{"id":113,"date":"2012-02-03T18:35:19","date_gmt":"2012-02-03T18:35:19","guid":{"rendered":"https:\/\/cih.org.br\/?p=113"},"modified":"2012-02-03T18:35:19","modified_gmt":"2012-02-03T18:35:19","slug":"liber-cl-de-lege-libellum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cih.org.br\/?p=113","title":{"rendered":"Liber CL &#8211; De Lege Libellum"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">De Lege Libellum<\/span><\/strong><\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Sub figura CL<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">A. \u00b7 . A. \u00b7 .<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>Publica\u00e7\u00e3o em Classe E.<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>Imprimatur: N. Fra<\/strong>. <strong>A. \u00b7 . A. \u00b7 .<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>Faze o que tu queres h\u00e1 de ser tudo da Lei<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Em retid\u00e3o de \u00e2nimo vinde aqui, e ouvi-me; pois sou TO MEGA THERION, quem deu esta Lei a todo aquele que se percebe santo. Sou eu, e n\u00e3o outro, quem quer vossa completa Liberdade, e o aumento em v\u00f3s de completo Conhecimento e Poder.<br \/>\nVede! O Reino de Deus est\u00e1 dentro de v\u00f3s, mesmo como o Sol est\u00e1 eternamente nos c\u00e9us, tanto \u00e0 meia-noite quanto ao meio-dia. Ele n\u00e3o se ergue, n\u00e3o se p\u00f5e; \u00e9 a sombra da terra que o esconde, ou as nuvens sobre a face dela.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Deixa-me ent\u00e3o declarar-vos este Mist\u00e9rio da Lei, tal como ele me foi dado a conhecer em diversos lugares, em montanhas e em desertos., mas tamb\u00e9m em grandes cidades; eu o declaro para vosso conforto e coragem. E assim seja como todos v\u00f3s!<br \/>\nSabeis, primeiramente, que da Lei surgem quatro Raios ou emana\u00e7\u00f5es; de forma que se fazeis da Lei o centro de vosso ser, eles inevitavelmente, vos encher\u00e3o de benef\u00edcio oculto. E os quatro s\u00e3o: Luz, Vida, Amor e Liberdade.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Pela Luz contemplareis a v\u00f3s mesmos, e vereis Todas as Coisas, que em verdade s\u00e3o apenas Uma Coisa, que tem sido chamada de Nada por um motivo que mais adiante vos ser\u00e1 declarado. Mas a subst\u00e2ncia da Luz \u00e9 Vida, desde que sem Exist\u00eancia e Energia a Luz n\u00e3o poderia ser. Pela Vida, portanto, vos sois tornando vos mesmos, eternos e incorrupt\u00edveis, flamejantes como s\u00f3is, auto-criados e auto-mantidos; cada um de v\u00f3s \u00e9 o centro \u00fanico do Universo.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Ora, assim como pela luz vistes, pelo amor sentis. H\u00e1 um \u00eaxtase de puro Conhecimento, e outro de puro Amor. E este Amor \u00e9 a for\u00e7a que une coisas diversas, para a contempla\u00e7\u00e3o, na Luz, da Unidade delas. Aprendei que o Universo n\u00e3o est\u00e1 im\u00f3vel; est\u00e1 num extremo movimento cuja soma \u00e9 Descanso. E esta compreens\u00e3o de que estabilidade \u00e9 Mudan\u00e7a, e Mudan\u00e7a Estabilidade, que Ser \u00e9 Acontecer, e Acontecer \u00e9 Ser, \u00e9 a chave do Pal\u00e1cio \u00c1ureo desta Lei.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Finalmente, atrav\u00e9s da Liberdade tendes o poder de dirigir vosso curso de acordo com vossa Vontade. Pois a extens\u00e3o do Universo \u00e9 sem limites, e v\u00f3s sois livres de tomar prazer como quiserdes, j\u00e1 que a variedade de exist\u00eancia \u00e9, igualmente, infinita. Pois tamb\u00e9m isto \u00e9 a Alegria da Lei: que n\u00e3o h\u00e1 duas estrelas iguais, e vos deveis compreender que esta multiplicidade \u00e9, ela mesma, Unidade, e que sem ela a Unidade seria imposs\u00edvel. E isto \u00e9 uma dura asser\u00e7\u00e3o \u00e0 Raz\u00e3o, que \u00e9 apenas manipula\u00e7\u00e3o da mente, chegardes ao Conhecimento puro atrav\u00e9s da percep\u00e7\u00e3o direta da Verdade.<br \/>\nAprendei, tamb\u00e9m, que essas quatro Emana\u00e7\u00f5es da Lei flamejam em todas os caminhos; elas vos ser\u00e3o \u00fateis n\u00e3o s\u00f3 nessas Rodovias do Universo das quais eu escrevi, mas em qualquer Atalho de vossas vidas di\u00e1rias.<\/span><\/p>\n<p align=\"center\">\n<strong><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Amor \u00e9 a lei, amor sob vontade.<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>I<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><br \/>\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">DE LIBERDADE<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">\u00c9 sobre Liberdade que eu primeiro quereria vos falar; pois a n\u00e3o ser que sejais livre para agir, n\u00e3o podeis agir. No entanto, todas as quatro d\u00e1divas da Lei devem ser, em algum grau, exercidas, j\u00e1 que as quatro s\u00e3o na realidade uma, mas para o Aspirante que vem ao Mestre, a primeira necessidade \u00e9 Liberdade.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">O maior de todos os grilh\u00f5es \u00e9 a ignor\u00e2ncia. Como h\u00e1 um homem livre para agir, se ele n\u00e3o conhece seu pr\u00f3prio prop\u00f3sito? V\u00f3s deveis portanto, antes de mais nada, descobrir que estrela, de todas as estrelas, v\u00f3s sois: vossa rela\u00e7\u00e3o com as outras estrelas em vossa volta, vossa rela\u00e7\u00e3o, e identidade com o Todo.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Em nossos Livros Santos s\u00e3o descritos diversos m\u00e9todos de realizarmos esta descoberta; e cada um deve realiz\u00e1-la por si mesmo, alcan\u00e7ando uma absoluta certeza atrav\u00e9s de experimenta\u00e7\u00e3o direta; n\u00e3o apenas raciocinando e calculando o que \u00e9 prov\u00e1vel. Ent\u00e3o, a cada um de v\u00f3s vir\u00e1 o conhecimento de sua vontade finita, atrav\u00e9s da qual um \u00e9 poeta, outro profeta, outro ferreiro, outro escultor. Mas tamb\u00e9m, a cada um vir\u00e1 o conhecimento de sua Vontade infinita: seu Verdadeiro Ente. Desta Vontade deixai-me, pois, falar claramente a todos, j\u00e1 que ela \u00e9 de todos.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Compreendei antes de mais nada, que existe em v\u00f3s um certo descontentamento. Analisai-a bem a natureza: no final chegareis, em qualquer caso, a uma mesma conclus\u00e3o. Esse descontentamento surge na cren\u00e7a em duas coisas diversas, o Ente e o N\u00e3o-Ente, em conflito entre elas. Tamb\u00e9m isto \u00e9 restri\u00e7\u00e3o da Vontade. Aquele que est\u00e1 doente est\u00e1 em conflito com seu pr\u00f3prio corpo; aquele que \u00e9 pobre est\u00e1 em conflito com a sociedade; e assim por diante. No fim, portanto, o problema consiste em como atingir esta percep\u00e7\u00e3o de unidade.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Ora, suponhamos que vieste \u00e0 presen\u00e7a do Mestre, e que Ele vos declarou o Caminho a esta consecu\u00e7\u00e3o. Que vos impede? Ai! existe ainda muita liberdade ao longe.<br \/>\nCompreendei isto claramente: que se estais certos de vossa Vontade, e certos de vossos meios, ent\u00e3o quaisquer pensamentos ou atos que contrariam esses meios contrariam tamb\u00e9m aquela Vontade.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Se, portanto o Mestre vos urgisse a que aceit\u00e1sseis um Voto de Santa Obedi\u00eancia, concordar em fazer isto n\u00e3o seria uma entrega da Vontade, mas um cumprimento desta.<br \/>\nPois vede, o que vos impede? Ou vem de fora ou vem de dentro, ou de ambas as coisas ao mesmo tempo. Pode ser f\u00e1cil para o buscador de mente forte calcar aos p\u00e9s a opini\u00e3o p\u00fablica, ou arrancar de seu forte cora\u00e7\u00e3o o que ele ama, em um senso; mas permanecer\u00e3o sempre nele muitas afei\u00e7\u00f5es discordantes, como tamb\u00e9m os la\u00e7os do h\u00e1bito; e tamb\u00e9m estes deve ele conquistar.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Em nosso mais Santo Livro est\u00e1 escrito: \u201ctu n\u00e3o tens direito sen\u00e3o fazer a tua Vontade. Faze aquilo e nenhum outro dir\u00e1 n\u00e3o.\u201d Escreverei tal tamb\u00e9m em vosso cora\u00e7\u00e3o e em vosso c\u00e9rebro: pois esta \u00e9 a chave do assunto inteiro.<br \/>\nAqui a Natureza mesma seja vosso orientador: pois em cada fen\u00f4meno de for\u00e7a e movimento ela proclama aos gritos esta verdade. Mesmo num assunto t\u00e3o pequenino como o ato de pregar um prego numa t\u00e1bua, eis este mesmo serm\u00e3o. Vosso prego deve ser duro, liso, agu\u00e7ado, ou n\u00e3o se mover\u00e1 rapidamente na dire\u00e7\u00e3o desejada. Imaginai ent\u00e3o um prego de madeira podre, e rombudo; em verdade, isso nem mais \u00e9 um prego. No entanto, praticamente a humanidade em peso \u00e9 assim. Eles desejam uma d\u00fazia de diversas carreiras; e a for\u00e7a que poderia ter sido suficiente para atingir emin\u00eancia em uma, \u00e9 desperdi\u00e7ada nas outras: todas ficam anuladas.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">A mais possante for\u00e7a do Universo para me manter neste intuito; se bem que agora o h\u00e1bito mesmo me constrange \u00e0 dire\u00e7\u00e3o correta, no entanto eu n\u00e3o cumpri minha Vontade; diariamente eu me desvio da tarefa. Eu oscilo. Eu fraquejo. Eu me atraso.<br \/>\nSeja isto ent\u00e3o de grande conforto para todos v\u00f3s; que se eu sou t\u00e3o imperfeito, e por simples vergonha eu n\u00e3o acentuei minha imperfei\u00e7\u00e3o, se eu, o Profeta, ainda mesmo se apenas me igual\u00e1sseis, como seria grande a vossa consecu\u00e7\u00e3o!<br \/>\nAlegrai-vos, portanto, j\u00e1 que tanto o meu fracasso quanto o meu sucesso s\u00e3o argumentos encorajadores para v\u00f3s.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Examinai-vos bem, eu vos pe\u00e7o: analisai vossos pensamentos mais \u00edntimos. E primeiramente abandonareis todos esses grosseiros e \u00f3bvios impedimentos \u00e0 vossa Vontade: pregui\u00e7a, amizades f\u00fateis condi\u00e7\u00f5es ou divers\u00f5es dispersivas; eu n\u00e3o enumerarei os conspiradores contra o bem estar de vosso Estado.<br \/>\nA seguir, determinai o m\u00ednimo de tempo di\u00e1rio que \u00e9 realmente indispens\u00e1vel \u00e0 vossa vida natural. O resto v\u00f3s dedicareis aos Verdadeiros Meios da vossa Consecu\u00e7\u00e3o. E mesmo aquelas necess\u00e1rias horas de labuta mundana v\u00f3s consagrareis \u00e0 Grande Obra, dizendo conscientemente, sempre, enquanto ocupado com essas tarefas, que v\u00f3s as executais apenas para preservar vosso corpo e mente em bom estado de sa\u00fade a fim de poderdes vos aplicar seriamente \u00e0quele sublime e \u00fanico Objetivo.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Pouco tempo passar\u00e1 antes que comeceis a compreender que tal modo de viver \u00e9 a verdadeira Liberdade. V\u00f3s percebereis as distra\u00e7\u00f5es de vossa Vontade como o s\u00e3o. Elas n\u00e3o mais vos parecer\u00e3o agrad\u00e1veis e atraentes; mas ser\u00e3o como la\u00e7os, como vergonha. E quando tiverdes atingido este ponto, sabei que atravessastes o Portal do Meio. V\u00f3s unificastes a vossa Vontade.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Da mesma forma, se um homem estivesse sentado em um teatro e a pe\u00e7a o entediasse, ele aceitaria de bom grado qualquer distra\u00e7\u00e3o e se divertiria com qualquer incidente estranho \u00e0s perip\u00e9cias no palco; mas se a pe\u00e7a realmente lhe atra\u00edsse a aten\u00e7\u00e3o, qualquer incidente o aborreceria. Sua atitude para com estes seria uma indica\u00e7\u00e3o dele para com a pe\u00e7a mesma.<br \/>\nA princ\u00edpio o h\u00e1bito da aten\u00e7\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil de adquirir. Perseverai, e experimentareis espasmos peri\u00f3dicos de revuls\u00e3o. Vossa Raz\u00e3o mesma vos atacar\u00e1, dizendo: como pode uma escravid\u00e3o t\u00e3o estrita ser o Caminho \u00e0 Liberdade?<br \/>\nPerseverai. V\u00f3s nunca ainda conhecestes a liberdade. Quando as tenta\u00e7\u00f5es tiverem sido sobrepujadas, quando a voz da Raz\u00e3o tiver sido silenciada, ent\u00e3o vossa alma pular\u00e1 avante, desimpedida, em seu curso escolhido; e pela primeira vez v\u00f3s experimentareis o extremo deleite de serdes Mestre de v\u00f3s Mesmos, portanto do Universo.<br \/>\nQuando isto tiver sido plenamente conseguido, quando estiverdes sentados seguramente na sela, ent\u00e3o podereis desfrutar tamb\u00e9m todas aquelas distra\u00e7\u00f5es que antes vos agradaram e depois vos irritaram. Agora elas n\u00e3o mais far\u00e3o nem uma coisa nem outra; pois elas ser\u00e3o vossas servas e brinquedos.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">At\u00e9 que tenhais atingido este ponto, n\u00e3o sereis completamente livres. V\u00f3s deveis matar o desejo e matar o medo. O final disto \u00e9 o poder de viver de acordo com vossa pr\u00f3pria natureza, sem perigo de que uma parte possa se desenvolver em detrimento das outras; sem qualquer preocupa\u00e7\u00e3o de que tal perigo possa se apresentar.<br \/>\nO beberr\u00e3o bebe e se aturde; o covarde n\u00e3o bebe e treme de frio; o homem s\u00e1bio, livre e corajoso, bebe e glorifica Deus Alt\u00edssimo.<br \/>\nEsta ent\u00e3o \u00e9 a Lei de Liberdade: v\u00f3s possuis toda Liberdade como vosso direito intr\u00ednseco; mas tendes que fortificar o Direito com Poder: tendes que conquistar a Liberdade para v\u00f3s mesmos em muitas batalhas. Ai dos filhos que dormem sobre a Liberdade conquistada por seus pais!<br \/>\n\u201cN\u00e3o existe lei al\u00e9m de faze o que tu queres\u201d: mas s\u00e3o apenas os maiores da ra\u00e7a que tem a for\u00e7a e a coragem necess\u00e1rias para obedecer esta Lei.<br \/>\nOh homem! olha-te a ti mesmo! Com que cuidado foste feito! Quantas idades levou tua constru\u00e7\u00e3o! A hist\u00f3ria do planeta est\u00e1 entretecida com a subst\u00e2ncia do teu c\u00e9rebro! Foi tudo isso sem motivo? N\u00e3o h\u00e1 prop\u00f3sito em ti? Foste tu feito como \u00e9s para que pudesses comer, e procriar, e morrer? Tal n\u00e3o penses! Tu incorporas tantos elementos, tu \u00e9s o fruto de tantos Bons de esfor\u00e7o, tu fostes feito tal qual \u00e9s, e n\u00e3o outro, para algum colossal Fito.<br \/>\nCria ent\u00e3o \u00e2nimo, e busca esse Fito, e fazei-o. Nada pode te satisfazer sen\u00e3o o cumprimento de tua transcendental Vontade, que est\u00e1 oculta dentro de ti. Para isto, levanta-te, arma-te! Conquista tua Liberdade para ti mesmo! Golpeia fundo!<\/span><\/p>\n<p align=\"center\">\n<strong><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">II<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><br \/>\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">DO AMOR<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Est\u00e1 escrito que \u201cAmor \u00e9 a lei, amor sob vontade\u201d. Aqui h\u00e1 um Arcano Velado, pois no idioma grego AGAPE, Amor, tem o mesmo valor num\u00e9rico que THELEMA Vontade. Por isto n\u00f3s compreendemos que a natureza da Vontade Universal \u00e9 Amor.<br \/>\nOra, Amor \u00e9 o inc\u00eandio em \u00eaxtase de Dois que desejam se tornar Um. \u00c9, pois uma f\u00f3rmula Universal de Alta Magia. Pois todas as coisas, sofrendo por causa da individualidade, devem necessariamente querer Unidade como seu rem\u00e9dio.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Aqui tamb\u00e9m a Natureza serve de aviso \u00e0queles que buscam Sabedoria no seio dela: pois na uni\u00e3o de elementos de polaridade oposta h\u00e1 uma gl\u00f3ria de calor, de luz, e de eletricidade. Assim tamb\u00e9m, na humanidade n\u00f3s contemplamos o fruto espiritual de poesia, e de toda genialidade, surgindo da semente daquilo que pessoas treinadas em Filosofia consideram apenas como um gesto animal. E deve ser bem notado que as mais violentas e divinas paix\u00f5es ocorrem entre pessoas de natureza completamente inarm\u00f4nicas.<br \/>\nMas agora eu quereria que perceb\u00easseis que no plano da mente n\u00e3o h\u00e1 limita\u00e7\u00f5es tais com a de esp\u00e9cie; de forma que um homem pode se enamorar de um objeto inanimado, ou de uma id\u00e9ia. Pois para aquele que esteja algo adiantado no Caminho da Medita\u00e7\u00e3o parece que todos os objetos, salvo o Objeto \u00fanico, s\u00e3o desagrad\u00e1veis, mesmo como lhe pareceu antes quanto aos seus caprichos e desejos ef\u00eameros em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Vontade. Portanto, assim todos os objetos devem ser tomados pela mente, e aquecidos na s\u00e9tupla fornalha do Amor, at\u00e9 que numa explos\u00e3o de \u00eaxtase eles s\u00e3o por completo destru\u00eddos na cria\u00e7\u00e3o da Perfei\u00e7\u00e3o de Uni\u00e3o, tal como as pessoas do Amante e do Bem-Amado se fundem no ouro espiritual do Amor, que n\u00e3o conhece pessoas, mas inclui tudo.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Por\u00e9m, j\u00e1 que cada estrela \u00e9 apenas uma estrela, e a uni\u00e3o das duas \u00e9 apenas uma raptura parcial, o aspirante \u00e0 nossa santa Ci\u00eancia e Arte deve aumentar-se constantemente atrav\u00e9s deste m\u00e9todo de assimila\u00e7\u00e3o de id\u00e9ias, para que no fim, tendo se tornado capaz de abarcar o Universo em um s\u00f3 pensamento, ele possa se lan\u00e7ar sobre aquilo com a completa for\u00e7a de seu Ente e destruindo a ambos, tornar-se aquela unidade cujo nome \u00e9 Nada. Buscai, pois todos v\u00f3s, unir-vos constantemente em raptura com toda e cada coisa que existe; e isto com a m\u00e1xima paix\u00e3o e ardor de Uni\u00e3o. Para este fim, tomai principalmente coisas que vos sejam naturalmente repulsivas. Pois aquilo que \u00e9 agrad\u00e1vel \u00e9 facilmente assimilado e sem \u00eaxtase; \u00e9 na transfigura\u00e7\u00e3o do que \u00e9 indesejado e nojento no Bem-Amado que o Ente \u00e9 sacudido nas ra\u00edzes do Amor.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Assim, no amor humano tamb\u00e9m n\u00f3s vemos que homens med\u00edocres se unem a mulheres inaptas; mas a Hist\u00f3ria nos ensina que os super g\u00eanios do mundo buscam sempre as mais vis e as mais horr\u00edveis criaturas para suas concubinas, ultrapassando at\u00e9 as leis limitadoras do sexo ou da esp\u00e9cie em sua necessidade de transcender a norma. N\u00e3o basta a tais naturezas excitar ardor ou paix\u00e3o: a imagina\u00e7\u00e3o mesma deve ser inflamada por todas os meios.<br \/>\nPara n\u00f3s, ent\u00e3o, emancipados de toda lei ign\u00f3bil, que faremos n\u00f3s para satisfazer nossa Vontade de Uni\u00e3o? Nada menos que o Universo inteiro deve ser a nossa amante; nenhum bordel mais circunscrito que o Espa\u00e7o Infinito pode ser o nosso \u00e2mbito nenhuma noite de estupro que n\u00e3o seja coesa com a pr\u00f3pria Eternidade!<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Considerai que, tal como o Amor tem for\u00e7a para produzir todo \u00eaxtase, assim a falta de amor \u00e9 a maior das fomes. Quem \u00e9 frustado em seu Amor sofre em verdade; mas aquele que n\u00e3o sente Amor ativamente em seu cora\u00e7\u00e3o para com algum objeto est\u00e1 prostrado em dor de esfomeio. E este estado \u00e9 misticamente chamado de \u201csecura\u201d. Para isto, creio eu, n\u00e3o existe cura sen\u00e3o paciente persist\u00eancia em uma Regra de Vida.<br \/>\nMas esta secura tem sua virtude: que, atrav\u00e9s dela, a Alma \u00e9 purgada das coisas que impedem a Vontade; pois quando a secura \u00e9 completa e perfeita, ent\u00e3o \u00e9 certo que nada satisfar\u00e1 a Alma sen\u00e3o a Consecu\u00e7\u00e3o da Grande Obra. E isto em almas fortes, \u00e9 um est\u00edmulo para a Vontade. \u00c9 a fornalha de sede que queima toda impureza dentro de n\u00f3s.<br \/>\nMas cada ato de Vontade corresponde a uma particular Secura: e a medida que o Amor aumentar dentro de v\u00f3s, assim aumentar\u00e1 o tormento da falta de Amor. Seja isto, al\u00e9m do mais, um consolo vosso na ord\u00e1lia! Tamb\u00e9m quanto mais intensa a praga de impot\u00eancia, tanto mais r\u00e1pida e subitamente ela poder\u00e1 desaparecer.<br \/>\nEis aqui o m\u00e9todo de Amor em Medita\u00e7\u00e3o: Que o Aspirante primeiro pratique-a e depois discipline-se na Arte de fixar a aten\u00e7\u00e3o em qualquer coisa \u00e0 Vontade, sem permitir a m\u00ednima distra\u00e7\u00e3o imagin\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Tamb\u00e9m que ele pratique a arte da An\u00e1lise de id\u00e9ias, e a arte de n\u00e3o permitir \u00e0 mente a rea\u00e7\u00e3o natural desta \u00e0s id\u00e9ias, tanto, as agrad\u00e1veis quanto as desagrad\u00e1veis; assim fixando-se a si mesmo em Simplicidade e Indiferen\u00e7a. Estas coisas sendo conseguidas em sua devida esta\u00e7\u00e3o, sabei que todas as id\u00e9ias ter\u00e3o se tornado iguais em vossa percep\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que cada uma \u00e9 simples, e cada uma \u00e9 indiferente: qualquer uma delas permanecer\u00e1 na mente \u00e0 Vontade, sem se inquietar ou lutar, nem tendendo a passar qualquer outra. Mas cada id\u00e9ia possuir\u00e1 uma especial qualidade que \u00e9 comum a todos: esta, que nenhuma delas \u00e9 o Ente: desde que s\u00e3o percebidas pelo Ente como Algo Oposto.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Quando esta percep\u00e7\u00e3o for completa e profunda em seu impacto, ent\u00e3o ser\u00e1 o momento do Aspirante dirigir sua Vontade e Amor sobre ela, de forma que a inteira consci\u00eancia dele se focalize sobre esta \u00fanica Id\u00e9ia. E a princ\u00edpio ela poder\u00e1 ser inerte e morta, ou mal mantida. Isto poder\u00e1 ent\u00e3o passar \u00e0 secura, ou \u00e0 repulsa. Mas por fim, por pura persist\u00eancia naquele Ato de Vontade de Amar, o Amor se erguer\u00e1, como uma ave, como uma flama, como m\u00fasica, e a Alma inteira alada al\u00e7ar\u00e1 v\u00f4o numa trajet\u00f3ria de fogo e canto ao C\u00e9u Ultimal de Orgasmo.<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>III<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><br \/>\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">DA VIDA<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">S\u00edstole e di\u00e1stole; estas s\u00e3o as fases de todas as coisas componentes. Tal \u00e9 tamb\u00e9m a vida do homem. Sua curva se ergue da let\u00eancia do \u00f3vulo fertilizado, dizeis, a um z\u00eanite do qual declina at\u00e9 a nulidade da morte? Bem considerado, isto n\u00e3o \u00e9 completamente verdade. A vida do homem \u00e9 apenas um segmento de uma curva serpentina que alcan\u00e7a a infinidade, e seus zeros apenas marcam as mudan\u00e7as de + para &#8211; e de &#8211; para + nos coeficientes de sua equa\u00e7\u00e3o. \u00c9 por este motivo entre muitos outros que s\u00e1bios de antanho escolheram a Serpente para hier\u00f3glifo da vida.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Vida \u00e9, pois indestrut\u00edvel, como tudo mais. Toda destrui\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o s\u00e3o mudan\u00e7as da natureza do Amor, como eu vos descrevi no \u00faltimo cap\u00edtulo. No entanto, mesmo como o sangue que passa pelas veias do meu pulso neste instante, n\u00e3o \u00e9 o mesmo sangue que passar\u00e1 daqui a um momento, assim tamb\u00e9m nossa individualidade \u00e9, em parte, destru\u00edda com cada vida que passa; n\u00e3o, mais at\u00e9, com cada pensamento.<br \/>\nQue \u00e9, ent\u00e3o, que constitui um homem, se ele morre e renasce mudado em cada alento? Isto: a consci\u00eancia de continuidade dada pela mem\u00f3ria dele; a concep\u00e7\u00e3o de seu Ser como algo cuja exist\u00eancia, longe de estar amea\u00e7ada por estas mudan\u00e7as, \u00e9 na realidade assegurada por elas. Ent\u00e3o, que o Aspirante \u00e0 Sabedoria sagrada considere seu Ser n\u00e3o como um segmento da Serpente, mas como a Serpente inteira. Que ele expanda sua consci\u00eancia para encarar nascimento e morte apenas como incidentes triviais, tais como a s\u00edstole e a di\u00e1stole do cora\u00e7\u00e3o mesmo; e t\u00e3o necess\u00e1rios quanto estas para que a consci\u00eancia funcione.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Para fixar a mente nesta percep\u00e7\u00e3o da vida, dois modos s\u00e3o preferidos, como preliminares \u00e0s experi\u00eancias maiores que ser\u00e3o discutidas em sua devida ordem, experi\u00eancias que transcendem at\u00e9 mesmo aquelas de consecu\u00e7\u00e3o de Liberdade e Amor, das quais j\u00e1 escrevi, e esta de Vida que eu agora registro neste meu livrinho que estou compondo para v\u00f3s a fim de que possais chegar \u00e0 Grande Consecu\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">O primeiro modo \u00e9 a aquisi\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria M\u00e1gica, assim chamada, e a maneira de consegu\u00ed-la est\u00e1 descrita acurada e claramente em alguns de nossos Santos Livros. Mas para quase todos os homens, isso \u00e9 uma pr\u00e1tica de extrema dificuldade. Portanto, que o Aspirante siga o impulso de sua pr\u00f3pria Vontade, a fim de decidir se escolher\u00e1 esse modo ou n\u00e3o.<br \/>\nO segundo modo \u00e9 f\u00e1cil, agrad\u00e1vel; n\u00e3o \u00e9 tedioso, e no final das contas \u00e9 t\u00e3o certeiro quanto o outro. Mas assim como o errar naquele outro consiste em Descorajamento, neste devei vos precatar de Veredas Falsas. Em verdade posso dizer, genericamente, de todas as Obras, que existem dois perigos: o obst\u00e1culo do Fracasso, e a armadilha do Sucesso.<br \/>\nEste segundo modo consiste em dissociar os entes que comp\u00f5em vossa vida. Primeiro, porque \u00e9 mais f\u00e1cil, v\u00f3s dever\u00edeis segregar aquela Forma que \u00e9 chamada de Corpo de Luz (e tamb\u00e9m por muitos nomes), e resolver-vos a viajar nesta Forma, explorando sistematicamente esses planos que est\u00e3o para com o plano F\u00edsico, como o vosso Corpo de Luz est\u00e1 para o vosso corpo material.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Agora, ocorrer\u00e1s convosco nestas viagens que atingireis muitos portais atrav\u00e9s dos quais n\u00e3o poder\u00e1s passar. Isto \u00e9 porque vosso Corpo de Luz n\u00e3o \u00e9 suficientemente forte, ou suficientemente sutil, ou suficientemente puro; e v\u00f3s devereis ent\u00e3o aprender a dissociar os elementos daquele Corpo, por um processo similar ao primeiro: vossa consci\u00eancia permanecendo no mais elevado, e deixando o mais baixo. Nesta pr\u00e1tica v\u00f3s perseverareis, usando vossa Vontade como um grande Arco para enviar a flecha de vossa consci\u00eancia atrav\u00e9s de c\u00e9us cada vez mais altos e mais santos. Mas a persist\u00eancia neste Caminho \u00e9, por si mesma, de vital import\u00e2ncia: pois acontecer\u00e1 que presentemente o h\u00e1bito vos persuadir\u00e1 de que o corpo que nasce e morre durante um per\u00edodo de tempo t\u00e3o curto quanto um ciclo de Netuno no Zod\u00edaco n\u00e3o \u00e9 essencial ao vosso Ente; que a Vida de que vos tornaste em comungante, se bem que ela sujeita \u00e0 Lei de a\u00e7\u00e3o e rea\u00e7\u00e3o, de vazante e enchente, s\u00edstole e di\u00e1stole, est\u00e1 no entanto imune das afli\u00e7\u00f5es daquela vida que vos anteriormente assumistes ser vosso \u00fanico la\u00e7o com a Exist\u00eancia.<br \/>\nE aqui deveis determinar vosso Ente aos m\u00e1ximos esfor\u00e7os; pois t\u00e3o floridas s\u00e3o as veredas deste \u00c9den, e t\u00e3o doces os frutos de seus pomares, que v\u00f3s desejareis demorar-vos neles, e deleitar-vos em pregui\u00e7a e gozo ali. Portanto eu vos escrevo com energia que n\u00e3o deveis fazer isto, para impedimento de vosso verdadeiro progresso; pois todos esses gozos dependem de dualidade, de forma que o verdadeiro nome deles \u00e9 Dor de Ilus\u00e3o, tal como \u00e9 a vida normal do homem, que resolvestes transcender.<br \/>\nSeja como vossa Vontade determine; mas aprendei isto, que (como est\u00e1 escrito) s\u00f3 s\u00e3o felizes aqueles que desejaram o inalcan\u00e7\u00e1vel. Ser\u00e1 pois melhor, ao final das contas, que vossa Vontade seja buscar o vosso principal prazer somente no Amor, isto \u00e9, em Tomar, e na Morte, isto \u00e9, em Dar, como eu j\u00e1 vos escrevi antes. Assim, ent\u00e3o, vos deleitareis nesses gozos j\u00e1 mencionados; mas apenas como brinquedos, mantendo vossa hombridade firme e afiada para entrar em \u00eaxtases mais profundos e mais santos, sem interrup\u00e7\u00e3o de vossa Vontade.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Al\u00e9m disso, eu quereria que soub\u00e9sseis que nesta pr\u00e1tica, se perseguida com ardor inesgot\u00e1vel, h\u00e1 esta especial gra\u00e7a: que v\u00f3s chegareis, como que por acaso, a estados que transcendem a pr\u00f3pria pr\u00e1tica, sendo da natureza dessas Obras de Pura Luz das quais eu quereria vos escrever no cap\u00edtulo que segue. Pois h\u00e1 certos Portais que nenhum ser que ainda esteja c\u00f4nscio de dividualidade, isto \u00e9, de Ente e n\u00e3o-Ente como opostos, pode atravessar: e no ataque contra esses Portais, em fogoso assomo de ardor celestial, vossa flama queimar\u00e1 veementemente contra vosso Ente Grosseiro, e o devorar\u00e1 numa morte m\u00edstica; de forma que na Passagem do Portal tudo se dissolva em Luz, amorfa, de Unidade.<br \/>\nAgora ent\u00e3o, regressando desses estados de ser ( e no regresso tamb\u00e9m h\u00e1 um Mist\u00e9rio de Alegria), v\u00f3s sereis desarmados do Leite da Escurid\u00e3o da Lua, e sereis feitos comungantes do Sacramento de Vinho que \u00e9 o sangue do Sol. No entanto, no in\u00edcio pode haver choque e conflito, pois o velho pensamento persiste pela for\u00e7a de seu h\u00e1bito: ser\u00e1 vossa tarefa criar, por repetida a\u00e7\u00e3o, o verdadeiro correto h\u00e1bito desta consci\u00eancia da Vida que habita Luz. E isto \u00e9 f\u00e1cil, se vossa vontade for forte ; pois a verdadeira vida \u00e9 t\u00e3o mais v\u00edvida e quinta-ess\u00eancial que a falsa que (como eu avalio mal) uma hora daquela faz uma impress\u00e3o sobre a mente igual a um ano da \u00faltima. Uma \u00fanica experi\u00eancia, que em dura\u00e7\u00e3o pode ser apenas uns poucos segundos de tempo terreno, \u00e9 suficiente para destruir a cren\u00e7a na realidade de nossa v\u00e3 vida na terra: mas este efeito gradualmente se dissipa se a consci\u00eancia, atrav\u00e9s de choque ou medo, n\u00e3o adere a ele, e a Vontade n\u00e3o se esfor\u00e7a continuamente por repeti\u00e7\u00e3o daquela felicidade, mais linda e terr\u00edvel que a morte, que ganh\u00e1ramos por virtude de Amor.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">H\u00e1, al\u00e9m disso, muitos outros modos de conseguir a percep\u00e7\u00e3o da verdadeira ida, e os que seguem s\u00e3o de muito valor para quebrar o h\u00e1bito de vosso erro material na contempla\u00e7\u00e3o da identidade de Amor e Morte, e compreens\u00e3o da dissolu\u00e7\u00e3o do corpo f\u00edsico como um ato de Amor executado sobre o corpo do Universo, como tamb\u00e9m est\u00e1 extensamente escrito em nossos Santos Livros. E com este vai, como se fosse irm\u00e3 com seu irm\u00e3o g\u00eameo, a pr\u00e1tica do amor mortal, como um sacramento simb\u00f3lico daquela grande Morte; tal como est\u00e1 escrito: \u201cMata-te a ti mesmo\u201d, e tamb\u00e9m: \u201cMorre diariamente\u201d.<br \/>\nE o segundo deste modos secund\u00e1rios \u00e9 a pr\u00e1tica da percep\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise mental das id\u00e9ias, principalmente como eu j\u00e1 vos ensinei; mas com especial \u00eanfase em coisas naturalmente repulsivas, em particular a pr\u00f3pria morte, e seus fen\u00f4menos subordinados. Assim, o Budha recomendava a seus disc\u00edpulos que meditassem sobre as Dez impurezas, isto \u00e9, sobre dez casos de morte por decomposi\u00e7\u00e3o; de forma que o Aspirante, identificando-se com seu pr\u00f3prio corpo em todas estas formas imaginadas, perdesse o natural horror, repugn\u00e2ncia, medo ou desgosto que ele poderia ter tido por essas coisas. Aprendei isto: que toda id\u00e9ia, de qualquer tipo, se torna irreal, fant\u00e1stica, e evidentemente, ilus\u00e3o, se sujeita a investiga\u00e7\u00e3o persistente, com concentra\u00e7\u00e3o. E isto \u00e9 particularmente f\u00e1cil de conseguirmos no caso de todas as impress\u00f5es corp\u00f3reas; porque todas as coisas materiais, e especialmente essas de que nos tornamos primeiramente c\u00f4nscios, a saber, nossos pr\u00f3prios corpos, s\u00e3o as mais grosseiras e as mais inaturais de todas as falsidades. Pois existe em todos n\u00f3s, latente, aquela Luz onde nenhum erro pode perdurar, e Ela j\u00e1 ensina ao nosso instinto a rejeitar antes de mais nada esses v\u00e9us que mais estreitamente a envolvem. Assim, em medita\u00e7\u00e3o \u00e9 ( para muitos homens) mais lucrativo concentrar a Vontade de Amar sobre os sagrados centros de for\u00e7a nervosa: pois estes, como todas as coisas, s\u00e3o aptas imagens ou veros reflexos de seus semelhantes em esferas mais finas; de forma que, suas naturezas grosseiras sendo dissipadas pelo \u00e1cido dissolvedor da medita\u00e7\u00e3o, suas almas finas aparecem nuas, e exibem sua for\u00e7a e gl\u00f3ria na consci\u00eancia do Aspirante.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Sim, deixai que vossa Vontade de Amar queime l\u00e9pida em dire\u00e7\u00e3o a esta cria\u00e7\u00e3o em v\u00f3s mesmos da verdadeira Vida, que rola suas vagas atrav\u00e9s do mar imenso do Tempo! N\u00e3o vivais vidas mesquinhas em temor das horas! A Lua e o Sol e as Estrelas, pelos quais medis o Tempo, s\u00e3o apenas servos daquela Vida que pulsa em v\u00f3s; alegres rufar de tambores enquanto marchais triunfantes pela Avenida das idades. Ent\u00e3o quando cada nascimento e morte forem assim reconhecidos nesta perspectiva como apenas marcos sobre vossa Estrada sempre viva, quais dos tolos incidentes de vossas vidas mesquinhas? N\u00e3o s\u00e3o eles apenas gr\u00e3os de areia soprados pelo vento do deserto, ou pedregulhos que afastais de v\u00f3s com vossos p\u00e9s alados, ou clareiras verdejantes onde comprimis o musgo e a relva el\u00e1sticas em vossa dan\u00e7a l\u00edrica? Para aquele que vive na Vida, nada importa: seus s\u00e3o eternos movimentos, energia, deleite de Mudan\u00e7a infal\u00edvel. Incans\u00e1veis, v\u00f3s passais de \u00c6on a \u00c6on, de estrela a estrela, o Universo, vosso campo de recreio, sua infinita variedade de esporte sempre velha e sempre nova. Todas essas id\u00e9ias que engendram dor e medo s\u00e3o percebidas em sua verdades, e assim se tornam a semente de alegria: pois a v\u00f3s percebereis, al\u00e9m da necessidade de qualquer prova, que n\u00e3o podeis jamais morrer; que, se bem que mudeis, mudan\u00e7as \u00e9 de vossa pr\u00f3pria natureza. O Grande Inimigo se tornou o Grande Aliado.<br \/>\nEnraizados nesta perfei\u00e7\u00e3o, vosso Ente tendo se tornado na pr\u00f3pria \u00c1rvore da Vida, v\u00f3s tendes um fulcro para vossa alavanca: agora estais prontos para compreender que este pulso de Unidade \u00e9, ele mesmo, Dualidade, e portanto, no mais elevado e mais sagrado senso, ainda Dor e Ilus\u00e3o; e tendo compreendido isto, aspirai uma vez ainda, mesmo \u00e0 quarta das D\u00e1divas da Lei, o Fim do Caminho, sim a Luz.<\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\"><strong>IV<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><br \/>\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">A LUZ<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Eu vos rogo, sede paciente comigo naquilo que eu escreverei quanto \u00e0 Luz; pois aqui h\u00e1 uma dificuldade, sempre maior, no uso de palavras. Al\u00e9m disto, eu mesmo sou constantemente arrebatado e sobrepujado pela sublimidade deste assunto, de forma que um linguajar simples pode se transformar em lirismo quando eu quereria prosseguir calmamente com explica\u00e7\u00f5es s\u00f3brias. Minha melhor chance \u00e9 que v\u00f3s possais compreender, por virtude da simpatia de vossa intui\u00e7\u00e3o; como dois amantes podem conversar em linguagem t\u00e3o inintelig\u00edvel \u00e0 outros que chega a parecer tola, indecente e tediosa; ou como naquela outra intoxica\u00e7\u00e3o, dada por \u00c9ter, os comungantes se comunicam uns com os outros com infinito humor, ou sabedoria, conforme o impulso lhes venha, com uma s\u00f3 palavra ou gesto, estando iniciados em percep\u00e7\u00e3o pela sutileza da droga. Assim tamb\u00e9m eu, que estou inflamado com amor dessa Luz, e embriagado com o vinho et\u00e9reo desta Luz, posso comunicar-me n\u00e3o tanto com vossa raz\u00e3o e intelig\u00eancia, mas com aquele princ\u00edpio oculto em v\u00f3s que est\u00e1 pronto para comungar comigo. Assim mesmo podem um homem e uma mulher enlouquecer de amor um pelo outro, sem que qualquer palavra seja dita entre eles; por causa da indu\u00e7\u00e3o de suas almas. E vossa compreens\u00e3o depender\u00e1 de vossa madureza para a percep\u00e7\u00e3o de minha Verdade. Al\u00e9m disso, se ocorrer que aquela Luz em v\u00f3s esteja pronta para aparecer, ent\u00e3o a luz interpretar\u00e1 para v\u00f3s estas minhas escuras palavras na linguagem da Luz, mesmo como uma corda musical inanimada, estando devidamente afinada, ressoar\u00e1 em seu tom peculiar, se este for emitido por outra corda. Lede, portanto, n\u00e3o apenas com vosso olho e c\u00e9rebro, mas com o ritmo daquela Vida \u00e0 qual v\u00f3s alcan\u00e7astes pela vossa Vontade de Amar, despertada a passos de dan\u00e7a por estas palavras, que s\u00e3o os movimentos da vara de cond\u00e3o da minha Vontade de vos Amar, e assim inflamar vossa Vida em Luz.<br \/>\n(Portanto eu me interrompi na escritura deste livrinho, e durante dois dias e duas noites meditei sem dormir, esfor\u00e7ando-me veementemente em meu esp\u00edrito, para que n\u00e3o vos falhasse, quer por pressa ou por descuido.)<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">No exerc\u00edcio de Vontade e Amor est\u00e3o implicados movimento e mudan\u00e7a; mas em Vida alcan\u00e7amos uma Unidade que se move e muda apenas em pulso ou face, e \u00e9 harmoniosa como a m\u00fasica. Entretanto, ao alcan\u00e7ardes essa Vida v\u00f3s tereis percebido que a Quintaess\u00eancia dela \u00e9 pura Luz, um \u00eaxtase informe, e sem marco ou limite. Nesta Luz, nada existe, pois Ela \u00e9 homog\u00eanea; e portanto os homens a t\u00eam chamado de Sil\u00eancio, de Escurid\u00e3o, e de Nada. Mas neste, como em qualquer outro esfor\u00e7o por descrev\u00ea-la, est\u00e1 a raiz de toda falsidade e percep\u00e7\u00e3o err\u00f4nea; desde que todas as palavras implicam em dualidade de algum tipo. Portanto, se bem que eu a chame de Luz, ela n\u00e3o \u00e9 Luz, nem aus\u00eancia de Luz. Muitos, tamb\u00e9m t\u00eam tentado descrev\u00ea-la por contradi\u00e7\u00e3o, desde que atrav\u00e9s da transcendente anula\u00e7\u00e3o de toda linguagem ela pode ser alcan\u00e7ada por certas naturezas. Tamb\u00e9m atrav\u00e9s de imagens e s\u00edmbolos tem os homens se esfor\u00e7ado por express\u00e1-la; mas sempre em v\u00e3o. No entanto, esses que estavam prontos para perceber a natureza desta Luz t\u00eam compreendido por empatia; e assim ser\u00e1 convosco se lerdes este livrinho com amor. Por\u00e9m, seja sabido por v\u00f3s que a melhor instru\u00e7\u00e3o quanto a este assunto, e a palavra mais apta ao \u00c6on de H\u00f3rus, est\u00e1 escrito no Livro da Lei. No entanto, tamb\u00e9m o Livro Ararita \u00e9 digno na Obra de Luz, tal como Trigrammaton na de Vontade, Cordis Cincti Serpente no Caminho de Amor, e Liberi no de Vida. Todos esses Livros, tamb\u00e9m tratam de todas estas Quatro Gra\u00e7as; pois ao fim v\u00f3s vereis que toda e cada uma delas \u00e9 insepar\u00e1vel de todas as outras. <\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Eu desejo vos escrever do n\u00famero 93, o n\u00famero de Thelema. Pois n\u00e3o apenas \u00e9 o n\u00famero de sua interpreta\u00e7\u00e3o Agape, mas tamb\u00e9m o de uma palavra que vos ser\u00e1 desconhecida a n\u00e3o ser que sejais Ne\u00f3fitos de nossa Santa Ordem de A.A., a qual palavra representa em si o erguimento da Voz de Sil\u00eancio, e o retorno dela ali no Fim. Agora, este n\u00famero 93 \u00e9 tr\u00eas vezes 31, que \u00e9 em hebreu LA, isto \u00e9 N\u00c3O, e assim nega extens\u00e3o nas tr\u00eas dimens\u00f5es do espa\u00e7o. Tamb\u00e9m, eu quereria que medit\u00e1sseis mui estritamente sobre o nome NU, que \u00e9 56, o qual \u00e9 dito que dividamos, adicionemos, multipliquemos e compreendamos. Por divis\u00e3o vem o12, como se fosse escrito Nuit! Hadit! Ra-Hoor-Khuit! antes do aparecimento da D\u00edada. Por adi\u00e7\u00e3o temos 11, o n\u00famero da Verdadeira Magia; e por multiplica\u00e7\u00e3o temos Trezentos, o N\u00famero do Santo Esp\u00edrito ou fogo, a letra Shin, onde todas as coisas s\u00e3o completamente consumidas. Com estas considera\u00e7\u00f5es, e uma completa compreens\u00e3o dos mist\u00e9rios dos N\u00fameros 666 e 418, estareis poderosamente armados neste Caminho de v\u00f4o distante. Mas v\u00f3s dever\u00edeis tamb\u00e9m considerar todos os n\u00fameros em suas escalas. Pois n\u00e3o h\u00e1 meio de resolu\u00e7\u00e3o melhor do que este da matem\u00e1tica pura, desde que j\u00e1 mesmo a\u00ed id\u00e9ias grosseiras s\u00e3o refinadas, e tudo \u00e9 arranjado e aprontado para a Alquimia da Grande Obra.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Eu j\u00e1 vos escrevi de como, na Vontade de Amar, a Luz se ergue como a parte secreta da vida alcan\u00e7ada \u00e9 ainda pessoal; mais al\u00e9m, ela se torna impessoal e universal. Ent\u00e3o chega a Vontade, posso dizer, ao seu polo magn\u00e9tico, de onde as linhas de for\u00e7as apontam a mesmo tempo em todas as dire\u00e7\u00f5es e nenhuma; e o Amor, tamb\u00e9m, \u00e9 n\u00e3o mais um trabalho, mas um estado. Estas qualidades se tornam parte da Vida Universal, que flui sem fim ou fito e tem Vontade e o Amor como suas partes inerentes. Estas coisas, por tanto, em sua perfei\u00e7\u00e3o perdem seus nomes, e suas naturezas. No entanto elas s\u00e3o a Subst\u00e2ncia da Vida, o Pai e a M\u00e3e desta; e sem a opera\u00e7\u00e3o e impacto delas a Vida mesma gradualmente cessaria suas pulsa\u00e7\u00f5es. Mas desde que a infinita energia do Universo inteiro est\u00e1 ali, que pode acontecer, sen\u00e3o que ela retorne sua pr\u00f3pria Inten\u00e7\u00e3o Primordial, dissolvendo-se pouco a pouco naquela Luz que \u00e9 a mais sutil Natureza?<br \/>\nPois este Universo \u00e9 em Verdade Zero, sendo uma equa\u00e7\u00e3o da qual Zero \u00e9 a soma. Donde isto \u00e9 a prova, que se n\u00e3o fosse assim, o Universo estaria em desequil\u00edbrio, e algo deveria provir do Nada, o que \u00e9 absurdo. Esta Luz ou Nada \u00e9 ent\u00e3o a Resultante, ou Totalidade, Universal em Perfei\u00e7\u00e3o; e todos os outros estados, positivos ou negativos, s\u00e3o imperfeitos, desde que omitem os seus opostos.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">No entanto, eu quereria que consider\u00e1sseis que esta igualdade ou identidade de equa\u00e7\u00e3o entre todas as coisas e Nenhuma \u00e9 mui absoluta; de maneira que n\u00e3o permanecereis mais em um lado da equa\u00e7\u00e3o do que ocorreu no outro. E v\u00f3s compreendeis este Mist\u00e9rio maior muito facilmente, \u00e0 luz dessas outras experi\u00eancias que tereis tido, nas quais movimento e descanso, mudan\u00e7a e estabilidade, e muitos outros sutis pares de opostos, foram redimidos \u00e0 identidade pela for\u00e7a de vossa santa medita\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">A m\u00e1xima gra\u00e7a da Lei, portanto, decorre da mais perfeita pr\u00e1tica das Tr\u00eas Gra\u00e7as Menores. E deveis trabalhar nesta Obra t\u00e3o por completo que vos tornareis capazes de passar de um lado da equa\u00e7\u00e3o ao outro \u00e0 Vontade; mais de compreender o todo simult\u00e2neo e para sempre. Nisto, ent\u00e3o, aquela parte de vossa alma que est\u00e1 restrita ao cont\u00ednuo espa\u00e7o-tempo viajar\u00e1 ali de acordo com sua natureza em sua \u00f3rbita, revelando a Luz \u00e0queles que ali v\u00e3o encadeados; pois esta ser\u00e1 a vossa particular fun\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAgora, eis aqui o Mist\u00e9rio da origem do Mal. Primeiramente, por Mal n\u00f3s significamos aquilo que est\u00e1 em oposi\u00e7\u00e3o a nossas pr\u00f3prias vontades; \u00e9 portanto um termo relativo, e n\u00e3o absoluto. Pois toda coisa que \u00e9 o pior dos males para algu\u00e9m \u00e9 o m\u00e1ximo bem de alguma outra pessoa; tal como a dureza da madeira, que cansa o lenhador, \u00e9 a seguran\u00e7a daquele que se aventura sobre o mar num barco constru\u00eddo daquela madeira. E esta \u00e9 uma verdade f\u00e1cil de assimilarmos sendo superficial, e intelig\u00edvel mesmo para mentes comuns.<br \/>\nTodo mal \u00e9 pois relativo, ou aparentemente, ou ilus\u00f3rio; mas, voltando \u00e0 filosofia, eu repetirei que sua raiz est\u00e1 sempre em dualidade. Portanto, a solu\u00e7\u00e3o de qualquer aparente situa\u00e7\u00e3o maligna consiste em buscar a Unidade, o que fareis como eu j\u00e1 vos mostrei. Mas agora eu farei men\u00e7\u00e3o daquilo que est\u00e1 escrito quanto a isto no Livro da Lei.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">O primeiro sendo a Vontade, o Mal aparece como nesta defini\u00e7\u00e3o; \u201ctudo aquilo que impede a execu\u00e7\u00e3o da Vontade\u201d. Portanto est\u00e1 escrito: \u201cA palavra de Pecado \u00e9 Restri\u00e7\u00e3o\u201d. Deve tamb\u00e9m ser notado que no Livro dos Trinta Aethyrs o Mal aparece como Chorozon, cujo n\u00famero \u00e9 333, que em grego significa Impot\u00eancia e Ociosidade; e a natureza de Chorozon \u00e9 Dispers\u00e3o e Incoer\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\">\n<span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">A seguir no Caminho do Amor o Mal aparece como \u201ctudo aquilo que impede a Uni\u00e3o de qualquer duas coisas\u201d. Assim diz o Livro da Lei, sob a imagem da Voz de Nuit: \u201ctomai vossa fartura e vontade de amor como quiserdes, quando, onde, e com quem quiserdes! Mas sempre para me \u201c. Pois todo ato de Amor deve ser \u201csob Vontade\u201d, isto \u00e9, de acordo com a coisas parciais e transit\u00f3rias, mas \u00e9 prosseguir firmemente at\u00e9 o fim. Assim tamb\u00e9m no Livro dos Trinta Aethyrs, os Irm\u00e3os Negros s\u00e3o aqueles que se fecham, n\u00e3o querendo destruir a si mesmos atrav\u00e9s do Amor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;\">Terceiro, no Caminho da Vida o mal aparece sob uma forma mais sutil como \u201ctudo aquilo que n\u00e3o \u00e9 impessoal e universal\u201d. Aqui o Livro da Lei pela voz de Hadit nos informa: \u201cNa esfera Eu sou em toda a parte o centro.\u201d Novamente: \u201cEu sou Vida e o doador de Vida&#8230; vinde a me \u00e9 uma palavra tola; pois sou Eu que vou\u201d. \u201cPois Eu sou perfeito, n\u00e3o sendo\u201d. Pois esta Vida est\u00e1 em todo lugar e instante simultaneamente; de forma que Nela estas limita\u00e7\u00f5es de tempo e espa\u00e7o n\u00e3o mais existem. E v\u00f3s tereis verificado isto para v\u00f3s mesmos: que em todo ato de Amor o tempo e o espa\u00e7o desaparecem com a cria\u00e7\u00e3o da Vida atrav\u00e9s do ato; como tamb\u00e9m ocorre com a pr\u00f3pria personalidade. Pela terceira vez, ent\u00e3o, num senso ainda mais sutil, \u201cA palavra de Pecado \u00e9 Restri\u00e7\u00e3o\u201d.<br \/>\nFinalmente, no Caminho da Luz, este mesmo vers\u00edculo \u00e9 a chave da concep\u00e7\u00e3o Mal. Pois aqui Restri\u00e7\u00e3o consiste no fracasso em solucionar a Grande Equa\u00e7\u00e3o, e depois, em preferir uma express\u00e3o ou fase do Universo a qualquer outra. Contra isto n\u00f3s somos prevenidos no Livro da Lei pela Palavra de Nuit, dizendo: \u201cnenhuma&#8230; e dois. Pois Eu estou dividida por amor ao amor, pela chance de uni\u00e3o\u201d, e portanto, \u201cSe isto n\u00e3o for correto, se confundirdes as marcas do espa\u00e7o, dizendo: Elas s\u00e3o uma, ou dizendo; Elas s\u00e3o muitas&#8230; ent\u00e3o esperais os terr\u00edveis julgamentos&#8230;\u201d<br \/>\nAgora ent\u00e3o, pelo favor de Thoth, eu cheguei ao fim deste meu livro: e armai-vos portanto com as Quatro Armas: a Baqueta para a Liberdade, a Ta\u00e7a para Amor, a Espada para Vida, o Disco para Luz: e com estas executai toda maravilha pela Arte de Alta Magia, na Lei do Novo \u00c6on, cuja Palavra \u00e9 Thelema.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De Lege Libellum Sub figura CL A. \u00b7 . A. \u00b7 . Publica\u00e7\u00e3o em Classe E. Imprimatur: N. Fra. A. \u00b7 . 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