00e1ssica buscando uma melhoria no sistema m\u00e1gico convencional da \u00e9poca, definido por nomes como Levi, Papus, e Francis Barret, que eram excessivamente supersticiosos ao extremo. Toda a magia destes \u00faltimos era baseada nos grim\u00f3rios, como as Clav\u00edculas de Salom\u00e3o, o Armadel e outros, sendo baseada em olho de gato preto arrancado sob o corpo dependurado de um enforcado, ou a m\u00e3o de um parricida para adivinha\u00e7\u00f5es, ou entranhas de pombo para ver o futuro. E a GD foi o ponto de virada para essa situa\u00e7\u00e3o, pois em toda sua estrutura, embora ainda fortemente influenciada pelos autores da \u00e9poca, foi a primeira organiza\u00e7\u00e3o que baniu as pr\u00e1ticas de sacrif\u00edcio e as supersticiosas da pr\u00e1tica m\u00e1gica, e tentou trazer uma pr\u00e1tica pag\u00e3 para a magia, sem o uso de express\u00f5es t\u00edpicas do cristianismo, limitando sua influ\u00eancia \u00e0 Qabalah. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\"> Isso teve um rev\u00e9s, no entanto, quando a ordem se desfez em 1902, no julgamento da Madame H\u00f3rus, e a ordem posteriormente renasceu como Stella Matutina pelas m\u00e3os do Artur Eduard Waite, que era um crist\u00e3o convicto, e que jurou banir da GD todo o paganismo pela gl\u00f3ria de Nosso Senhor Jesus Cristo. O livro cl\u00e1ssico conhecido de todos, o <\/span><span style=\"font-size: medium;\"><i>Golden Dawn System of Magic<\/i><\/span><span style=\"font-size: medium;\">, publicado na d\u00e9cada de 30 por Israel Regardie, traz no seu interior as pr\u00e1ticas desenvolvidas na \u00e9poca do Waite. Quando anos mais tarde, foi contatado por uma loja independente da GD ainda existente na Austr\u00e1lia, Regardie tomou conhecimento que seu livro n\u00e3o continha o material original, mas sim a releitura de Waite. Ent\u00e3o, atrav\u00e9s desse contato com Pat Zalewski<\/span><sup><span style=\"font-size: medium;\"><a class=\"sdendnoteanc\" href=\"#sdendnote1sym\" name=\"sdendnote1anc\"><sup>i<\/sup><\/a><\/span><\/sup><span style=\"font-size: medium;\"> ele obteve c\u00f3pias dos originais conforme eram distribu\u00eddos na \u00e9poca anterior a 1902. Regardie compila esses documentos e ent\u00e3o lan\u00e7a no mercado o livro <\/span><span style=\"font-size: medium;\"><i>The Complete Golden Dawn System of Magic<\/i><\/span><span style=\"font-size: medium;\"> (hoje publicado pela Falcon Press), onde na introdu\u00e7\u00e3o pede desculpas por ter publicado o livro anterior como se fosse o material original da GD, pois segundo ele, os obteve como sendo os originais na \u00e9poca de sua filia\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\"> \u00c9 importante essa contextualiza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica para se compreender as influ\u00eancias que a GD teve para produzir e trabalhar com o enochiano da forma como conhecemos no CIH. A GD nas suas pesquisas, obteve acesso no Museu Brit\u00e2nico e no Ashmolian Museum ao material produzido por John Dee, o revelador do sistema original. O sistema enochiano \u00e9 constitu\u00eddo de v\u00e1rias partes, a saber:<\/span><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Liber Loagaeth<\/strong>. As Quatro T\u00e1buas Elementais. Estes compreendem as quatro Torres de Vigia, ou Torres de Vigia, de Fogo, Ar, \u00c1gua e Terra. Os nomes dos Governadores dos 30 \u00c9teres s\u00e3o encontrados nas Tabelas.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Sigillum Dei Aemeth<\/strong>. O Selo Sagrado. &#8211; O Selo do Deus Verdadeiro.<\/li><li><em><a href=\"https:\/\/cih.org.br\/?p=1424\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/cih.org.br\/?p=1424\"><strong>Claves <\/strong><\/a><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/cih.org.br\/?p=1424\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/cih.org.br\/?p=1424\" target=\"_blank\"><strong>Angelicae<\/strong><\/a><\/em>, <span style=\"font-size: medium;\"><i>Quarenta e oito \u201cChaves\u201d ou \u201cChamadas\u201d, que s\u00e3o invoca\u00e7\u00f5es em uma linguagem \u201cAng\u00e9lica\u201d. Trintas destas s\u00e3o id\u00eanticas, exceto por uma \u00fanica palavra.<\/i><\/span><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>\u2022 <span style=\"font-size: medium;\"><i><strong>O Livro da Sabedoria e Vit\u00f3ria Terrestre<\/strong>, contendo os nomes dos trinta \u201c\u00c9teres\u201d \u2013 contrapartes espirituais de v\u00e1rias regi\u00f5es terrestres \u2013 junto com os nomes e sigilos dos senhores de cada um dos \u00c9teres e certa informa\u00e7\u00e3o adicional relacionada a eles. Os nomes e os sigilos dos senhores s\u00e3o tamb\u00e9m derivados da Grande Tabela, mas de forma que dois deles n\u00e3o ocupem uma \u00e1rea da mesma figura, e na mesma sequ\u00eancia.<\/i><\/span><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>A Tabela de Nalvage.<\/strong> Esta \u00e9 uma tabela circular com letras dispostas em linhas e colunas.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/nalvage.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"787\" height=\"380\" src=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/nalvage.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1435\" srcset=\"https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/nalvage.jpg 787w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/nalvage-300x145.jpg 300w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/nalvage-768x371.jpg 768w, https:\/\/cih.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/nalvage-420x203.jpg 420w\" sizes=\"auto, (max-width: 787px) 100vw, 787px\" \/><\/a><figcaption>Tabela de Nalvage<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u2022<strong> <span style=\"font-size: medium;\"><i>A Heptarchia M\u00edstica<\/i><\/span><\/strong><span style=\"font-size: medium;\"><i>, um complexo sistema de magia planet\u00e1ria que n\u00e3o parece estar diretamente relacionado \u00e0s partes precedentes.<\/i><\/span><sup><span style=\"font-size: medium;\"><i><a class=\"sdendnoteanc\" name=\"sdendnote2anc\" href=\"#sdendnote2sym\"><sup>ii<\/sup><\/a><\/i><\/span><\/sup><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\"> A GD rejeitou parte do sistema, talvez por falta de conhecimento pleno sobre o sistema, ou por falta de tempo, ou ainda porque o restante n\u00e3o era compat\u00edvel com o sistema desenvolvido pela GD. De fato, n\u00e3o sabemos exatamente os motivos que os levaram a ignorar parte do sistema, como o Livro dos Esp\u00edritos e a Heptarchia M\u00edstica, mas o fato \u00e9 que a GD adapta grande parte do sistema para incluir a qabalah, o tarot e a astrologia, como partes integrantes do sistema. Para maiores detalhes a esse respeito, sugiro o estudo do <\/span><span style=\"font-size: medium;\"><i><a href=\"https:\/\/cih.org.br\/?wpfb_dl=31\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Godzilla Meets ET<\/a>, <\/i><\/span><span style=\"font-size: medium;\"> de Benjamin Rowe, que explica em detalhes essas altera\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\"> Voltando ao tema da l\u00edngua hebraica e de haver dentro do enochiano palavras que aparecem em v\u00e1rias outras l\u00ednguas, como o eg\u00edpcio, o grego, o hebraico ou nas l\u00ednguas b\u00e1rbaras, conv\u00e9m citar algumas observa\u00e7\u00f5es feitas por Frater Ad Majorem Adonai Gloriam, na sua Introdu\u00e7\u00e3o ao Sistema Enochiano<\/span><sup><span style=\"font-size: medium;\"><a class=\"sdendnoteanc\" href=\"#sdendnote3sym\" name=\"sdendnote3anc\"><sup>iii<\/sup><\/a><\/span><\/sup><span style=\"font-size: medium;\"> da GD: <\/span><\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<span style=\"font-size: medium;\"><i>Permitam-me nesse ponto acrescentar um ou dois dados acerca da linguagem ang\u00e9lica na qual as invoca\u00e7\u00f5es est\u00e3o escritas. Os rituais da Ordem Externa dizem, quando se apresentam ao Candidato as T\u00e1buas no Templo, que est\u00e3o escritas \u201cno que nossa tradi\u00e7\u00e3o chama a Linguagem Ang\u00e9lica Secreta\u201d. As T\u00e1buas que s\u00e3o utilizadas nos Templos, assim como as que aqui se reproduzem, est\u00e3o transliteradas em caracteres ar\u00e1bicos. Isto, sem d\u00favida, \u00e9 somente uma translitera\u00e7\u00e3o dos caracteres correspondentes da linguagem Enochiana. Suas letras se encontrar\u00e3o reproduzidas numa p\u00e1gina posterior. Se diz que ditas letras n\u00e3o s\u00e3o apenas um caractere simples, sen\u00e3o que participam da natureza dos Sigilos. Na se\u00e7\u00e3o sobre Talism\u00e3s deve ter se notado que certos emblemas geom\u00e2nticos e s\u00edmbolos Astrol\u00f3gicos possuem refer\u00eancias a essas letras. <\/i><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><i>Qualquer que seja a origem desta Linguagem Ang\u00e9lica Secreta, o certo \u00e9 que se trata de uma linguagem verdadeira. Tem, isto \u00e9 bastante claro, uma sintaxe e uma gram\u00e1tica pr\u00f3prias, e as invoca\u00e7\u00f5es na dita l\u00edngua n\u00e3o meras sucess\u00f5es de palavras, sen\u00e3o verdadeiras frases que podem ser traduzidas e n\u00e3o apenas transliteradas em l\u00ednguas modernas. Por exemplo, considere-se a Invoca\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas Arcanjos que regem sobre a T\u00e1bua do Esp\u00edrito e que se usa na abertura do Grau do Portal. Diz-se assim: \u201cOl Sonuf Vaorsagi Goho Iada Balata. <\/i><span lang=\"es-ES\"><i>Lexarph, Comanan, Tabitom. Zodakara, eka; Zodakare od Zodamran. Odo Kikle qaa, piape p\u00edaomoel od vaoan\u201d. <\/i><\/span><i>Que traduzido significa: \u201cEu reino sobre v\u00f3s, diz o Deus da Justi\u00e7a, Lexarph, Comanan, Tabitom, movei-os pois. Mostra-os e aparece. Declara-nos o mist\u00e9rio de vossa cria\u00e7\u00e3o, no balan\u00e7o da retid\u00e3o e da verdade\u201d. <\/i><\/span><\/p>\n\n\n\n<p>S.L. MacGregor Mathers (um dos fundadores da Golden Dawn), escreve a respeito da pron\u00fancia das palavras em enochiano: &#8220;Resumidamente, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pron\u00fancia da Linguagem Ang\u00e9lica, deve-se pronunciar as consoantes com a vogal seguinte na nomenclatura da mesma letra no alfabeto hebraico. Por exemplo, na letra hebraica Beth, a vogal subsequente de &#8216;B&#8217; \u00e9 &#8216;E&#8217; pronunciando-se AY. Portanto, se o &#8216;B&#8217; aparece em um nome ang\u00e9lico precede outra letra, como em &#8216;Sobha&#8217; [cujo ou quem], pode-se pronunci\u00e1-lo como &#8216;Sobeh-hah&#8217;. O &#8216;G&#8217; pode ser pronunciado  tanto Gimel (Guimel no hebraico), como Jimel (como os \u00e1rabes o fazem), resultando que seja forte ou fraca. Esse \u00e9 o uso do eg\u00edpcio antigo, sendo o hebraico apenas uma c\u00f3pia, e muitas vezes uma c\u00f3pia defeituosa, exceto nos Nomes Divinos e M\u00edsticos, e algumas outras coisas. Tamb\u00e9m o &#8216;Y&#8217; e o &#8216;I&#8217; s\u00e3o similares, e tamb\u00e9m o &#8216;V&#8217; e o &#8216;U&#8217; , dependendo se o uso pretende ser vogal ou consoante. &#8216;X&#8217; tem o antigo poder do eg\u00edpcio antigo da letra Samekh; mas existem alguns nomes hebraicos vulgares em que &#8216;X&#8217;  torna-se Tzaddi.&#8221; <\/p>\n\n\n\n<p>William Wynn Westcott, outro dos fundadores da ordem, faz a seguinte nota em um dos seus rituais: &#8220;Ao pronunciar os nomes, tome cada letra separadamente. &#8216;M&#8217; \u00e9 pronunciado &#8216;Em&#8217;; &#8216;N&#8217; \u00e9 pronunciado &#8216;En&#8217; (tamb\u00e9m &#8216;NU&#8217;, visto que em hebraico a vogal seguindo a letra equivalente Nun \u00e9 &#8216;u&#8217;); &#8216;A&#8217; \u00e9 &#8216;Ah&#8217;; &#8216;P&#8217; \u00e9 &#8216;Peh&#8217;; &#8216;S&#8217; \u00e9 &#8216;Ess&#8217;; &#8216;D&#8217; \u00e9 &#8216;Deh&#8217;. <\/p>\n\n\n\n<p>&#8216;NRFM&#8217; \u00e9 pronunciado &#8216;En-Ra-Ef-Em ou Em-Ar-Ef-Em&#8217;.  &#8216;ZIZA&#8217; \u00e9 pronunciado  &#8216;Zod-ee-zod-ah&#8217;. &#8216;ADRE&#8217; \u00e9 &#8216;Ah-Deh-reh&#8217; ou &#8216;Ah-deh-er-reh&#8217;. &#8216;TAASD&#8217; \u00e9 &#8216;Teh-ah-ah-ess-deh&#8217;. &#8216;AIAOAI&#8217; \u00e9  &#8216;Ah-ee-ah-oh-ah-ee&#8217;, &#8216;BDOPA&#8217; \u00e9 &#8216;Beh-deh-oh-peh-ah&#8217;. &#8216;BANAA&#8217; \u00e9 &#8216;Beh-ee-teh-oo-em&#8217;. &#8216;NANTA&#8217; \u00e9 &#8216;En-ah-en-tah&#8217;. &#8216;HCOMA&#8217; \u00e9 &#8216;Heh-co-em-ah&#8217;. &#8216;EXARP&#8217; \u00e9 &#8216;Eh-ex-ar-peh&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><i>Em uma li\u00e7\u00e3o marginal da Primeira Ordem, passada pelo M.H. Frater Sub Spe aos Zelatores rec\u00e9m iniciados, h\u00e1 uma nota sobre a linguagem e o sistema Enochiano que vale a pena citar:<\/i><\/span><\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<i style=\"\"><font size=\"3\">Uma coisa mais nos \u00e9 mostrada nesta primeira parte do Grau 1=10, e isso \u00e9 a Grande Atalaia da Terra ou T\u00e1bua do Norte. De momento, o mais prov\u00e1vel \u00e9 que a todos aqui presentes, com exce\u00e7\u00e3o dos que tenham passado a Segunda Ordem, constitu\u00eda um absoluto mar de mist\u00e9rio. Da apar\u00eancia de uma curiosa disposi\u00e7\u00e3o de quadrados e letras em diferentes cores, e qui\u00e7\u00e1 algu\u00e9m se pergunte por que h\u00e1 nela caracteres ar\u00e1bicos e n\u00e3o letras hebraicas, se \u00e9 que se trata de algum dos s\u00edmbolos mais antigos do mundo. Posso dizer-lhes, sem trair a nenhum conhecimento que esteja al\u00e9m de v\u00f3s, que ditas letras est\u00e3o convenientemente transliteradas. N\u00e3o creio que haja ningu\u00e9m presente, exceto eu mesmo, que possa ler na linguagem original na qual est\u00e3o escritas. Mas posso dizer-lhes que isso constitui uma grande curiosidade desde o ponto de vista <\/font><\/i><span style=\"font-size: medium;\"><i>lingu\u00edstico, porque a linguagem e os caracteres nos quais est\u00e1 escrita \u00e9 uma linguagem perfeita que pode ser traduzida, e sem d\u00favida n\u00e3o h\u00e1 nenhuma testemunha, at\u00e9 onde eu sei, de que dita linguagem foi alguma vez falada, ou ditos caracteres utilizados por algum mortal. Posto que M\u00fcller e outros grandes fil\u00f3logos afirmam que \u00e9 imposs\u00edvel a um ser humano inventar uma linguagem, h\u00e1 aqui algu\u00e9m que existiu desde um tempo t\u00e3o remoto como somos capazes de registrar. Encontramos seus tra\u00e7os os mist\u00e9rios sagrados e segredos de algumas das mais antigas religi\u00f5es do mundo, mas n\u00e3o achamos tra\u00e7o algum de que tenha sido usada alguma vez como l\u00edngua viva, e temos a tradi\u00e7\u00e3o de que se trata de uma linguagem Ang\u00e9lica Secreta. Qui\u00e7\u00e1 somente me permitam dar um exemplo disso. O sumo sacerdote de J\u00fapiter nos mais remotos dias de Roma era chamado <\/i><\/span><span style=\"font-size: medium;\"><i><b>Flamen Dialis<\/b><\/i><\/span><span style=\"font-size: medium;\"><i>, j\u00e1 aqui os mais eruditos se declaram completamente ignorantes sobre de onde surgiu a palavra <\/i><\/span><span style=\"font-size: medium;\"><i><b>Dialis<\/b><\/i><\/span><span style=\"font-size: medium;\"><i>. Dir\u00e3o que se trata de Etrusco antigo, mas nada mais. N\u00e3o se trata do genitivo de nenhum nominativo conhecido. Mas na T\u00e1bua (da Terra) vereis que o segundo dos Tr\u00eas Santos Nomes Secretos de Deus \u00e9 <\/i><\/span><span style=\"font-size: medium;\"><i>Dial<\/i><\/span><span style=\"font-size: medium;\"><i>\u201d.<\/i><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><i>Ainda que n\u00e3o sou fil\u00f3logo, nem tenho o menor conhecimento cient\u00edfico sobre l\u00ednguas comparadas, encontrei que o estudo desta linguagem Ang\u00e9lica ou Enochiana \u00e9 de um interesse absorvente. Ap\u00f3s haver estudado as invoca\u00e7\u00f5es com a inten\u00e7\u00e3o de compilar um dicion\u00e1rio das palavras existentes, me vi convencido pessoalmente de que temos as pe\u00e7as fragment\u00e1rias de uma l\u00edngua muito antiga, uma l\u00edngua que \u00e9 muito mais velha inclusive que o S\u00e2nscrito. Em algum momento deve ter sido uma l\u00edngua viva, ainda que isto tenho ocorrido h\u00e1 muitos milhares de anos, e pode ent\u00e3o assumir-se que os fragmentos que temos est\u00e3o escritos na linguagem mais antiga que conhecemos. De fato, ainda que como pura especula\u00e7\u00e3o, se pensa que a linguagem na qual estas invoca\u00e7\u00f5es est\u00e3o escritas \u00e9 remanescente da l\u00edngua dos antigos Atlantes. Em verdade \u00e9 que, no momento, n\u00e3o h\u00e1 modo de provar essa especula\u00e7\u00e3o, ou de propor o menor ponto de corrobora\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seja uma convic\u00e7\u00e3o instintiva ou intuitiva. Na cita\u00e7\u00e3o inclu\u00edda anteriormente, Frater Sub Spe d\u00e1 um exemplo de uma palavra Enochiana que aparece na antiguidade, e isto, para alguns, ser\u00e1 sugestivo. Provavelmente h\u00e1 quantidades de palavras similares \u00e0s do caso citado, e estas saltar\u00e3o \u00e0 luz quando se d\u00ea ao tema a aten\u00e7\u00e3o requerida. <\/i><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><i>Ap\u00f3s haver escrito trecho acima, me ocorreu outro exemplo de uma palavra Enochiana. Lendo a tradu\u00e7\u00e3o de Charles Johnson e o coment\u00e1rio teos\u00f3fico dos grandes Upanishads da \u00cdndia, encontrei uma refer\u00eancia a certa personagem lend\u00e1ria, Uma Haimavati. O Kena Upanishad fala dela como a filha da Montanha Nevada, e \u00e9, segundo a interpreta\u00e7\u00e3o do Sr. Johnson, um s\u00edmbolo da Sabedoria Oculta personificada como a filha do Himalaia que revela o Eterno. E Charles Johnson continua assim, \u201co curioso do caso \u00e9 que, enquanto o significado interno do nome desta radiante e imensa mulher se perdeu em S\u00e2nscrito, <\/i><\/span><span style=\"font-size: medium;\"><i>deve ter sido evidente na l\u00edngua mais antiga que subjaz ao S\u00e2nscrito<\/i><\/span><span style=\"font-size: medium;\"><i>; porque permanece naquele grupo de l\u00ednguas \u00c1rias mais jovens chamadas Eslavas. Nelas, a raiz <\/i><\/span><span style=\"font-size: medium;\"><i>UM<\/i><\/span><span style=\"font-size: medium;\"><i> \u00e9 a palavra comum para designar a intelig\u00eancia\u201d. <\/i><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><i>As cursivas no coment\u00e1rio de Johnson s\u00e3o minhas. Este ponto deve ser enfatizado o bastante, porque o significado da dita palavra Um, n\u00e3o somente \u00e9 mantido nas l\u00ednguas Eslavas como indica o Sr. Johnson, sen\u00e3o tamb\u00e9m em Enochiano ou Linguagem Ang\u00e9lica. Por exemplo, na segunda Chave Enochiana, usada para invocar aos Anjos da T\u00e1bua do Esp\u00edrito, assim como na D\u00e9cima Sexta Chave, encontramos a palavra \u201cOM\u201d traduzida por \u201cEntender\u201d. (Permitam-me notar aqui novamente que a tradu\u00e7\u00e3o das palavras das invoca\u00e7\u00f5es Enochianas prov\u00e9m da mesma fonte oculta ou Ang\u00e9lica que as pr\u00f3prias invoca\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o foi feita nem por Dee nem por Kelly). Assim mesmo, na D\u00e9cima Quinta Chave vemos que o que a vers\u00e3o em nossa l\u00edngua traduz como \u201c\u00d3 tu&#8230; que sabes\u201d se diz em Enochiano \u201cIls&#8230; ds omax\u201d. E na Chamada dos Trinta e Tr\u00eas a palavra \u201cOma\u201d \u00e9 traduzida como \u201centendimento\u201d. H\u00e1, assim, uma s\u00e9rie de indica\u00e7\u00f5es que nos levam a crer que se houve uma linguagem \u201cque subjaz ao S\u00e2nscrito\u201d, tal como sup\u00f5e o Sr. Johnson e por suposto muitos outros, o qual, segundo a filosofia da Sabedoria Antiga \u00e9 a L\u00edngua dos Atlantes; ent\u00e3o o Enochiano, ou l\u00edngua Ang\u00e9lica, apresenta com ele diversos pontos de semelhan\u00e7a.\u201d<\/i><\/span><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante notar que n\u00e3o h\u00e1 um registro confi\u00e1vel de como Joh Dee e Edward Kelley pronunciavam a linguagem Enochian ou mesmo se o faziam em voz alta ou se apenas escaneavam as letras enochianas (o que tamb\u00e9m \u00e9 uma possibilidade). O que se pode deduzir, se aceitamos que houve um contato real de Kelley com os &#8216;Anjos&#8217; \u00e9 que ele ouviu a pron\u00fancia correta e tentou transmitir uma vers\u00e3o exata a Dee. No entanto, essas anota\u00e7\u00f5es acabam sendo de car\u00e1ter provis\u00f3rio e casual, tornando-se pouco \u00fatil. mas podemos dizer com certeza que a pron\u00fancia da GD era bastante falha. <br>Dada a \u00e9poca em que as anota\u00e7\u00f5es foram realizadas, estava em vig\u00eancia o ingl\u00eas elizabetano, e talvez algum estudioso atual especializado nesse per\u00edodo, conseguisse algum resultado mais pr\u00f3ximo ao que era falado naquele per\u00edodo. A n\u00f3s, restam aproxima\u00e7\u00f5es menos exatas.  Al\u00e9m disso, devemos sempre considerar que a proposta da l\u00edngua enochiana era ser a l\u00edngua falada pelos anjos e n\u00e3o pelos homens, ent\u00e3o devemos sempre ter em conta, que mesmo Kelley talvez tenha ouvido apenas uma aproxima\u00e7\u00e3o, pois a pergunta que importa \u00e9: temos condi\u00e7\u00f5es de ouvir todas as frequ\u00eancias usadas nas vocaliza\u00e7\u00f5es que por ventura os anjos tenham? Nosso ouvido ser\u00e1 sens\u00edvel o suficiente? Ou eles ofereceram a Kelley uma vers\u00e3o j\u00e1 adaptada ao ouvido humano? Logo, qualquer pessoa que busque oferecer a vers\u00e3o definitiva, a vers\u00e3o mais pr\u00f3xima, mais acertada, estar\u00e1 falando uma inverdade.<br>Nesse aspecto, enquanto estudioso e autor que fala sobre o sistema, fiz uma aposta justamente no entendimento de que n\u00e3o h\u00e1 hoje uma vers\u00e3o mais ou menos correta, e simplificando a pron\u00fancia para o portugu\u00eas do Brasil, adotamos os seguintes crit\u00e9rios gerais (para mais detalhes, veja o meu livro &#8220;Magia Enochiana&#8221;, dispon\u00edvel no Clube de Autores.) &#8216;DS&#8217; ser\u00e1 sempre pronunciado &#8216;Dies&#8217;. O &#8216;Z&#8217;, sempre ser\u00e1 &#8216;Zod&#8217;, portanto em &#8216;Ziza&#8217; ser\u00e1 &#8216;Zodi-Zoda&#8217;.  Nos demais casos, entendemos que n\u00e3o existe uma consoante muda em enochiano, portanto, quando n\u00e3o h\u00e1 uma vogal acompanhando a consoante, usamos o som natural da letra, isto \u00e9, para &#8216;M&#8217;, &#8216;Me&#8217;; para &#8216;P&#8217; usamos &#8216;Pe&#8217;, e assim por diante (em portugu\u00eas quase todas as consoantes tem o fonema &#8216;E&#8217; quando soletradas. E quando existe vogal, lemos naturalmente como o fazemos em portugu\u00eas, por exemplo:<br>Cla = CeLa; Bdopa=Bedopa; Bitom=Bitoem ou Bitom\u00ea, e assim por diante.<\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\"> Explicado isso, continuaremos nossas observa\u00e7\u00f5es acerca da GD, Rowe e em como trabalhamos o sistema de magia enochiana no CIH. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\"> O que \u00e9 importante dentro da proposta do CIH, \u00e9 que o sistema enochiano conforme foi revelado pelos anjos a John Dee, simplesmente ignora as rela\u00e7\u00f5es entre qabalah (e, portanto qualquer paralelo com o hebraico), tarot e astrologia, assim como ignora por completo qualquer influ\u00eancia crist\u00e3. No nosso material interno de Enochiano, pode-se encontrar refer\u00eancia a este fato, e nos di\u00e1rios de John Dee todas as vezes que ele tenta come\u00e7ar a conversa com o anjo citando Nossa Senhora, Jesus Cristo e outros personagens t\u00edpicos do cristianismo, o anjo simplesmente ignora e corta o assunto.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\"> Embora as tabelas tenham as Linhas do Deus Pai, Deus Filho e a Linha do Esp\u00edrito Santo, necessariamente n\u00e3o estabelece talvez um paralelo com o Cristianismo em si, mas com um princ\u00edpio trino, onde poderiam ser Linhas do Deus Pai, da Grande M\u00e3e e do Filho, por exemplo, ou quaisquer outras rela\u00e7\u00f5es trinas, conforme a conveni\u00eancia. Mesmo John Dee teve dificuldade em acatar todas as instru\u00e7\u00f5es dadas pelos Anjos e fez adapta\u00e7\u00f5es conforme as entendia, e conforme pode ser lido no texto de Rowe. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><b>Altera\u00e7\u00f5es na pr\u00e1tica enochiana dentro do CIH e outras mudan\u00e7as<\/b><\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\"> A partir desse ponto, podemos estabelecer uma dire\u00e7\u00e3o mais pertinente na pr\u00e1tica enochiana atual e futura do CIH. De que forma? Em nossa Ordem, como somos filhos tardios do sistema da GD, inicialmente absorvemos integralmente o m\u00e9todo. Mas depois, com a pr\u00e1tica efetiva, percebemos que o sistema estava incompleto e at\u00e9 certo ponto incoerente e em 2005, preparamos nosso pr\u00f3prio material de magia enochiana, que mant\u00e9m do sistema da GD, a t\u00e9cnica de Abertura das Torres Enochianas, que segue a estrutura ritual prevista no documento Z2, e cont\u00e9m nas suas falas, parte do texto dos Or\u00e1culos Caldeus de Zoroastro<\/span><sup><span style=\"font-size: medium;\"><a class=\"sdendnoteanc\" href=\"#sdendnote4sym\" name=\"sdendnote4anc\"><sup>iv<\/sup><\/a><\/span><\/sup><span style=\"font-size: medium;\">, confirmando a influ\u00eancia pag\u00e3 da GD. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\"> Al\u00e9m disso, \u00e0 medida que os anos passam, novos materiais e novos di\u00e1rios de John Dee v\u00e3o surgindo, o que auxilia na pesquisa da Magia Enochiana e n\u00e3o se pode esquecer tamb\u00e9m a contribui\u00e7\u00e3o obtida em rituais, como por exemplo a Mesa Enochiana que recebemos do Anjo Algr e o <a href=\"https:\/\/cih.org.br\/?p=926\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Banimento<\/a>, entre outros que ser\u00e3o divulgados no tempo correto.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\"> Podemos alterar esse Ritual da Golden Dawn? Sim. Em que momento? A partir do momento em que TODOS no Supremo Conselho tenham habilidades espec\u00edficas do enochiano por sua pr\u00f3pria experi\u00eancia. Em minhas pesquisas e pr\u00e1ticas sobre este tema, acredito que a melhor forma de trabalhar esse ritual de forma a substitu\u00ed-lo \u00e9 pratic\u00e1-lo. E temos op\u00e7\u00f5es para fazer isso, pois todo o sistema enquanto consagra\u00e7\u00e3o de armas, talism\u00e3s e pr\u00e1ticas relativas ao Z2 usam a Abertura das Torres como ritual de base. <\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\"> Quando pensamos em modificar um ritual devemos ter em mente alguns pontos como:<\/span><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>\u00c9 um ritual individual ou de grupo? Se for individual, tenho uma linha espec\u00edfica de pesquisa, que pode resolver isso facilmente? Se for em grupo, quantas pessoas ser\u00e3o necess\u00e1rias? Seguiremos o modelo eg\u00edpcio ou o modelo GD? Nesse ponto, vale lembrar o compromisso assumido em 19-ago-2003 ante as instru\u00e7\u00f5es recebidas do Conselho convocado por Thoth.<\/li><li>Se o modelo for eg\u00edpcio, existe tamb\u00e9m a necessidade de compreender melhor a ritual\u00edstica eg\u00edpcia, atrav\u00e9s do material j\u00e1 passado anteriormente, como os cap\u00edtulos 125, 96, 144-147, etc. Esse material explica como deve ser a estrutura da viagem da alma pela 4 inicia\u00e7\u00f5es do CIH, e conforme descrito nos Codex 06 e 07, \u00e9 um modelo de inicia\u00e7\u00e3o tradicional, que ocasionou toda a mudan\u00e7a de sa\u00edda do padr\u00e3o GD.<\/li><li>Ser\u00e3o mantidas as 4 armas no formato tradicional vitoriano, desenvolveremos armas eg\u00edpcias, enochianas, ou um misto de ambas?<\/li><li>Dentro de toda a modifica\u00e7\u00e3o, devemos manter um padr\u00e3o como por exemplo, manter a estrutura conforme as tabelas ditadas por Rafael e corrigidas, e os atributos de suas regi\u00f5es. Isso demanda tempo e pr\u00e1tica para que se compreenda n\u00e3o apenas intelectualmente, mas tamb\u00e9m na pr\u00e1tica sua utiliza\u00e7\u00e3o, para que o material futuro n\u00e3o apresente \u2018furos\u2019 como os encontrados na GD. Pelo menos n\u00e3o os mesmos furos, nem t\u00e3o b\u00e1sicos.<\/li><li>No novo Manifesto que publicamos quando nos comprometemos com a fonte eg\u00edpcia e sua egr\u00e9gora, conforme o compromisso assumido de 19-ago-2003, trocamos de 10 para 4 graus, adotamos a guia do tarot, enochiano, etc, quebrando o v\u00ednculo espec\u00edfico com o sistema da GD, e criando a partir desse momento a nossa pr\u00f3pria linhagem. Portanto, dentro desse compromisso, devemos nos afastar do modelo GD, Crowley e outros m\u00e9todos vitorianos e nos aproximar mais da tradi\u00e7\u00e3o.<\/li><li>Dentro dessa retomada da tradi\u00e7\u00e3o, o material eg\u00edpcio, enochiano e tao\u00edsta, s\u00e3o fontes mais que seguras para as quais podemos apelar. No momento, para preservar a consist\u00eancia do presente documento, n\u00e3o falaremos das pr\u00e1ticas tao\u00edstas que substituem os tattwas e a yoga no padr\u00e3o GD, pois as mesmas ser\u00e3o tratadas em outro momento e em outro documento espec\u00edfico. Mas manteremos aqui a consist\u00eancia entre o eg\u00edpcio e o enochiano. Deixamos de fora o Tarot no caso, pois embora ele seja mantido como ferramenta de controle, ele est\u00e1 sofrendo altera\u00e7\u00f5es de acordo com as minhas experi\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo, e portanto, tamb\u00e9m se remeter\u00e1 \u00e0s duas diretivas primeiras (eg\u00edpcio\/enochiano).<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\"> Para que n\u00e3o se fique apenas no modelo GD, uma grande sugest\u00e3o \u00e9 a pr\u00e1tica do Livro Enochiano dos Esp\u00edritos, seguido do Comselha, e da Constru\u00e7\u00e3o dos Templos Enochianos ou o Ritual do Apocalipse. No entanto, \u00e9 meu dever informar que esses 3 \u00faltimos, s\u00e3o pr\u00e1ticas para o Grau de Philosofus, pois em sua ess\u00eancia podem ser usados em substitui\u00e7\u00e3o ao ritual de Abramelin. Portanto, n\u00e3o aconselho a pr\u00e1tica durante o Grau de Artifex, pois sua pr\u00e1tica sem estar devidamente preparado, apenas os levaria \u00e0 confus\u00e3o e \u00e0 desilus\u00e3o, pelo n\u00edvel de dificuldade e exig\u00eancia dos mesmos, que n\u00e3o deve em nada \u00e0 pr\u00e1tica de Abramelin. J\u00e1 o Livro Enochiano dos Esp\u00edritos condiz com o grau de habilidade pessoal exigida em Artifex.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\">Atenciosamente,<br>\nEm L.L.L.L.,<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\"><br>\nFrater Goya<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-size: medium;\">AUS<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><a class=\"sdendnotesym\" href=\"#sdendnote1anc\" name=\"sdendnote1sym\">i<\/a> Para saber mais sobre Pat Zalewski, veja <span style=\"color: #0000ff;\"><u><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pat_Zalewski\">http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pat_Zalewski<\/a><\/u><\/span> .<\/p>\n\n\n\n<p><a class=\"sdendnotesym\" href=\"#sdendnote2anc\" name=\"sdendnote2sym\">ii<\/a> Rowe, Benjamin, em Godzilla encontra E.T., tradu\u00e7\u00e3o de Frater Goya e Frater Amduscias, CIH, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p><a class=\"sdendnotesym\" href=\"#sdendnote3anc\" name=\"sdendnote3sym\">iii<\/a> <span style=\"font-size: small;\">Frater Ad Majorem Adonai Gloriam, Introdu\u00e7\u00e3o ao Sistema Enochiano, <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>The Golden Dawn System of Magic<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">, Vol.4, tradu\u00e7\u00e3o de Frater Goya, CIH, 2000.<\/span><\/p>\n\n\n\n<div id=\"sdendnote4\">\n<h5 class=\"sdendnote-western\"><a class=\"sdendnotesym\" href=\"#sdendnote4anc\" name=\"sdendnote4sym\">iv<\/a> Westcott, William Wynn, Colet\u00e2nea Herm\u00e9tica, Madras Editora, S\u00e3o Paulo, 2003.<\/h5>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Frater Goya Embora a Golden Dawn (GD) como fonte do nosso material, utilize o enochiano em paralelo, com astrologia, Qabalah, e outras convers\u00f5es \u00e0s vezes for\u00e7adas, \u00e9 preciso levar em conta que a GD foi fundada por ma\u00e7ons que estudavam a Qabalah e a magia cl\u00e1ssica buscando uma melhoria no sistema m\u00e1gico convencional da &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/cih.org.br\/?p=1160\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":9691,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[20],"tags":[233,72,37,192,35,239,234,186,231,117],"class_list":["post-1160","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-enochiano","tag-benjamin-rowe","tag-crowley","tag-deuses-egipcios","tag-enochian-magic","tag-frater-goya","tag-golden-dawn","tag-hebraico","tag-john-dee","tag-magia-enochiana","tag-mathers","nodate","item-wrap"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1160","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/9691"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1160"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1160\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1160"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1160"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cih.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1160"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}