{"id":10,"date":"2004-08-25T00:14:12","date_gmt":"2004-08-25T00:14:12","guid":{"rendered":"https:\/\/cih.org.br\/?p=10"},"modified":"2012-01-30T17:01:53","modified_gmt":"2012-01-30T17:01:53","slug":"o-papiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cih.org.br\/?p=10","title":{"rendered":"O Papiro"},"content":{"rendered":"<p>O Papiro, ou <em>Cyperus Papyrus<\/em>, da fam\u00edlia das<em> Cyperaceae<\/em>, \u00e9 uma planta comum \u00e0s regi\u00f5es pantanosas do Egito, principalmente na regi\u00e3o do Delta do Nilo. Suas hastes alcan\u00e7am at\u00e9 seis metros de altura e servem de esconderijo para as aves e alguns mam\u00edferos, inclusive o hipop\u00f3tamo.<\/p>\n<p>O papiro tinha m\u00faltiplas aplica\u00e7\u00f5es: Seus talos serviam para fazer barcas ligeiras; a base dos talos era agrad\u00e1vel de se mastigar; de suas fibras se faziam cabos, velas de embarca\u00e7\u00f5es, sand\u00e1lias; de sua medula fibrosa, faziam-se l\u00e2minas delgadas, nas quais podia-se escrever.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m faziam-se amuletos com o papiro. No Cap\u00edtulo CLIX do &#8220;Livro dos Mortos&#8221;, reza a seguinte mensagem: <strong>O CAP\u00cdTULO DO AMULETO UACHT [feito de] ESMERALDAS<\/strong> que ser\u00e1 colocado no pesco\u00e7o do falecido.<\/p>\n<p>Os\u00edris Auf-Anc, triunfante, diz:<\/p>\n<p>&#8220;Salve, \u00f3 tu que sais diariamente do templo do deus. A senhora poderosa fala, passa pela porta da casa dupla, e toma posse da for\u00e7a de seu pai, o que quer dizer, o <em>Sahu<\/em> [que \u00e9] o touro da deusa Renenet. Ele pega os que est\u00e3o em seu s\u00e9quito, e d\u00e1-lhes uma oportunidade, a oportunidade da porta (?)&#8221;<\/p>\n<p><strong>Rubrica:<\/strong> [Este cap\u00edtulo] dever\u00e1 ser dito diante de um <em>Uacht<\/em> de esmeraldas, no qual tenha sido inscrito, e o <em>Uacht<\/em> colocado no pesco\u00e7o do Falecido. (E.A. Wallis Budge, O Livro Eg\u00edpcio dos Mortos, Edit. Pensamento, 1990, pp.426).<\/p>\n<p>Quando o falecido n\u00e3o podia pagar \u00e0 casa dos mortos, os amuletos eram substitu\u00eddos por peda\u00e7os de papiro onde o texto sagrado era escrito e colocado junto ao corpo do falecido, acreditam-se que desta forma, ele estaria t\u00e3o protegido como se ali tivesse sido depositado o amuleto verdadeiro.<\/p>\n<p>A palavra Papiro, \u00e9 uma palavra grega (<em>papyros<\/em>), que deu origem \u00e0 palavra papel. Ela deriva da palavra <em>papuro<\/em>, que quer dizer, o real. Para os eg\u00edpcios era a imagem vigorosa do mundo em gesta\u00e7\u00e3o; transformado em colunas, passou a sustentar o templo, que \u00e9 uma miniatura do universo.<\/p>\n<p>O papiro enquanto est\u00e1 enrolado, representa o conhecimento. O fato de ser enrolado e desenrolado era correspondente aos dois movimentos de involu\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o, aos dois aspectos esot\u00e9ricos e exot\u00e9ricos do conhecimento humano. Ao mundo invis\u00edvel e ao invis\u00edvel. Ou ainda, o impulso e o repouso, a exalta\u00e7\u00e3o e a depress\u00e3o.<\/p>\n<p>Pode-se tamb\u00e9m associ\u00e1-lo com o livro, o s\u00edmbolo do universo. Em todas as ci\u00eancias antigas, o livro aparece como s\u00edmbolo do divino, confiado somente ao iniciado. O<strong> LIBER MUNDI <\/strong>representa o macrocosmo, a Intelig\u00eancia C\u00f3smica. Fechado representa a mat\u00e9ria virgem. Aberto, a mat\u00e9ria fecunda. Como diriam os alquimistas: &#8220;Assim \u00e9 o Grande Livro da Natureza, que encerra nas suas p\u00e1ginas, a revela\u00e7\u00e3o das ci\u00eancias profanas e a dos mist\u00e9rios sagrados&#8230;&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Papiro, ou Cyperus Papyrus, da fam\u00edlia das Cyperaceae, \u00e9 uma planta comum \u00e0s regi\u00f5es pantanosas do Egito, principalmente na regi\u00e3o do Delta do Nilo. 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